Bombeiros de Espinho Protestam esta Noite na Alameda - VIDA DE BOMBEIRO

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sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Bombeiros de Espinho Protestam esta Noite na Alameda


Os Bombeiros do Concelho de Espinho manifestam-se nesta sexta-feira à noite na Alameda 8, contestando o chumbo, pela Assembleia Municipal, da cedência de um terreno para o novo quartel.

O protocolo entre a Câmara e a Associação Humanitária foi chumbada pela Oposição (PS, CDU, BE e dois presidentes de Junta). Dizendo-se ofendidos, os bombeiros promovem um protesto ao início da noite de hoje na Alameda 8. A Oposição alega que o negócio é prejudicial para a Associação Humanitária.

Pelas 21 horas, os bombeiros vão deslocar para a Avenida 8 parte do seu dispositivo como forma de protesto. Às 22 horas farão soar a sirene, convidando a população a juntar-se ao protesto que será feito em forma de "quartel aberto".

Depois da fusão das duas corporações do concelho (Voluntários de Espinho e Espinhenses) os bombeiros ansiavam, agora, pela construção de um novo quartel.

A Câmara comprometeu-se a entregar um terreno para o efeito e a financiar em 500 mil euros a obra que tem fundos comunitários no valor de um milhão de euros. Iria entregar ainda, à Associação, cerca de 330 mil euros em 10 anos.

Em contrapartida, os bombeiros cederiam as instalações onde se encontram atualmente os dois quartéis.

Miguel Reis, presidente da Concelhia do PS, justifica o chumbo na Assembleia Municipal: "Defendemos que o terreno seja entregue sem qualquer contrapartida aos bombeiros". O socialista diz que os quartéis foram avaliados com um valor inferior ao real. "Os bombeiros vão ficar sem património e ainda ficam a dever dinheiro", adiantou.

Também o representante do BE, Dinis Pinto, que votou contra, diz que a zona dos quartéis foram avaliados num valor inferior ao real. E lembra que o protocolo em causa foi confirmado pelos bombeiros numa assembleia "onde só comparecerem cerca de 20 sócios", acusou.

O presidente da Junta de Espinho, Rui Torres, alega que a permuta "não é justa para os bombeiros", reiterando que os quartéis foram avaliados abaixo do valor real.

"É um negócio ruinoso para os bombeiros e um processo pouco transparente", disse, por seu lado, o presidente de junta de Anta/Guetim, Nuno Almeida. "Não deviam delapidar património dos bombeiros a favor da Câmara", disse, ainda, o autarca.

Para o presidente da Associação, Conde Figueiredo, os argumentos da Oposição são "absolutamente falaciosos" e "prejudicam gravemente a construção do novo quartel e a futura sustentabilidade financeira" da corporação. Acrescenta que se trata de um ato "irresponsável", que "não passou de uma instrumentalização politica".

O JN tentou, sem sucesso, ouvir a CDU.

Fonte: JN

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