Suspeito de Incêndios na Madeira Condenado a Três Anos de Prisão Efetiva VIDA DE BOMBEIRO

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Em Dois Meses Houve Mil Fogos que Começaram de Noite


Presidente da Liga Portuguesa dos Bombeiros defende “esquadrão de vigilância” que funcione 24 horas por dia e envolva militares, forças de segurança, bombeiros e autarquias

“Não é às 22h30 que nasce um incêndio em Idanha e podemos culpar o sol.” A afirmação foi feita esta terça-feira pelo secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, que se deslocou ao teatro de operações no Fundão e estranhou que tivesse começado, já durante aquela noite, um incêndio em Idanha-a- -Nova. Segundo uma análise feita pelo i aos dados tornados públicos pela ANPC, este está longe de ser um fenómeno pouco comum. Nos últimos dois meses, um quinto dos incêndios tiveram início entre as 22h e as 7h.

O i solicitou dados ao Ministério da Administração Interna sobre o número de incêndios com início durante a noite nas últimas semanas. O MAI remeteu a informação para a Autoridade Nacional de Proteção Civil que, por sua vez, remeteu para o relatório provisório de incêndios do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF). O último documento tornado público pelo ICNF apresenta o balanço até 31 de julho, mas nada diz sobre a hora de início das ocorrências. Um levantamento feito pelo i nos registos da ANPC online revela, porém, a dimensão deste fenómeno, com alguns fogos provavelmente ligados a projeções de outros incêndios em curso na altura e outros em áreas mais isoladas.

Este ano, depois da tragédia de Pedrógão Grande e até ontem, tinham sido registados 5012 incêndios rurais em matos ou povoamentos florestais. Destes, cerca de 1100 tiveram início entre as 22h e as 7h, a janela temporal utilizada pelo i para fazer o levantamento dos fogos com início durante a noite.

Segundo a informação disponível no site da ANPC, há registo de incêndios com início a todas as horas da madrugada, a maioria a ser controlado com poucas dezenas de homens. Um destes fogos noturnos que viria a mobilizar mais meios foi precisamente o de Louriçal do Campo, Castelo Branco, para o qual foram destacados 452 operacionais. Também o fogo de Mação, que ontem durante o dia não ficou controlado, teve início às 00h01 de quarta-feira, já depois das declarações de Jorge Gomes, que considerou que os fogos que começam durante a noite não podem ter mão bondosa.

Analisando as horas de início dos maiores incêndios registados este ano – listagem que ainda só está disponível até 31 de julho e por isso exclui os grandes fogos deste mês – percebe--se que também o fogo de maiores proporções de Alijó, a 16 de julho, começou pela 1h55.

Questionado pelo i sobre se irá ser solicitado algum estudo sobre este fenómeno e se está prevista alguma campanha ou proposta de lei no sentido de ser reforçada a penalização dos atos de incendiarismo, o MAI informou não estar previsto qualquer estudo sobre esta matéria, remetendo questões relativas à moldura penal para o Ministério da Justiça, que ontem não respondeu às questões do i. Já em matéria de sensibilização, o MAI recorda que a 3 de abril arrancou a campanha “Portugal sem fogos depende de todos”, com vista a alertar para a necessidade da limpeza da floresta à volta das habitações e apelar ao fim dos comportamentos de risco.

Jaime Marta Soares, presidente da Liga Portuguesa dos Bombeiros, defende que é necessário um reforço dos mecanismos de vigilância e deteção dos incêndios, não estranhando o elevado número de ocorrências à noite. “Sendo realista, o secretário de Estado da Administração Interna diria que 80% dos incêndios têm mão criminosa. E 98% têm origem em atividades humanas. A maioria são situações de fogo posto, havendo outros casos de negligência, que também pode ser criminosa.” Por este motivo, Marta Soares lamenta que, caminhando-se para os 9 mil incêndios registados desde o início do ano, só tenham sido detidas cerca de 60 pessoas pelo crime de incêndio florestal, questionando ainda por que motivo alguns presumíveis incendiários ficam apenas sujeitos a termo de identidade e residência, correndo o risco de reincidir. “Alguns chegam mais depressa a casa do que o agente que correu, em alguns casos, risco de vida para os deter.”

Mas em termos de detenção, Soares acredita que também existem lacunas, apesar do alerta reforçado este ano em torno do perigo dos fogos. Uma das 150 questões que a Liga dirigiu à comissão independente de peritos que investiga a tragédia de Pedrógão é quantos postos de vigia estão operacionais este ano na floresta, com que tipo de meios humanos e em que períodos do dia, tendo relatos de postos de vigilância que não estão a funcionar durante a noite. “É preciso um esquadrão de vigilância que envolva militares, GNR, sapadores florestais e as próprias câmaras municipais e juntas de freguesia”, defende o dirigente, que acusa também a maior burocracia na estrutura de comando de prejudicar uma atuação mais rápida. “Sou do tempo em que os postos de vigia da Direção-Geral das Florestas até tinham ligação via rádio à corporação de bombeiros da região e a comunicação era logo feita. Estes modernismos falhados levaram a comunicação a passar ao CDOS, que dá o despacho. Dantes, a comunicação era feita em milésimos de segundo e, depois, os vigilantes conheciam tão bem a floresta que íamos lá ter direitinho.” Com T. C.

Fonte: ionline

Autarca de Mação: "É Desolador, 80 a 90% do Concelho Ardeu"


Várias aldeias tiveram de ser parcialmente evacuadas e as chamas chegaram mesmo a uma urbanização.

O presidente da Câmara de Mação, Vasco Estrela, estimou que "80 a 90% do concelho" tenha ardido devido ao fogo ainda ativo e dos incêndios no final de julho.

"Acabei de dar uma volta por grande parte do perímetro do fogo, é desolador aquilo que se vê. O concelho está completamente destruído. É uma imensidão de problemas que aqui temos. Temos 80, 90% do concelho ardido, é esta a realidade, infelizmente", disse à Lusa.

Apesar do cenário "dramático", o autarca afirmou esperar uma evolução positiva das chamas durante a madrugada.

"Há aqui um conjunto de situações que ainda estão por resolver. Monte Penedo, Rosmaninhal, Vale de Abelha, Ortiga, Pereiro, ainda carecem de muita atenção. Vamos ver se durante a noite conseguem ficar ultrapassadas", afirmou.

Várias aldeias tiveram de ser parcialmente evacuadas, explicou. Mais de duas dezenas de "idosos, crianças ou [pessoas] com patologias em que não se aconselhava que estivessem expostas ao fogo" tiveram de deixar as suas casas.

As chamas chegaram mesmo a uma urbanização em Mação, onde queimaram "tudo à volta das habitações", incluindo espaços verdes e zonas comuns. A zona encontra-se atualmente segura, indicou Vasco Estrela.

Segundo a página da Autoridade Nacional de Proteção Civil, o fogo de Mação, no distrito de Santarém, mobilizava, pelas 3h15, 831 operacionais e 249 meios terrestres.

As estradas cortadas ao trânsito são a A23, entre o Nó de Mouriscas e Nó de Gardete, a EN 244-3, entre Louriceira e Serra, a EM 1284 entre Chão Codes e Vila de Rei, a EM 548, entre Chão de Codes e Aboboreira, e os Caminhos Municipais (CM) 1284, 75, e 1285, de acordo com a página da Proteção Civil.

TSF

Fogo de Mação Obrigou a Deslocar Mais de 130 Pessoas


Mais de uma centena de pessoas tiveram de ser deslocadas das suas casas devido ao incêndio de Mação, em Santarém, para o qual vão ser mobilizados todos os meios aéreos disponíveis, anunciou a Proteção Civil.

De acordo com adjunta de operações da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), Patrícia Gaspar, há 81 deslocados em Mação, 24 em Abrantes e 28 no Sardoal, os concelhos para onde o incêndio já se estendeu.

Relativamente aos meios aéreos, Patrícia Gaspar disse que à exceção de dois aviões que permanecem no combate às chamas em Vila Real e de onde não podem ser deslocado para não desguarnecer a região no norte do país, todos ou restante meios aéreos vão ser mobilizados para o incêndio de Mação.

Fonte: JN

Mais de 2 Mil Bombeiros Combatem as Chamas esta Manhã


Mais de 2 mil bombeiros combatem esta manhã os incêndios em Portugal continental. Os dois fogos de maiores dimensões lavram nos distritos de Santarém e Castelo Branco, de acordo com o site Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC).

Pelas 4:40, o fogo em Mação, no distrito de Santarém, que começou às 00:01 de terça-feira, era o que mobilizava mais meios no terreno: 835 operacionais e 251 veículos.

Pelas 3:15, o presidente da Câmara de Mação, Vasco Estrela, disse à Lusa que “80 a 90% do concelho” tinha ardido devido ao fogo ainda ativo e aos incêndios no final de julho.Em Vila de Rei, no distrito de Castelo Branco, 405 operacionais e 123 meios terrestres combatem as chamas que deflagraram às 21:00 de terça-feira, segundo a página da ANPC.

Em Ribeira da Pena, no distrito de Vila Real, um incêndio já dominado mobiliza 189 operacionais e 57 meios terrestres.

Fonte: Sic Notícias com Lusa

Fogo em Mação Continua a Cortar Duas Estradas Nacionais


A autoestrada 23 (A23) que liga Torres Novas à Covilhã, foi esta quinta-feira reaberta, pelas 05h20, depois de o incêndio que lavra em Mação, distrito de Santarém, ter obrigado ao seu encerramento, mas duas estradas nacionais continuam cortadas. 

De acordo com a Guarda Nacional Republicana (GNR), a A23 foi reaberta durante a madrugada, mas a estrada nacional (EN) 244 e a EN 3 estão cortadas na zona de Mação, onde um incêndio que deflagrou na terça-feira continua a lavrar com grande intensidade. Na noite passada, o presidente da autarquia de Mação disse à Lusa que a sede de concelho ficou cercada pelas chamas. 

"O incêndio continua a seguir imparável o seu rumo ao sabor do vento, as aldeias da zona sul na linha de fogo são Monte Penedo, Rosmaninhal e Vale de Abelha, e de Mação não se sai nem se entra porque as estradas estão cortadas devido ao fumo e ao fogo", disse à Lusa o presidente da autarquia, cerca das 23h50", disse Vasco Estrela. 

O incêndio obrigou na última noite ao corte A23, entre o Nó de Mouriscas e Nó de Gardete, a EN 244-3, entre Louriceira e Serra, a EM 1284 entre Chão Codes e Vila de Rei, a EM 548, entre Chão de Codes e Aboboreira, e os Caminhos Municipais (CM) 1284, 75, e 1285.

Fonte: Correio da Manhã

Emigrante Doa Bens a Bombeiros de Vila do Conde


Lanternas, luvas, rádios, casacos de combate a incêndios industriais e cintos, provenientes de uma corporação da Suíça foram entregues, no início da semana, aos Bombeiros de Vila do Conde. 

A doação foi feita por Manuel Azevedo, português emigrado há 15 anos, que quis ajudar os voluntários da sua terra natal. "O meu pai foi bombeiro em Vila do Conde durante 35 anos e agora pertence ao quadro de honra. Nunca me deixou seguir o sonho de ser bombeiro por achar que era perigoso. 

O amor que tenho pelos bombeiros levou a que eu percebesse que, na Suíça, o material que é renovado todos os anos poderia ajudar os bombeiros da minha terra", disse Manuel Azevedo, que todos os anos visita Vila do Conde. O material doado é em segunda mão, mas de boa qualidade. "O Estado suíço dá outro tipo de ajudas a bombeiros. Compram material todos os anos e o que deixam de utilizar continua em bom estado. Fiquei surpreendido ao perceber que ofereci material que não havia em Portugal", contou Manuel Azevedo. 

Os Bombeiros de Vila do Conde agradecem a generosidade. "O material está em bom estado e vai dar para renovar o que tínhamos em mau estado. É equipamento para incêndios urbanos e industriais", indicou Joaquim Moreira, comandante daquela corporação. Apesar de já ter feito uma generosa doação, Manuel Azevedo revelou ao CM que poderá voltar a ajudar. "Tenho mais material na Suíça para lhes dar. É bom ajudar aqueles que dão a vida pela população", concluiu.

Fonte: Correio da Manhã

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Novos fogos em Mação e Vila de Rei são os que mais preocupam


Os dois incêndios que mais preocupam as autoridades lavram nos concelhos de Mação e de Vila de Rei, informou a Proteção Civil, adiantando que, entre 8 e 14 de agosto, se registaram 74 feridos.

Entre 8 e 14 de agosto foram registados 74 feridos e 49 pessoas foram assistidas, entre as quais 32 bombeiros, quatro militares da GNR e 13 civis, adiantou o comandante nacional da Autoridade Nacional da Proteção Civil (ANPC), Rui Esteves, na comunicação diária à comunicação social sobre a situação dos incêndios no país.

O comandante nacional explicou que estes dois incêndios "são novos, não são reativações".

"São dois dos quatro que se iniciaram em Mação e Vila de Rei. São as situações mais preocupantes a nível nacional, tendo em conta que os outros fogos se encontram dominados", explicou.

Segundo as informações avançadas por Rui Esteves, está no terreno um reforço dos meios operacionais, com 26 grupos de militares, 18 pelotões militares, seis máquinas de rasto militares e 11 máquinas de rasto civis.

38% das ocorrências (889) ocorreram no período noturno
Fazendo um balanço da semana de 8 a 14 de agosto, Rui Esteves afirmou que ocorreram 1431 incêndios florestais que envolveram 44986 meios humanos, apoiados por 12148 veículos e houve 831 missões aéreas.

Os distritos com mais fogos nesta semana foram o Porto, Aveiro e Braga.

Segundo o comandante nacional da Proteção Civil, 38% das ocorrências (889) ocorreram no período noturno.

Comparando com a semana de 1 a 7 de agosto houve um acréscimo de 72% no número de incêndios rurais (mais 601). Houve também um aumento de 103,6% no número de meios envolvidos (mais 22887), mais 86% no número de missões aéreas e mais 73% no número de horas voadas.

O secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, afirmou na terça-feira que os fogos que começam à noite e em "lugares estratégicos e cirúrgicos" não podem ser de "mão bondosa", apontando situações de "criação de incêndios".

JN

2017 é o pior ano da década



Os números são avançados pelo comandante nacional da Protecção Civil no “briefing” diário, segundo o qual 38% das ocorrências da última semana ocorreram no período nocturno.

O número de incêndios aumentou este ano “em relação ao último decénio” (2007-2016). Até agora, foram registadas 10.416 ocorrências, face a cerca de 10.100 - “por consequência, maior área ardida”, conclui o comandante nacional da Autoridade Nacional de Protecção Civil.

Segundo os dados provisórios do Instituto para a Conservação da Natureza (ICN) divulgados pelo comandante Rui Esteves, arderam este ano, em Portugal, 141 mil hectares. No total da década que terminou em 2016, foram 144.960 hectares.

E, se “ao dia de hoje”, mas no ano passado, havia registo de 7.571 ocorrências, este ano já vamos em mais de 10 mil. Em 2016, com aquelas ocorrências “tínhamos uma área ardida de 115 mil hectares; em 2017, uma área ardida de 141 hectares, com dados ainda provisórios”, adiantou aos jornalistas.

Além disso, este ano “tem uma severidade meteorológica com valores apenas superiores em 2005. Segundo o IPMA, é o terceiro ano mais severo dos últimos 15 anos”.

A severidade meteorológica está relacionada com a temperatura, mas também com o índice de secura dos combustíveis e com o vento, que “quando tem rajadas fortes provoca um desenvolvimento mais rápido e eruptivo” dos incêndios.

Segundo os dados do Sistema Europeu de Informação sobre Fogos Florestais, a área ardida este ano em Portugal já superou a registada em todo o ano passado. Portugal é mesmo o país com mais área ardida na União Europeia.

Grande parte dos incêndios começa à noite

Segundo o comandante nacional da Protecção Civil, 38% das ocorrências da última semana “ocorreram no período nocturno”.

Rui Esteves não avançou considerações sobre o facto apresentado, mas na noite anterior o secretário de Estado da Administração Interna já tinha afirmado que muitos incêndios tinham mão criminosa.

“Não é só a meteorologia”, garantia Jorge Gomes.

Comparando com a semana de 1 a 7 de Agosto, houve um acréscimo de 72% no número de incêndios rurais (mais 601) e um aumento de 103,6% no número de meios envolvidos (mais 22.887): mais 86% no número de missões aéreas e mais 73% no número de horas voadas.

Segundo Rui Esteves, os distritos mais afectados pelos incêndios na última semana foram Santarém, Coimbra e Castelo Branco.

No que toca a feridos decorrentes dos incêndios, foram registados 74 entre 8 e 14 de Agosto, bem como 49 pessoas assistidas, entre as quais 32 bombeiros, quatro militares da GNR e 13 civis.

Nessa semana, houve 1.431 ocorrências florestais, que envolveram 44.986 meios humanos, apoiados por 12.148 veículos e 831 missões aéreas.

Renascença

Quantos incendiários têm as prisões em Portugal?


A informação da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais aponta para 45 pessoas acusadas de atear fogo. Há casos de reincidentes.

As prisões portuguesas têm 45 indivíduos detidos por causarem incêndios florestais e outros 96 acusados por crimes previstos no artigo 272 do Código Penal (incêndios em edifícios, explosões, etc.), entre condenados ou a aguardarem julgamento. No total, contabilizam-se 141 incendiários, até ao último dia 10 de agosto.

A informação foi disponibilizada pela Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais ao jornal Público e divulgada na edição desta quarta-feira do matutino. De acordo com esses dados, a Polícia Judiciária deteve 60 pessoas por suspeitas de atearem fogos só em 2017.

A maior parte dos detidos deste ano não tem um emprego estável, mas quatro tinham ligações ao combate aos incêndios: um é bombeiro, dois já foram bombeiros e um é sapador florestal da Sertã.

Segundo explicam, alguns desses 60 indivíduos são reincidentes. Um estudo coordenado pela responsável do Gabinete de Psicologia e Seleção da Escola de Polícia Judiciária, Cristina Soeiro, demonstrou que 13% dos reclusos que estavam presos em 2013 eram reincidentes.

Fonte: http://www.jornaleconomico.sapo.pt

Dominado fogo que queimou vasta área de pinhal em Ribeira de Pena


O incêndio que queimou uma vasta área de pinhal e que deflagrou terça-feira à tarde em Agunchos, em Ribeira de Pena, foi dominado a meio da manhã desta quarta-feira, disse fonte da Proteção Civil.

Pelo terreno vão manter-se cerca de 250 operacionais, apoiados por cerca de 70 viaturas e três meios aéreos, em operações de consolidação, rescaldo e de vigilância. O reforço dos meios foi feito com grupos de Aveiro, Braga e Porto.

O presidente da Câmara de Ribeira de Pena, Rui Vaz Alves, disse à agência Lusa que o fogo queimou uma grande área de mato e floresta, essencialmente composta por pinhal.

O alerta para este fogo foi dado às 14h48 de terça-feira.

O autarca referiu que as chamas propagaram-se “muito rapidamente” numa zona de declive e de difícil acesso.

Rui Vaz Alves referiu que este fogo causou alguma preocupação, aproximou-se de algumas aldeias, no entanto disse que não foi necessário retirar pessoas.

Por volta das 22:00 de terça-feira, deflagrou um outro incêndio no concelho, em zona “muito habitada”, que, segundo o presidente, “foi dominado rapidamente”.

Porto Canal

PJ detém mulher suspeita de atear fogos em Cinfães


A Diretoria do Norte da Polícia Judiciária deteve uma mulher, de 48 anos, suspeita de ter ateado dois incêndios florestais no concelho de Cinfães, em Viseu, no passado dia 5 de agosto. A identificação foi realizada em parceria com a GNR de Lamego.  

Em comunicado, a PJ explica que o fogo terá sido provocado com recurso a fósforos e que a alegada incendiária atuou sob um aparente quadro de desiquilíbrio mental.  Este ateamento de fogo terá consumido uma área de cerca de 4000m2 de mato e arvoredo. 

As chamas colocaram em risco habitações nas proximidades. A detida, que trabalha como agricultora, vai ser presente a juiz para o primeiro interrogatório judicial e aplicação das medidas de coação tidpas.

Correio da Manhã

Já ardeu mais este ano do que em todo o ano passado


Mais de um terço da superfície queimada na União Europeia situa-se em Portugal. Até sábado, tinham ardido mais de 165 mil hectares – mais de 16 vezes a área do concelho de Lisboa.

Os incêndios que deflagraram este ano em Portugal já consumiram mais área florestal do que todos os fogos do ano passado, que já tinha sido desastroso para a floresta.

Em 2016, arderam 160.490 hectares (até Outubro). O maior incêndio do ano ocorreu no distrito de Aveiro e consumiu quase 22 mil hectares.

O ano passado não foi o que teve mais ocorrências, mas era até agora o que registava mais hectares consumidos pelo fogo em 10 anos. No conjunto da União Europeia, pertencia a Portugal metade da área ardida em 2016.

Este ano, Portugal bate o recorde nacional da última década e mantém o primeiro lugar da lista de países da União Europeia com mais área ardida (mais de 165 mil hectares). São os dados mais recentes do Sistema Europeu de Informação sobre Fogos Florestais (EFIS).

Até ao passado dia 12, já tinham ardido em Portugal 165.122 hectares. É mais de 16 vezes a área do concelho de Lisboa.

Impressionante é também a comparação com outros países europeus, mesmo os de maior dimensão, como Espanha: a área ardida em Portugal é quase quatro vezes maior do que a que ardeu em Espanha este ano (45.821 hectares).

Até Itália, que tem tido um pico de incêndios nas últimas semanas, regista uma área ardida bastante menor do que Portugal (106.154 hectares).

Mas é com França que a comparação é mais impressionante: a área ardida em Portugal é 10 vez maior do que a francesa (16.112 hectares).

Portugal é, assim, e de longe, o país europeu com pior registo no Sistema Europeu de Informação sobre Fogos Florestais, com mais de um terço da superfície queimada na União Europeia este ano (427.833 hectares).

Renascença

Incêndios já feriram meia centena de bombeiros


Está a ser um verão muito complicado para os milhares de bombeiros que combatem incêndios desde o início de junho. E os sinais evidentes de cansaço já se começam a notar: muito esforço físico, pouco descanso, alimentação deficiente e muitas horas de sono em atraso para os 30 mil bombeiros existentes no país. 

Os grandes incêndios da quarta vaga de fogos florestais deste ano começaram ontem finalmente a ceder aos meios de combate, mas milhares de operacionais vão-se manter no terreno em trabalhos de vigilância aos reacendimentos e rescaldo. Segundo o CM apurou, cerca de meia centena de bombeiros já ficaram feridos durante o combate às chamas deste verão. E muitas situações são consequência do cansaço. 

"Os nossos bombeiros não são máquinas e sofrem de cansaço físico, mas continuam muito fortes em termos psíquicos. Temos homens e mulheres que trabalham quando já estão no limite das forças físicas, mas fazem-no com espírito de missão", disse ontem ao CM Jaime Marta Soares, presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, frisando que o verão de 2017 "está a ser muito complicado porque os incêndios ganham uma força impressionante em pouco tempo". 

O incêndio que mais trabalho deu ontem aos bombeiros foi o de Louriçal do Campo, Castelo Branco, que destruiu a floresta na serra da Gardunha e alastrou ao concelho vizinho do Fundão. Neste fogo, 10 dos bombeiros que foram chamados para combater as chamas sofreram ferimentos ligeiros - seis iam num autotanque que caiu por uma ravina na sequência de um aluimento de terras, na localidade de Alcongosta.

PORMENORES 
Bombeiro fica ferido 

Um bombeiro de 27 anos da corporação de Ermesinde ficou ontem ferido quando combatia as chamas que deflagravam em S. Romão do Coronado, Trofa. O operacional sofreu queimaduras nas pernas e no braço direito. Foi levado para o Hospital de S. João, no Porto. 

Incendiários detidos 

A Polícia Judiciária já deteve este ano 60 pessoas pelo crime de fogo posto, sendo que apenas 24 ficaram com a medida de coação mais gravosa, a prisão preventiva. Dos detidos, seis são do sexo feminino. 

Operacionais têm alta 

Os bombeiros da corporação do Fundão que viajavam no autotanque que se despistou para uma ravina, em Alcongosta, receberam ontem alta hospitalar e estão em casa a descansar. 

Alerta laranja 

Tendo em conta as condições do tempo, com calor e vento, a Proteção Civil decidiu manter o nível de alerta laranja para todo o país, nos próximos dias. 

Portugal regista os maiores incêndios e a maior área ardida  

Portugal lidera a lista negra das consequências dos incêndios florestais no que respeita à violência das ocorrências e também na área ardida. Segundo dados do Sistema Europeu de Informação sobre Incêndios Florestais (EFFIS), até ao passado sábado, dia 12, os incêndios florestais tinham destruído 165 mil hectares, o equivalente a 16 vezes a área do concelho de Lisboa. Para se ter uma ideia, refira-se que no mesmo período de tempo, arderam em toda a Europa 427 mil hectares. 

No que se refere aos três maiores incêndios, os mesmo registaram-se em Portugal: Várzea dos Cavaleiros, Sertã (29 mil hectares de área ardida, Pedrógão Grande (20 mil hectares e onde morreram 64 pessoas e 250 ficaram feridas) e Alvares, Góis (17 mil hectares). Por outro lado, segundo o Instituto da Conservação da Natureza e Florestas, até 31 de julho o país registou 8539 incêndios florestais, que destruíram 128 mil hectares. Os distritos mais fustigados foram os de Santarém, Coimbra e Portalegre.

Correio da Manhã

Cinco fogos ativos concentram mais de 700 bombeiros


No mapa dos incêndios, a Proteção Civil regista por esta hora cinco fogos de maior dimensão, com destaque para os de Vila de Rei e Santarém, explicou à TSF Patrícia Gaspar, Adjunta do Comando Nacional da Proteção Civil. Os restantes três fogos são em Cinfães, no distrito de Viseu, outro em Santarém e ainda um em Loulé.

Sobre Vila de Rei e o maior incêndio em Santarém, Patrícia Gaspar diz que não há povoações em risco.

Ao todo, nos incêndios ativos, há mais de 700 operacionais envolvidos no combate às chamas, apoiados por 10 aeronaves.

Por esta altura só há cortes por causas dos incêndios em estradas nacionais e municipais.

TSF

Secretário de Estado alerta para mãos criminosas na origem dos fogos


O secretário de Estado da Administração Interna afirmou na terça-feira que os fogos que começam à noite e em "lugares estratégicos e cirúrgicos" não podem ser de "mão bondosa", apontando situações de "criação de incêndios".

Estou apenas a constatar o que está a acontecer: e não é às 22:30 que nasce um incêndio em Idanha e que podemos culpar o sol e nem são dois incêndios em Vila de Rei, [ocorridos hoje] depois de [o fogo] estar extinto e que aparecem em locais estratégicos e cirúrgicos, que são de mão bondosa", afirmou.

O governante falava ao final da noite de terça-feira, no Fundão, concelho onde desde domingo lavra um incêndio de grande dimensão, que tem dizimado a Serra da Gardunha e que começou na madrugada desse dia no Louriçal do Campo, no concelho de Castelo Branco. 

Um sítio onde, segundo o secretário de Estado, já se tinham registado, anteriormente, 20 tentativas de incêndios, todas apagadas com sucesso, até que "conseguiram o pretendiam", referiu.

Sempre sem usar a palavra "incendiário", Jorge Gomes também considerou estranho o fogo que começou esta noite em Idanha-a-Nova, exatamente quando reunia com os responsáveis do teatro de operações no Fundão, ou ainda os dois incêndios registados hoje em Vila de Rei e que não configuram situações de reacendimento.

Questionado sobre se tais conclusões vão levar a tutela a preparar legislação mais dura para o crime de fogo posto, o governante referiu que importa sensibilizar e chamar a atenção dos cidadãos para os próprios comportamentos e também para aquilo que chamou de "mão menos boa".

Por outro lado, referiu que os exemplos citados, todos no distrito de Castelo Branco, também demonstram que, "quando há vontade de que as coisas ardam", por "muito bem organizados e instalados" que os sistemas de proteção estejam, "por vezes não conseguem ter capacidade de resposta". 

Confrontado com as queixas e apelos constantes do presidente da Câmara do Fundão, Paulo Fernandes, relativos à falta de meios e necessidade de um "reforço musculado", Jorge Gomes garantiu que a Proteção Civil está no terreno com a força máxima, mas também lembrou que "os recursos são finitos" e que, por isso, têm de ser geridos.

Enaltecendo o trabalho feito pelos operacionais, bem como pela autarquia local, apontou o comportamento deste fogo e as constantes mudanças de direção como uma das causas para a intensidade que atingiu.

Adiantou ainda que este incêndio tinha cerca de 600 operacionais envolvidos no combate, já provocou 12 feridos, todos ligeiros e oito dos quais bombeiros, mas salientou que nenhuma situação inspira cuidado.

TVI 24

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Onze Mortos e Vários Feridos em Queda de Árvore no Funchal


Uma árvore de grande porte caiu sobre várias pessoas e provocou pelo menos onze mortos e vários feridos, entre os quais quatro em estado grave, durante as romarias da Nossa Senhora do Monte, no Funchal, avança esta terça-feira a RTP. Entre as vítimas poderão haver crianças. 

O CM contactou a corporação dos Bombeiros Municipais do Funchal, que afirmou ter transportado seis pessoas para o hospital. A mesma fonte referiu que todos os feridos sofreram traumatismos crânio-encefálicos. 

Os bombeiros estão ainda a assistir mais pessoas no local, afirmando que poderão efetuar mais transportes de vítimas ao hospital. No local estão ainda os Bombeiros Voluntários Madeirenses e a Cruz Vermelha. Fonte do serviço regional da Proteção Civil da Madeira disse ao CM que ainda decorre a assistência a diversas vítimas no local, não querendo adiantar números relativamente a mortos e feridos. Todas as vítimas estão a ser transferidas para o Hospital Nélio Mendonça. 

As vítimas são populares que se encontravam naquela que é uma das romarias mais importantes da Ilha da Madeira. O acidente ocorreu no Largo da Fonte, freguesia do Monte.  Fonte no local disse à agência Lusa que a árvore tombou na zona onde está um ponto onde são vendidas velas, não estando excluída a possibilidade de ter provocado vítimas mortais e feridos por ser uma zona de concentração de muitas pessoas. 

O secretário Regional da Saúde que tutela a Proteção Civil da Madeira, Pedro Ramos, informou que o balanço oficial das vitimas provocadas pela queda de uma árvore no Monte será apresentado às 16:30. 

fonte: Correio da Manhã

Nada pára o fogo no Fundão. "Está a espalhar-se por uma área com várias localidades"


O incêndio que afecta a Serra da Gardunha, concelho do Fundão, continua esta terça-feira de manhã a avançar "com muita intensidade, numa área gigante", havendo várias aldeias na linha do fogo e alguns pomares de cereja ameaçados, diz o presidente da Câmara.

O incêndio, que começou em Louriçal do Campo (Castelo Branco) no domingo, e que alastrou, ao meio da tarde desse dia, ao território do Fundão, "continua a lavrar com muita intensidade", com "frentes descontroladas", descreve Paulo Fernandes à agência Lusa.

De manhã, os operacionais estavam a tentar "atacar algumas dessas frentes", aproveitando a descida da temperatura, mas "a situação continua muito grave e as chamas muito fortes".

"Há várias aldeias na linha do fogo: Alcongosta, Souto da Casa, Alpedrinha e depois, dentro de Souto da Casa, que é sede de freguesia, há várias anexas que podem estar também em perigo", refere ainda o autarca, frisando que "o fogo está a espalhar-se por uma área muito grande com várias localidades".

Até ao momento, há uma casa de primeira habitação afectada pelas chamas e "várias casas de segunda habitação, em Castelo Novo e Alpedrinha", com algumas a ficarem "inabitáveis".

Alguns pomares de cereja – produto com grande impacto na economia local – “estão a ser afectados pelas chamas, mas ainda não é em grande quantidade".

No entanto, o fogo "está-se a aproximar" de uma zona de pomares, estando os bombeiros a tentar impedir que lá cheguem.

De acordo com Paulo Fernandes, os quatro bombeiros que sofreram ferimentos ligeiros durante a noite já tiveram alta.

Ao princípio da noite de segunda-feira, a Câmara Municipal do Fundão accionou o Plano de Emergência Municipal. São já seis os planos municipais de emergência accionados por causa dos incêndios dos últimos dias.

Segundo a página da Protecção Civil na internet, o incêndio que afecta o concelho do Fundão mobilizava, às 10h45, 335 operacionais, 98 meios terrestres e seis meios aéreos.

Renascença

Fogo de Vila de Rei Dado como Dominado


O incêndio em Vila de Rei foi considerado dominado por volta das 11:00, mantendo-se apenas ativo o fogo que começou em Castelo Branco e que afeta o concelho do Fundão, afirmou Patrícia Gaspar.

O fogo de Vila de Rei teve origem no incêndio de Ferreira do Zêzere, no distrito de Santarém, que deflagrou na sexta-feira. No domingo, a ANPC decidiu criar uma ocorrência específica quando o fogo se dividiu e uma das frentes progrediu para Vila de Rei.

Patrícia Gaspar sublinhou que "é muito provável" surgirem reativações, mantendo-se todo o dispositivo pronto no terreno.

"O incêndio precisa de ser todo ele consolidado, que é um perímetro vasto e com zonas, às vezes, com acessos complicados", notou a adjunta de operações da ANPC.

"Fruto das condições meteorológicas expectáveis para a tarde, há a máxima atenção e todo o dispositivo está no terreno, que as reativações são prováveis", vincou, sublinhando que o mesmo acontece nas restantes ocorrências também dominadas "ao longo das últimas horas".

De acordo com a página da Proteção Civil, o incêndio de Vila de Rei mobilizava, às 12:00, 790 operacionais, 220 veículos e dez meios aéreos.

Noticias ao Minuto

SIRESP não era avaliado desde 2010


A ministra da Administração Interna já tem em mãos a auditoria da Inspecção-Geral da Administração Interna (IGAI) sobre a actuação da secretaria-geral da Administração Interna (SGMAI) enquanto entidade gestora do Sistema Integrado das Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP), como o PÚBLICO noticiou a semana passada. Nas conclusões do documento, a IGAI diz que o SIRESP não é avaliado nem fiscalizado desde 2010, avançou a SIC Notícias.

Segundo aquele canal de televisão, que teve acesso às conclusões da auditoria, a IGAI responsabiliza a secretaria-geral do mesmo ministério, agora liderada por Francisco Gomes, de, ao não fiscalizar o SIRESP, permitir que a empresa não fosse responsabilizada pelas falhas do sistema ao longo dos anos.

Por não ter havido responsabilização, avança o relatório, a empresa do SIRESP não só não pagou as penalizações pelas falhas a que estava obrigada como não foi obrigada a fazer alterações no sistema sempre que foram encontradas anomalias no funcionamento da rede de emergência nacional. 

Entretanto, o Expresso avançou esta tarde que a mesma auditoria recomenda um processo disciplinar ao secretário-geral do MAI, Francisco Gomes, para que seja apurada a responsabilização desta entidade nas falha constantes do SIRESP, não só a que aconteceu durante o incêndio de Pedrógão Grande em Junho, como em falhas anteriores. 

Este é um dos relatórios que chegou na semana passada ao Governo. Além desta auditoria da IGAI à actuação da SGMAI, Constança Urbano de Sousa pediu um estudo ao Instituto das Telecomunicações sobre o funcionamento do SIRESP. Para esta tarde, a ministra da Administração Interna marcou uma conferência de imprensa para dar explicações sobre Pedrógão Grande.

Fonte: Publico

Várias Aldeias Continuam na Linha de Fogo


O incêndio que afeta a Serra da Gardunha, Fundão, continua a avançar “com muita intensidade, numa área gigante”, havendo várias aldeias na linha do fogo e alguns pomares de cereja ameaçados, afirmou o presidente da Câmara.

O incêndio, que começou em Castelo Branco, no domingo, e que alastrou, ao meio da tarde desse dia, ao território do Fundão, “continua a lavrar com muita intensidade”, com “frentes descontroladas”, disse Paulo Fernandes.

De acordo com o autarca, os quatro bombeiros que sofreram ferimentos durante a noite na sequência da queda de um autotanque (ver fotos em cima) já tiveram alta.

De manhã, os operacionais estavam a tentar “atacar algumas dessas frentes”, aproveitando a descida da temperatura, mas “a situação continua muito grave e as chamas muito fortes”, explicou.

“Há várias aldeias na linha do fogo: Alcongosta, Souto da Casa, Alpedrinha e depois, dentro de Souto da Casa, que é sede de freguesia, há várias anexas que podem estar também em perigo”, referiu Paulo Fernandes, frisando que “o fogo está a espalhar-se por uma área muito grande com várias localidades”.

Até ao momento, há uma casa de primeira habitação afetada pelas chamas e “várias casas de segunda habitação, em Castelo Novo e Alpedrinha”, com algumas a ficarem “inabitáveis”.

Alguns pomares de cereja – produto com grande impacto na economia local – “estão a ser afetados pelas chamas, mas ainda não é em grande quantidade”, afirmou o presidente da Câmara do Fundão.

No entanto, o incêndio “está-se a aproximar” de uma zona de pomares, acrescentou, aclarando que se procura combater as chamas nesse “ponto crítico”.

Segundo a página da Proteção Civil na internet, o incêndio que afeta o concelho do Fundão mobilizava, às 10:45, 335 operacionais, 98 meios terrestres e seis meios aéreos.

Fonte: Jornal do Fundão
Foto: Sérgio Maximino

Mais de mil bombeiros combatem as chamas em Castelo Branco


Castelo Branco é o distrito que levanta mais preocupações no mapa dos incêndios em Portugal. Mais de mil bombeiros tentam controlar os incêndios de Vila de Rei e Louriçal do Campo. A página da Proteção Civil dá conta de 800 homens a combater as chamas em Vila de Rei e mais de 300 em Louriçal do Campo, dois incêndios que começaram no domingo.

Patrícia Gaspar, Adjunta Nacional da Proteção Civil, fez esta manhã um ponto da situação mais animador, com menos incêndios. A Adjunta Nacional de Operações referiu então que Vila de Rei e Louriçal do Campo, no distrito de Castelo Branco, continuam a ser as situações mais preocupantes. Devido ao fogo, a nacional 18 está ainda cortada entre Castelo Novo e o Fundão.

A Adjunta Nacional disse ainda que no incêndio de Vila de Rei foram retiradas 11 pessoas e no Louriçal do Campo mais sete, ou seja, um total de 18, sendo que em muitos casos a deslocação foi apenas temporária, por uma questão de segurança.

TSF

Várias aldeias na linha do fogo do Fundão


O incêndio que afeta a Serra da Gardunha, Fundão, continua a avançar "com muita intensidade, numa área gigante", havendo várias aldeias na linha do fogo e alguns pomares de cereja ameaçados, afirmou o presidente da Câmara.

O incêndio, que começou em Castelo Branco, no domingo, e que alastrou, ao meio da tarde desse dia, ao território do Fundão, "continua a lavrar com muita intensidade", com "frentes descontroladas", disse à agência Lusa o presidente da Câmara do Fundão, Paulo Fernandes.


De manhã, os operacionais estavam a tentar "atacar algumas dessas frentes", aproveitando a descida da temperatura, mas "a situação continua muito grave e as chamas muito fortes", explicou o autarca.


"Há várias aldeias na linha do fogo: Alcongosta, Souto da Casa, Alpedrinha e depois, dentro de Souto da Casa, que é sede de freguesia, há várias anexas que podem estar também em perigo", referiu Paulo Fernandes, frisando que "o fogo está a espalhar-se por uma área muito grande com várias localidades".


Até ao momento, há uma casa de primeira habitação afetada pelas chamas e "várias casas de segunda habitação, em Castelo Novo e Alpedrinha", com algumas a ficarem "inabitáveis".


Alguns pomares de cereja - produto com grande impacto na economia local - "estão a ser afetados pelas chamas, mas ainda não é em grande quantidade", afirmou à Lusa o presidente da Câmara do Fundão.


No entanto, o incêndio "está-se a aproximar" de uma zona de pomares, acrescentou, aclarando que se procura combater as chamas nesse "ponto crítico".


De acordo com Paulo Fernandes, os quatro bombeiros que sofreram ferimentos ligeiros durante a noite já tiveram alta. 

A Câmara Municipal do Fundão, ao princípio da noite de segunda-feira, acionou o Plano de Emergência Municipal.

Segundo a página da Proteção Civil na internet, o incêndio que afeta o concelho do Fundão mobilizava, às 10:45, 335 operacionais, 98 meios terrestres e seis meios aéreos. 

Lusa

Sobe para 55 o número de feridos em fogos desde quarta-feira


O número de feridos registados desde quarta-feira devido aos incêndios subiu para 55, com as ocorrências de Louriçal do Campo e Vila de Rei a serem as que mais operacionais mobilizam.

No primeiro balanço do dia, realizado pelas 9 horas, em Lisboa, a adjunta de operações da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), Patrícia Gaspar, revelou que, destes 55 feridos, 51 são leves e quatro graves, e que são contabilizados desde quarta-feira, dia em que começou o primeiro incêndio em Abrantes e teve início o maior número de ocorrências.

Segundo Patrícia Gaspar, na segunda-feira registaram-se 148 incêndios, descendo assim o número registado nos últimos dias, que tinha sido superior a 200 ocorrências.

Destes 148 incêndios, os distritos com maior número foram Porto (47), Braga (14) e Viseu (14).

Desde a meia-noite de hoje, registaram-se 30 ocorrências, entre as quais se contabilizam as de maior dimensão em Louriçal do Campo e Vila de Rei (Castelo Branco). Estas duas ocorrências estão a mobilizar mais de mil operacionais.

De acordo com Patrícia Gaspar, na segunda-feira foram acionados Plano Municipais de Emergência da Proteção Civil, subindo para seis os que estão atualmente em vigor.

No terreno, permanecem 620 militares da Marinha, do Exército e da Força Aérea e os meios aéreos continuam a contar com o apoio do avião de Marrocos e dos oriundos de Espanha.

Das várias vias que na segunda-feira estiveram encerradas, apenas a Estrada Nacional 18, junto à área que arde no Fundão, se encontra encerrada.

Fonte: JN

Indicações são "mais positivas" mas ainda há ocorrências com "expressão"


A situação dos incêndios em território nacional continua a ser motivo de grande preocupação, apesar de, nas últimas horas, ter havido um decréscimo de ocorrências em comparação com os dias anteriores.

Patrícia Gaspar, adjunta da Autoridade Nacional de Proteção Civil, começou o briefing matinal referindo que as indicações no cenário de fogos são “mais positivas”, tendo havido desde o dia de ontem 148 incêndios, e hoje um total de 30 ocorrências, três delas ainda em curso e duas provenientes do dia anterior.

Até ao momento estão ativados seis planos de emergência, depois de o Fundão ter necessitado de colocar o mesmo em prática no dia de ontem.

O fim de tarde e noite foram considerados por Patrícia Gaspar como “trabalhosos”, havendo duas ocorrências com “muita expressão e significado” e onde estão no combate ao fogo cerca de mil operacionais, Louriçal do Campo e Vila de Rei.

Desde quarta-feira até ao momento do briefing, estão contabilizados 55 feridos, havendo quatro em estado grave.

Mais ainda, atualmente todas as vias de circulação se encontram abertas, “à exceção da EN18 entre Castelo Novo e Alcaide (Fundão)”.

As previsões de meteorologia “não se alteram, [haverá um] novo aumento da temperatura”, principalmente no Interior e no Alentejo, e os meios internacionais que estão no país, nomeadamente vindos de Espanha e Marrocos irão manter-se.

Noticias ao Minuto

Bombeiros e Agentes de Proteção Civil Unem-se para Criar a 'Fénix'


Um grupo de bombeiros quer criar uma Associação Nacional de Bombeiros e Agentes de Proteção Civil, que vai chamar-se Fénix e deverá ser registada esta semana, disse à Lusa um dos membros da comissão instaladora.

A associação, disse Carlos Silva, bombeiro, deverá ter sede em Guimarães e "nasceu da perceção de que há coisas que podem ser melhoradas e que se pode trabalhar mais em prol da missão dos membros da Proteção Civil".

Junta, acrescentou, bombeiros no ativo e na reserva mas também pessoas "alheias ao sistema", com uma visão mais neutra dos problemas que envolvem os bombeiros.

Questionado pela Lusa sobre se a Fénix não será mais uma associação a sobrepor-se a outras, Carlos Silva negou afirmando que a Liga dos Bombeiros Portugueses representa as associações de bombeiros voluntários e que a nova entidade não só não vai entrar "em rota de colisão" com outras como vai representar os bombeiros voluntários.

A Fénix apresenta-se como tendo como missão "reunir, congregar e apoiar atividades que envolvam os seus associados, promovendo a dignidade dos bombeiros e agentes de proteção civil", representar os associados na defesa dos seus interesses, e desenvolver atividades de estudo e análise.

Pretende ainda criar e manter um corpo de voluntários de proteção civil (por exemplo com antigos bombeiros), para informar e formar a população sobre prevenção de riscos coletivos e minimizar consequências, cooperar em operações de socorro e apoiar a reposição da normalidade em casos de acidentes graves e catástrofes.

E quer, disse Carlos Silva, desmistificar a ideia de que o bombeiro ou é um "coitadinho" ou um herói, quando na verdade é uma pessoa que gosta do que faz.

Fonte: Noticias ao Minuto

Fogo Descontrolado em Vila de Rei Obrigou à Evacuação de Aldeias


As aldeias de Louriceira e Cerro do Outeiro, em Mação (Santarém) começaram a ser evacuadas ao final da tarde desta segunda-feira devido à intensidade do incêndio que começou em Vila de Rei, distrito de Castelo Branco.

"Decidimos começar a evacuar as aldeias de Louriceira e Cerro do Outeiro", ambas situadas na União de Freguesias de Mação, Aboboreira e Penhascoso, "devido à intensidade com que o fogo está a lavrar em Vila de Rei e que se dirige para o nosso território", disse à agência Lusa o presidente da Câmara de Mação, Vasco Estrela.

Este incêndio passou Vale do Grou (em Vila de Rei) e a EN2 (que separa os dois municípios) e lavra com muita intensidade em zona de eucaliptal e pinhal, em direcção à União de Freguesias de Mação e ainda à freguesia de Amêndoa.

“As pessoas estão a ser transferidas por um autocarro da autarquia para o Centro de Dia da Aboboreira, por uma questão de precaução, e para o fazermos de forma atempada, uma vez que está a cair a noite e para processo ser feito com a tranquilidade ainda possível", disse o autarca de Mação, que viu cerca de 18 mil hectares do território que gere serem consumidos pelas chamas nos últimos dias de Julho.

"Temos os meios pré-posicionados para tentar combater um fogo que continua descontrolado e que se dirige para Mação, com muitas projecções, precisamente para as zonas que não arderam há umas semanas atrás e que são uma parte substancial do que nos resta", observou Vasco Estrela.

Contactado pela Lusa, cerca das 19h30, o vice-presidente da Câmara de Vila de Rei, Paulo César, disse que o fogo "continua a lavrar de forma descontrolada, com duas frentes, uma delas em direcção a Mação e com aldeias por perto, ainda em Vila de Rei", nomeadamente Quinta das Laranjeiras, Ribeiros, Lousa, Vale das Casas e Água Formosa.

"Estamos a tentar controlar o ímpeto das frentes deste incêndio que continua descontrolado, mas, essencialmente, a defender e proteger pessoas e habitações", concluiu.

O incêndio de Vila de Rei, no distrito de Castelo Branco, já obrigou à deslocação de mais de 100 habitantes cujas casas estavam ameaçadas pelo fogo.

O incêndio que deflagrou em Zaboeira, Vila de Rei, às 18h40 de domingo, mantinha-se activo e com duas frentes, cerca das 22h00 de hoje, e estava a ser combatido por 550 operacionais, apoiados por 176 viaturas, segundo a página da Protecção Civil.

Ainda no domingo, às 19h30, foi activado o Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil de Vila de Rei.

Segundo a página da ANPC, às 20h00, a EN 2 estava cortada entre Vila de Rei e Sardoal, e a EN 348 cortada entre Vila de Rei e Ferreira do Zêzere.

Fonte: Renascença

Fogo de Ferreira do Zêzere Dominado, Vila de Rei Ainda Preocupa


O incêndio, que desde sexta-feira lavra em Ferreira do Zêzere, no distrito de Santarém, foi dominado nesta terça-feira, de acordo com a Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANCP).

Este fogo, que na noite de segunda-feira já dava sinais de abrandar, foi dominado às 05h52, indicou à Lusa o Comando Distrital de Operações de Socorro de Santarém.

Segundo a página da ANCP, pelas 6:20 continuavam no terreno 166 operacionais e 53 meios terrestres.

Pelas 23h45 de segunda-feira, o Comandante Operacional Municipal de Protecção Civil (COMPC) de Ferreira do Zêzere descreveu à Lusa um cenário de abrandamento das chamas, apesar de ainda existirem “sectores ainda muito activos”.

"A situação esteve muito complicada em Dornes, Peralfaia e Rio Cimeiro, onde as chamas chegaram até às casas e aos quintais, mas as habitações foram salvas e só em Rio Cimeiro transferimos algumas pessoas, ao final da tarde, por precaução", disse então Pedro Mendes.

Outro fogo dominado lavrava no distrito de Santarém, no concelho de Abrantes, com 123 operacionais e 33 viaturas no terreno.

Na madrugada desta terça-feira foi ainda extinto o incêndio em Macedo de Cavaleiros, decorrendo trabalhos de rescaldo.

De acordo com o Comando Distrital de Operações de Socorro de Bragança, o fogo entrou em conclusão às 3h21. Segundo a página da Autoridade Nacional de Protecção Civil, encontravam-se ainda no local 142 operacionais e 47 meios terrestres.

Este fogo deflagrou na localidade de Chacim às 2h35 de segunda-feira.

Outro incêndio no mesmo distrito lavra em Torre de Moncorvo, tendo sido já dado como dominado, com 62 operacionais e 21 veículos no terreno.

Vila de Rei preocupa

Às 8h desta terça-feira, o incêndio que concentrava mais meios era o de Vila de Rei, distrito de Castelo Branco, onde estavam 787 operacionais e 218 meios terrestres. Este fogo obrigou, segundo a ANPC, a cortar a EN 348, entre Vila de Rei e Ferreira do Zêzere.

O segundo maior incêndio, entre as quatro ocorrências importantes destacadas pela ANPC às 8h, registava-se também no distrito de Castelo Branco. O fogo, que começou no domingo perto da localidade de Louriçal do Campo, no concelho de Castelo Branco, e se alastrou a território do concelho do Fundão, era combatido por 326 operacionais e 101 meios terrestres.

Fonte: Publico

Três Feridos em Acidente entre Duas viaturas Ligeiras

Três pessoas ficaram feridas em consequência de um acidente de viação ocorrido, na tarde desta segunda-feira, em Mansores, Arouca.

O acidente ocorreu devido ao choque entre duas viaturas ligeiras que circulavam no Lugar de Agras e que, por motivos que ainda estavam a ser apurados pelas autoridades, colidiram.

Os feridos foram assistidos no local pelos bombeiros de Fajões e depois de estabilizados transportados para o Hospital S. Sebastião, na Feira.

Estiveram no local 11 bombeiros de Fajões com 4 viaturas e a patrulha da GNR de Cesar, Oliveira de Azeméis.

Fonte: JN

Carro de Combate ao Fogo Despista-se e Fere Bombeiros no Fundão


Quatro bombeiros ficaram feridos, sem gravidade, em Alcongosta, no concelho do Fundão, esta noite, durante as operações de combate ao incêndio florestal que lavra na Serra da Gardunha, desde domingo, disse fonte da Proteção Civil. 

O acidente ocorreu pela 01h02 de terça-feira, na povoação de Alcongosta, disse à agência Lusa fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Castelo Branco, adiantando que os feridos foram transportados para o Hospital da Covilhã. Os bombeiros feridos eram ocupantes de um veículo de combate a incêndios da corporação de Voluntários do Fundão, no distrito de Castelo Branco, que resvalou por uma ravina, na aldeia de Alcongosta, constatou a agência Lusa no local. O veículo procedia, então, a uma manobra de reposicionamento, no âmbito do reforço de meios de combate às chamas, que continuam a lavrar com intensidade na Serra da Gardunha, desde as 01h27 de domingo. 

O presidente da Câmara do Fundão, Paulo Fernandes, disse que o acidente ocorreu durante a "circunstância complexa de posicionamento do carro numa zona difícil, acabando por deslizar numa ravina com cinco a seis metros". Dos quatros feridos, que são todos homens e da corporação do Fundão, "dois tiveram de ser desencarcerados", acrescentou o autarca.

O fogo começou perto da localidade de Louriçal do Campo, no concelho de Castelo Branco, e alastrou, ao meio da tarde desse dia, a território do concelho do Fundão. 

Dois civis e uma bombeira feridos no Fundão 

Já durante a tarde de segunda-feira este incêndio provocou queimaduras em duas pessoas, que estão ainda em avaliação, e ferimentos ligeiros numa bombeira, disse à Lusa fonte da Proteção Civil. Segundo o Comando distrital de Operações de Socorro de Castelo Branco a bombeira, da corporação do Fundão, sofreu uma entorse e foi assistida no hospital da Guarda. O fogo provocou o corte da EN2 (estrada nacional) entre Vila de Rei e Sardoal, e da EN 348 entre Vila de Rei e Ferreira do Zêzere, bem como a A23. 

Ativado Plano de Emergência Municipal 

A Câmara Municipal do Fundão ativou esta segunda-feira à noite o Plano de Emergência Municipal na sequência do forte incêndio que há dois dias lavra na Serra da Gardunha, entre os concelhos do Fundão e Castelo Branco. Este fogo começou na localidade de Louriçal do Campo, concelho de Castelo Branco, às 01h27 de domingo, e, entretanto, progrediu para o concelho do Fundão, onde entrou cerca das 17h00 do mesmo dia, mantendo-se fortemente ativo durante toda a noite e dia desta segunda-feira, e tendo já passado por várias freguesias da encosta da Serra da Gardunha. 

Em nota enviada à agência Lusa, a autarquia fundanense explica que a decisão de ativar este plano foi tomada "por unanimidade" pelos membros da Comissão Municipal de Proteção Civil, face à "dimensão e enorme gravidade do incêndio". "Com a ativação do Plano pretende-se assegurar a colaboração das várias entidades intervenientes, garantindo a mobilização mais rápida dos meios e recursos afetos ao Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil do Fundão e uma maior eficácia e eficiência na execução das ordens e procedimentos previamente definidos", refere a nota de imprensa.

Fonte: Correio da Manhã

Quase 1.500 Bombeiros Combatem Cinco Grandes Fogos


Um total de 1.443 operacionais, apoiados por 421 meios terrestres, combatiam hoje cinco incêndios de grande dimensão, de acordo com a Proteção Civil. 

Mais de metade dos bombeiros estavam mobilizados em Vila de Rei, no distrito de Castelo Branco, segundo o 'site' da Autoridade Nacional da Proteção Civil (ANPC). Pelas 04:40, o fogo que deflagrou na localidade de Zaboeira, no domingo, era aquele que concentrava mais meios no terreno: 781 operacionais e 214 veículos, acrescentou.

Fonte: Correio da Manhã

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Despiste Fatal Contra Árvore


Um jovem de 23 anos morreu ontem num despiste, em Moura. O carro conduzido por Nélson Fialho colidiu contra uma azinheira na berma da EN255-1, entre Sobral da Adiça e a sede de concelho, cerca das 07h30. 

O Renault Clio ficou completamente desfeito. Fonte dos Bombeiros de Moura disse ao CM que a causa poderá estar relacionada com sonolência do condutor. Nélson Fialho vivia com mãe em Moura. A população da cidade alentejana está em choque com a morte do jovem. 

No local estiveram os Bombeiros de Moura, a GNR e o INEM, com 15 operacionais e cinco viaturas.

Fonte: Correio da Manhã

Compromisso Para Acção

Na sequência do anúncio da minha candidatura a presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, no passado dia 1 de Julho, e perante os expressivos apoios que venho recebendo, apresento nesta oportunidade o compromisso da minha ação através de objetivos hierarquizados, de modo a que possam ser devidamente avaliados.

Esta é também oportunidade para reiterar o compromisso de ir ao encontro das ideias de todos, congregando sensibilidades e práticas que acolham sobretudo os anseios dos Dirigentes das Entidades Detentoras (Associações Humanitárias de Bombeiros e Câmaras Municipais), Elementos das Estruturas de Comandos e Bombeiros, que aspiram por justas e qualificadas mudanças no sector da proteção e socorro em Portugal. 

Assim, esta equipa compromete-se: 

1 - Exigir ao Governo e lutar pela criação de uma Direção Nacional de Bombeiros, independente da Autoridade Nacional de Proteção Civil, dotada de património próprio, autonomia jurídica e financeira, que incorpore o Comando da Estrutura de Bombeiros e que não subalternize a figura do Comandante enquanto único responsável pelas intervenções do respetivo Corpo de Bombeiros; 

2 - Exigir ao Governo e pugnar pela criação de uma Rede Nacional de Proteção e Socorro (RNPS), assente na estrutura dos Bombeiros, através da constituição de Equipas de Intervenção Permanente (EIP), em todos os Corpos de Bombeiros detidos por Associações Humanitárias de Bombeiros e Câmaras Municipais, com uma composição modelada em função da Tipificação, complementada com uma compensação monetária para os restantes elementos e horários, à imagem do que se pratica nos Dispositivos Especiais (ex.: DECIF); 

3 - Exigir ao Governo a reposição dos valores retirados às Associações Humanitárias de Bombeiros, pela aplicação da Lei nº 94/2015 de 13 de Agosto (Lei do Financiamento), e negociar a revisão do referido diploma com a indispensável participação da Associação Nacional de Municípios Portugueses, de modo a adequá-lo ao objetivo de garantia da sustentabilidade da missão das Associações Humanitárias de Bombeiros; 

4 - Empreender junto do Governo, esforços para que as Autarquias que detêm Corpos de Bombeiros, possam receber os mesmos subsídios, que são atribuídos às Associações Humanitárias de Bombeiros, acabando assim com as injustiças e desigualdades entre os mesmos pares;

5 - Propor a renegociação do protocolo estabelecido com o INEM, no âmbito do Sistema Integrado de Emergência Médica, pugnando pela salvaguarda dos superiores interesses das Associações Humanitárias de Bombeiros, nas componentes financeira e material;

6 - Renegociar as compensações monetárias auferidas pelos Bombeiros Voluntários, integrados sazonalmente nos Dispositivos Especiais (ex.: DECIF, DICSE, e/ou outros), exigindo mais respeito pelo valor da sua dignidade, entrega e prontidão; 

7 - Constituir-se como principal parceiro das Associações Humanitárias de Bombeiros, na conjugação de sinergias nas negociações para a aquisição de todo o tipo de material (ex. Veículos, EPI, material de Emergência Pré-Hospitalar, Uniformes, etc.), usados pelos Corpos de Bombeiros, ganhando assim economia de escala e força nas negociações, em parceria com as Áreas Metropolitanas e Comunidades Intermunicipais, com recurso a Fundos Comunitários; 

8 - Privilegiar a credenciação das Associações Humanitárias de Bombeiros, através do seu Corpos de Bombeiros, enquanto entidades fiscalizadoras da 1.ª e 2.ª categorias de risco, no que respeita à Segurança Contra Incêndio (SCI), elevando a sua condição interventiva e de credibilidade neste contexto, junto da comunidade que servem; 

9 - Pugnar pela revisão dos benefícios fiscais às Associações Humanitários de Bombeiros, em sede de IRS, nomeadamente na aplicação das disposições do Fundo de Protecção Social do Bombeiro;

10 - Pugnar pelo reforço do financiamento do Fundo de Proteção Social do Bombeiro, através da alocação a este fim, de uma maior percentagem das receitas dos Jogos Sociais;

11 - Lutar pela melhoria das condições mínimas dos seguros de acidentes pessoais dos Bombeiros, nomeadamente quanto aos riscos cobertos e limites de capital seguro, através de negociação com o Governo e a Associação Nacional dos Municípios Portugueses para alteração da Portaria nº 123/2014 de 19 de Junho;

12 - Propor a reestruturação da Escola Nacional de Bombeiros, de modo a coloca-la prioritariamente ao serviço dos Bombeiros Portugueses;

13 - Pugnar pela criação de um novo regulamento de Uniformes | EPI que nos dê uma imagem moderna, condigna e de presença, alicerçado nas novas tecnologias, novos produtos e normalização/certificação da qualidade, extensível a todos os Corpos de Bombeiros, independentemente da Entidade Detentora, dando uma perspetiva de unidade e corpo único; 

14 - Promover uma campanha nacional visando a captação de novos Bombeiros Voluntários, podendo os mesmos, usufruir de um conjunto de benefícios diretos associados à prestação de serviços, além dos consagrados no atual Estatuto Social do Bombeiro - devendo este diploma ser revisitado para negociação - contando para o efeito com a parceria dos Municípios;

»»» Organizar períodos de animação em tempo de férias escolares, nomeadamente campanhas/programas como “Bombeiro por Cinco Dias” e “Ser Bombeiro é Fixe”; 

»»» No âmbito da JUVEBOMBEIRO, diligenciar a realização de protocolos com o Ministério da Educação, por forma a complementar o ciclo escolar com a formação em “Bombeiro”, proporcionando assim a sua valorização e cultura cívica;

16 - Promover maior proximidade da Liga dos Bombeiros Portugueses com as Associações Humanitárias de Bombeiros, as Câmaras Municipais que detêm Corpos de Bombeiros e as Federações, nomeadamente através de:

»» Disponibilização de apoio técnico nos processos de candidatura aos fundos comunitários, por forma a reforçar as suas condições de elegibilidade;

»» Promover a realização de Seminários Técnicos para Quadros de Comando, Chefes e Bombeiros, estabelecendo relações de proximidade e partilha do conhecimento, conducentes à valorização técnico – operacional dos intervenientes;

»» Promover a realização de Seminários Administrativos, para Dirigentes e Pessoal da mesma área de trabalho das Associações Humanitárias de Bombeiros, por forma a melhorar e padronizar procedimentos e o acesso a novas dinâmicas;

»» Valorizar a globalidade do mundo em que vivemos, retomando a regularidade das relações mantidas com estruturas congéneres e outros organismos estrangeiros, suportados na legitimidade conferida pela tradição e pelo reconhecido prestígio internacional dos Bombeiros Portugueses; 

»» Estimular a criação de condições para dinamizar a participação dos Corpos de Bombeiros em competições nacionais e internacionais, tanto nas tradicionais manobras, no âmbito do C.T.I.F., como em novas modalidades, inspiradas no leque de missões atribuídas aos Corpos de Bombeiros, dentro e fora de Portugal;

»» Realização de iniciativas anuais de convívio, dirigidas aos elementos do Quadro de Honra;

»» Estreitamento das relações de cooperação com os Bombeiros das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, acompanhando a sua atividade;

17 - Dinamizar a estrutura interna da Liga dos Bombeiros Portugueses, nomeadamente:

»» Criar um departamento de imagem na Liga dos Bombeiros Portugueses, que promova, defenda e valorize a “marca” Bombeiros, a identidade e a imagem dos Bombeiros Portugueses, adotando uma eficaz estratégia de comunicação institucional para a Confederação, em nome de toda a estrutura nacional de Bombeiros;

»» Subordinar os Serviços Administrativos da Liga dos Bombeiros Portugueses a um plano de reorganização interna, criando novas motivações nos respetivos recursos humanos com o objetivo do seu aperfeiçoamento e valorização profissional;

»» Criar um Núcleo de Apoio Técnico e Operacional, para apoio aos elementos da Estrutura de Comando e coadjuvar o Conselho Executivo no acompanhamento da situação operacional do País;

»» Pugnar pela dinamização do processo tendente à criação do Museu Nacional dos Bombeiros Portugueses, na linha de outras ações a promover nesta área de atuação específica;

»» Revisitar os Estatutos aprovados em 28 de Janeiro de 2017, no Congresso da Figueira da Foz e introduzir nos mesmos as alterações achadas convenientes, para restabelecimento da identidade pluralista da Liga dos Bombeiros Portugueses. 

Porque os Bombeiros Portugueses são hoje dirigidos e comandados, por uma nova geração de responsáveis, com novas sensibilidades e visão do sector, estou consciente e convicto de que é neles que reside o conhecimento e assertividade no caminho que desejamos para os Bombeiros de Portugal, deixo o endereço eletrónico que poderão usar, para deixarem a vossa opinião e/ou ideia.

» e-mail: opiniao.lbp@gmail.com 
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