Incêndios Grandes São Cada Vez Mais Severos - VIDA DE BOMBEIRO

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segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

Incêndios Grandes São Cada Vez Mais Severos

 


Observatório Independente analisou fogos desde 2001. Número de ignições de maior dimensão está a baixar, mas consequências são mais devastadoras.


Nos últimos três anos, a probabilidade de ocorrência de um incêndio de grandes dimensões baixou significativamente, em comparação com os anos anteriores. Há menos incêndios de grande dimensão (acima de 100 hectares), mas, quando acontecem, são mais devastadores, concluiu o Observatório Técnico Independente para análise, acompanhamento e avaliação dos incêndios florestais e rurais que ocorram no território nacional.


O relatório da equipa de investigadores, a que o JN teve acesso e que já foi entregue na Assembleia da República, analisou os indicadores de desempenho do Sistema de Defesa da Floresta contra Incêndios na transição para o Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais (2018-2020). No documento, lê-se que "as melhorias na prontidão e combate aos incêndios foram visíveis na menor probabilidade da ocorrência de fogo rural exceder um hectare de dimensão em 2018-2020". A probabilidade de deflagração de fogos que consumam mais de 100 hectares de área também diminuiu.


Caminho ainda é longo


A principal preocupação do Observatório prende-se com a contribuição dos incêndios grandes para o total da área ardida. Os fogos com menos de 10 hectares constituem 97% do número de ocorrências, mas representam apenas 7% a 8% da área ardida total. Por sua vez, entre 2018 e 2020, os 0,5% de incêndios de grande dimensão foram responsáveis por 75% do total de área ardida.


A redução do número de ignições foi mais substancial no Norte e no Centro do país, mas modesta nos distritos de Castelo Branco, Santarém e a sul do Tejo, sugerindo que "é difícil diminuir o número de ocorrências de fogo rural nas regiões onde a densidade de ignições já é baixa", explicam os especialistas.


Os distritos onde o número de ignições mais desceu foram Vila Real, Viseu e Leiria. No entanto, Viseu e Leiria também estão entre os distritos onde a severidade dos incêndios de grande dimensão mais cresceu. Neste leque estão ainda Santarém, Beja, Bragança, Aveiro, Castelo Branco e Faro.


O Observatório Técnico avisa que "há um longo caminho a percorrer na gestão do território rural no sentido de o tornar mais resistente à propagação do fogo", e destaca uma conclusão "preocupante e contraproducente", relacionada com a diminuição do número de fogos de gestão.


Estes fogos, controlados, destinam-se a diminuir a área potencialmente combustível e são decisivos para travar os incêndios grandes. No entanto, a área percorrida por fogos controlados diminuiu em quase todos os distritos. Tal evolução "contraria as iniciativas de apoio às queimadas pastoris em curso e os esforços de expansão da técnica de fogo controlado", alertam os especialistas do Observatório Técnico Independente.


Fonte: JN

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