Covid-19: Maioria dos Infetados Contraiu o Vírus em Casa - VIDA DE BOMBEIRO

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domingo, 26 de abril de 2020

Covid-19: Maioria dos Infetados Contraiu o Vírus em Casa


O número de mortos e de infetados em Portugal voltou a baixar e, segundo a ministra da Saúde, o "número máximo de infeção terá ocorrido entre 23 e 25 de março".

No entanto, isso não significa que se relaxe nas medidas de proteção individual uma vez que "não haverá um regresso à normalidade tal como a conhecíamos".

"Para que as medidas que adotamos sejam aquelas que respondem adequadamente à contenção da infeção temos de saber mais sobre as pessoas infetadas e as condições em que se infetam. Só assim é que conseguiremos saber se as medidas que adotamos são adequadas", afirmou Marta Temido.

De acordo com a ministra da Saúde, o número médio de contágios causados por pessoa infetada, "o R0, um dos indicadores mais comummente considerados para o levantamento da restrição de medidas foi de 2,04, podendo o verdadeiro valor situar-se entre 1,97 e 2,19″.

Marta Temido revelou ainda que na análise de uma amostra de 2958 casos confirmados de infeção - de um total de 4370 -, entre os dias 18 e 24 de abril, apurou-se que "o local coabitação continua a ser principal contexto de transmissão", sendo que apenas 44% dos registos tinham sobre tipo de transmissão.

"Em cerca de 30% dos casos em que foi identificada a transmissão esta ocorreu no local de habitação", afirmou a ministra, pedindo "particular atenção que quem está em domicílio continua a ter necessidade de cuidados especiais quando está infetado".

Da análise realizada, foi também identificado que 25% dos casos correspondiam a situações de surto em instituições coletivas, como lares, instituições particulares de solidariedade social, hósteis ou empresas.

A ministra da Saúde frisou também que 9% dos casos confirmados desta amostra referiam contacto com amigos e familiares que não habitavam na sua residência.

Face a essa informação, Marta Temido voltou a apelar "a que ninguém, em qualquer circunstância, baixe as medidas de prevenção da transmissão de infeção".

A análise mostra "que o esforço que tem sido desenvolvido tem que ser continuado", sendo necessário "continuar a garantir as medidas" que têm sido aplicadas, defendeu.

Média de infetados por doente subiu
A média de infetados por cada doente subiu de 0,95% para 1,04% no país, em função do tempo, o que levou a ministra da Saúde a apelar a uma maior adaptação dos cidadãos a viver com a pandemia.

“Olhando para o período de 16 a 20 de abril, este risco de transmissão ao longo do tempo subiu um bocadinho”, disse Marta Temido em conferência de imprensa, dando conta que da última vez em que abordou o assunto esse risco era de 0,95%.

Na ocasião, o risco de um infetado contaminar várias pessoas “não era muito divergente nas várias regiões de saúde, enquanto agora é de 0,99 na região Norte, 1 no Centro e 1,2 em Lisboa e Vale do Tejo", especificou.

“Uma vez mais apelo para que nesta semana, que vai ser a nona depois do início do surto, tenhamos paciência, disciplina e capacidade de nos adaptarmos àquilo que é viver com a infeção”, alertou a ministra.

O indicador (designado por “RT”) é referente ao número médio de casos secundários de contaminação por cada pessoa infetada e é calculado à medida que a pandemia avança no tempo.

Estando a média em 1,04% significa que uma pessoa infetada contagia uma outra.

A governante sublinhou que “a doença não está ultrapassada, mantém-se a necessidade do cumprimento escrupuloso das medidas de saúde pública”, destacando o distanciamento social, a etiqueta respiratória, a higienização e o uso de máscara em espaços fechados e com número significativo de pessoas.

Marta Temido declarou que “não haverá um regresso à normalidade” tal como se conhecia e é necessário “aprender a viver com a doença até que a vacina ou tratamento eficaz sejam identificados”.

As autoridades de saúde estimam que o pico das infeções terá ocorrido entre 23 e 25 de março, assim como a sua incidência.

Na conferência de imprensa, a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, explicou que, ao longo das várias fases da pandemia, vai haver um “abrandamento” dos vários indicadores, mas não “uma recuperação para zero”.

A fase de recuperação vai ser atingida quando existiram “níveis mais baixos”, “não sabemos o tempo que vai demorar”, prevendo a possibilidade de surgirem “novas ondas” de infeção e uma vigilância rigorosa até surgir uma vacina.

Trabalhadores devem medir a temperatura duas vezes ao dia
A ministra da Saúde recomendou que os trabalhadores devem ter o cuidado de medir duas vezes ao dia a sua temperatura corporal.

"Um trabalhador deve ter o cuidado de medir duas vezes ao dia a sua temperatura" e deve alertar a entidade patronal caso registe alguma alteração, afirmou Marta Temido.

A governante salientou que, "se as pessoas sentirem que têm temperatura, devem abster-se de ir trabalhar".

Para além da responsabilidade individual de cada trabalhador, a ministra da Saúde apontou para vários aspetos legais sobre a medição da temperatura corporal por parte da entidade patronal, salientando que tem de haver consentimento expresso do trabalhador e que o controlo tem de estar sujeito a dever de confidencialidade.

Na conferência de imprensa, a ministra da Saúde remeteu ainda para a explicação dada no sábado pelo Ministério do Trabalho, que afirmou que a medição da temperatura corporal aos trabalhadores "não se afigura inviável", desde que não seja guardado qualquer registo da mesma.

Portugal regista 903 mortos associados à covid-19, mais 23 do que no sábado, e 23.864 infetados (mais 472), indica o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde.

Fonte: TVI 24

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