Uma mulher de 59 anos, residente em Condeixa-a-Nova e doente oncológica, teve de ficar deitada no chão das urgências do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, por falta de macas disponíveis.
Segundo relatos dos familiares, a doente encontrava-se com dores constantes e intensas, sendo que a única posição que lhe permitia algum alívio era estar deitada de barriga para baixo. O episódio ocorreu na passada quinta-feira, dia 8.
Perante o agravamento do seu estado de saúde, os familiares contactaram a linha SNS 24, que após recolher informação clínica encaminhou a situação para o 112. Foi-lhes garantido que uma ambulância chegaria no prazo de uma hora, o que acabou por não acontecer.
Sem resposta dos meios de emergência, a família decidiu transportá-la pelos próprios meios até ao hospital. A mulher seguiu deitada no banco traseiro do automóvel, novamente de barriga para baixo, a única forma de suportar a dor durante a viagem.
À chegada às urgências do Hospital de Coimbra, os familiares explicaram a situação clínica da doente. No entanto, segundo afirmam, foi-lhes comunicado que não existiam macas disponíveis, sendo-lhes sugerido que a mulher aguardasse sentada ou numa cadeira de rodas. Uma tentativa nesse sentido foi feita, mas revelou-se impossível devido às dores intensas.
Perante a situação, os familiares estenderam no chão um cobertor no qual a doente vinha enrolada desde a viagem e colocaram-na deitada no chão da urgência, de barriga para baixo, numa tentativa de minimizar o sofrimento.
Só após este episódio se verificaram movimentações por parte da equipa clínica. A doente foi então submetida à triagem, recebeu morfina para controlo da dor e foi finalmente colocada numa maca.
A família acusa o hospital de falta de sensibilidade e de humanidade no atendimento prestado.
Correio da Manhã

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