Chama-se "Elide Fire", é uma bola que "explode, mal lhe tocam as chamas" e promete revolucionar o combate aos incêndios - VIDA DE BOMBEIRO

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quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Chama-se "Elide Fire", é uma bola que "explode, mal lhe tocam as chamas" e promete revolucionar o combate aos incêndios


O conceito explosivo da "Elide Fire" está já há 12 anos disponível no mercado internacional, mas o dispositivo anti-incêndios da empresa fundada por Luís Vieira, sediada na Venda do Pinheiro, aguarda ainda por uma implementação generalizada em Portugal.

A comparação do mecanismo com uma bola de queijo é quase incontornável, sobretudo pela dimensão reduzida, revestimento em plástico vermelho e insígnias amarelas, cruzadas apenas por um rastilho negro, acionado por fogo direto, não bastando o calor.

"Explode, mal lhe tocam as chamas, com uma nuvem de monofosfato de amónio capaz de extinguir incêndios urbanos numa área de 80 metros cúbicos, sem quaisquer danos colaterais, sejam materiais ou humanos", disse à Lusa o gerente da empresa que tem introduzido o produto em Portugal, durante uma demonstração à comunicação social e sob a supervisão dos Bombeiros Voluntários de Moreira da Maia.

Luís Vieira tem exibido o produto em feiras especializadas e a corporações de bombeiros de todo o país há já oito meses, utilizando como argumentos a segurança para pessoas e equipamentos, na medida em que "o pó é biodegradável e não danifica computadores ou aparelhos elétricos" e sublinhando ainda que "está já implementado em 21 países, da Tailândia à Suécia, da Grécia aos Estados Unidos".

"É uma bola que é feita já a pensar no ambiente", explicou à Lusa o promotor da "Elide Fire", frisando que "no fim da validade da bola - cerca de 5 cinco anos - ela serve de fertilizante para plantas e não é prejudicial à saúde".

O fundador da empresa conta ainda que explodiu "entre de 50 e 60 bolas na Segurex", uma feira que se autoproclama "o maior evento de segurança e proteção em Portugal", de forma a ilustrar como o produto "não causa qualquer irritação nos olhos, nem na respiração, nem na pele".

A bola de combate a incêndios urbanos está certificada pela União Europeia e sujeita a regulações semelhantes às de extintores, ainda que não os substitua, segundo o impulsionador da "Elide Fire", podendo sobretudo "complementá-los, colocando-os preferivelmente junto a quadros elétricos ou outros potenciais focos de incêndios em espaços fechados".

A escassa implementação no mercado nacional deste produto surgido há cerca de 15 anos é explicada por Luís Vieira pelo efeito dos "lóbis e das pessoas que têm um bocado de medo de um produto novo", enquanto lamenta que a acessibilidade da bola explosiva - "uma pessoa de cadeira de rodas tem muita dificuldade em utilizar um extintor", sublinha o fundador da empresa - não tenha convencido mais empresas e instituições a adotá-lo.

"Gostava que os portugueses não colocassem tantas objeções a produtos novos", lamentou o divulgador do dispositivo de combate a incêndios urbanos, revelando ainda que pretende investir na criação de um produto que, inspirado no mesmo conceito, possa ser utilizado em fogos florestais.

Fonte: http://24.sapo.pt/

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