25 Novos Postos PEM Ficam a Faltar 21 Concelhos - VIDA DE BOMBEIRO

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terça-feira, 30 de junho de 2015

25 Novos Postos PEM Ficam a Faltar 21 Concelhos


O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) vai abrir, já no próximo mês de ju­lho, o maior número de Postos PEM desde há cinco anos a esta parte. Com a abertura deste novos postos, e segundo dados do Instituto, ficam a faltar 21 concelhos para que o país fique total­mente coberto com estas unidades sedeadas nos corpos de bombeiros. 

Dos novos postos que vão ser abertos em julho, sete já estavam previstos no plano de 2014, mas acabaram por transitar para este ano. Quinze estavam calendarizados para abrir este ano e, finalmente, há outros três postos PEM que o INEM antecipa e que estavam incluídos no plano de 2016. Assim, e feitas as con­tas, o INEM passa a ter 300 PEM em 257 dos 278 concelhos de Portugal continental. Na reação a Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) sublinha que este reforço vai ajudar, embora sublinhe que esta é uma “medida tardia”, porque ainda faltam ambulâncias em cerca de 20 municípios. “Há um conjunto de meios que já deviam ter sido distri­buídos em 2014”, lembrou Jaime Marta Soares, recordando a existência de um protocolo assinado entre a Liga e o INEM para que os 308 municípios portugueses possuam uma ambulância.

Jaime Soares sustentou que o protocolo está longe da sua concretização, considerando que as ambulâncias que vão ser entregues este ano es­tão dentro daquilo que ficou estabelecido. “Esperamos que o ritmo seja mais rápido, para poder concluir este processo de uma ambulância de emergência em cada município instalada no cor­po de bombeiros”, sublinhou.

O INEM anunciou este mês que vai investir, até ao fim do ano, cerca de 22 milhões de euros em mais de 50 novos meios de socorro e emergência médica. O Instituto precisou que se trata de duas novas viaturas de emergência e reanimação (VMER), sete ambulâncias de suporte imediato de vida, 13 ambulâncias de emergência médica, cinco motos de emergência e 25 postos de emer­gência médica. O INEM justifica que o investi­mento inicial é de cerca de 3,5 milhões de euros, a que acresce o custo operacional anual de 19 milhões.

Jaime Marta Soares lembrou ainda que a Liga insiste em rever o protocolo com o INEM, uma vez que considera que há situações incluídas no documento que “estão desajustadas da realidade e da evolução do dia-a-dia, da sociedade e dos próprios bombeiros”. O responsável lembrou também que os bombeiros são “um parceiro es­sencial” do INEM, já que segundo este “80 por cento da atividade do instituto é desenvolvida pe­los corpos dos bombeiros, nomeadamente dos voluntários”.

Fonte: LBP