Equipa Cinotécnica dos Bombeiros de Amarante Aguarda Certificação para Começar a Atuar - VIDA DE BOMBEIRO

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segunda-feira, 29 de março de 2021

Equipa Cinotécnica dos Bombeiros de Amarante Aguarda Certificação para Começar a Atuar

 


A equipa cinotécnica dos Bombeiros de Amarante, recentemente reestruturada, aguarda certificação para começar a atuar em situações de busca e salvamento em todo o país, adiantou ao Expresso de Amarante Rui Ribeiro, comandante da corporação.

 

A unidade, fundada em 2007 e uma das poucas do seu género no norte do país, “reformou” três dos seus quatro cães, “por uma questão de idade”, e adquiriu três novos animais, que estão a treinar para as suas novas funções, desde o início de março.


Em declarações ao Expresso de Amarante, Rui Ribeiro explicou que a reformulação da equipa cinotécnica era essencial para dar continuidade ao projeto, mas também para trabalhar na sua certificação que, eventualmente, lhe permitirá atuar em cenários de busca e salvamento por todo o país.


O comandante recordou que a legislação deste setor foi alterada, recentemente, frisando que a responsabilidade por operações de busca e salvamento, em Portugal, passou para a Guarda Nacional Republicana (GNR).


“A partir desse momento, qualquer equipa que queira ser chamada para intervir e atuar em cenários de busca e salvamento terá que estar certificada perante a GNR”, acrescenta.


Segundo Rui Ribeiro, o processo de formação da unidade e dos novos cães está a ser realizado por uma empresa especializada e deverá demorar entre 12 a 14 meses.


No final, será realizado um teste por parte da força policial, para proceder à certificação da equipa.


“Caso receba a certificação, a equipa poderá ser chamada a qualquer ponto do país e, eventualmente, a situações que possam ocorrer no estrangeiro”, acrescentou.


 

“O que se aprende hoje é diferente do que aprendemos há 10 anos” – Carlos Macieira, líder da equipa


Ao Expresso de Amarante, o líder da equipa cinotécnica dos Bombeiros de Amarante sublinhou a importância em recorrer aos serviços de uma empresa especializada para acompanhar a evolução que o setor registou, ao longo dos últimos anos.


“É uma mais valia, porque o formador tem uma vasta experiência cinotécnica, com mais de 15 anos de trabalho nesta área”, anotou Carlos Macieira, sublinhando que também há novos contributos científicos para esta atividade, como novos estudos sobre a fisionomia e o olfato dos animais, entre outros.


O líder da equipa, composta por oito operacionais e quatro cães, adianta que, atualmente, estão a treinar para “vários cenários” possíveis de busca e salvamento, nomeadamente em grandes áreas e estruturas colapsadas.


“A última é onde nos vamos focar mais, agora, em situações como derrocadas, terramotos e colapso de estruturas”, acrescenta.


Os treinos têm sido realizados, sobretudo, nas antigas fábricas da Tabopan e na metalomecânica conhecida como “Fábrica do Matias”, em frente ao quartel da corporação, adianta, mas também em outros locais, nomeadamente em estruturas fabris devolutas em Santo Tirso e Vila das Aves.


“Há todo um saber que contribui para esta atividade e que tem evoluído e crescido ao longo dos últimos anos. Na realidade, o que aprendíamos há 10 anos atrás já não é o que se aprende hoje e, tal como se faz noutras áreas de atividade dos bombeiros, era importante proceder a esta formação e atualização de conhecimentos”, conclui.


Fonte: Expresso de Amarante

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