Direção dos Bombeiros da Covilhã Defende-se de Acusações Feitas por Bombeiros - VIDA DE BOMBEIRO

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terça-feira, 26 de maio de 2026

Direção dos Bombeiros da Covilhã Defende-se de Acusações Feitas por Bombeiros

 


A Direção dos Bombeiros Voluntários da Covilhã  responde às criticas que nos últimos meses têm sido feitas por um grupo de soldados da paz da corporação. As últimas acusações ouviram-se na reunião pública da Câmara Municipal da Covilhã, na passada sexta-feira, 22 de maio de 2026.


No comunicado enviado aos órgãos de comunicação social, a direção dos BVC contextualiza o processo de exoneração apresentada pelos três elementos do Comando, em 05 de janeiro de 2026, e posteriormente aceite pela Direção, na sequência do qual foi desencadeado um processo de seleção para a escolha do novo comandante do Corpo de Bombeiros.


O elenco diretivo dos BVC garante ter reunido com os oficiais, Chefes e Sub Chefes do Corpo de Bombeiros, dando-lhes conhecimento da intenção de ouvir as suas opiniões e contributos relativamente à escolha do futuro Comandante. "Todos os participantes foram devidamente informados de que os contributos recolhidos não tinham caráter vinculativo, servindo apenas como elemento de apoio à decisão da Direção", afirma.


Para o efeito, foi distribuído um documento de caráter anónimo, previamente elaborado, contendo um conjunto de questões relacionadas com o processo em curso.


Após análise dos formulários recebidos, a direção verificou que o nome mais referido foi o do Chefe Armando Maria tendo a direção deliberado, por unanimidade, propor o seu nome à Autoridade de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), para os efeitos legalmente previstos, encontrando-se atualmente o referido elemento em fase de conclusão da formação necessária para o exercício das funções de Comandante.


Tal como afirmou o presidente da direção, Joaquim Matias, em declarações à RCB no final da última assembleia geral da corporação, o comunicado confirma que durante este processo, a Associação recebeu a visita de cinco inspetores da Polícia Judiciária, que procederam à recolha de informações e documentação solicitada. 


"Importa esclarecer que todas as diligências efetuadas se relacionaram exclusivamente com matérias de Comando e Operacionalidade, não tendo sido apontada qualquer irregularidade relativamente à Administração e Gestão da Associação", aponta.


Alguns elementos do Corpo de Bombeiros – voluntários e funcionários- desenvolveram ações de caráter reivindicativo, mas no âmbito de uma reunião realizada com a estrutura sindical representativa, "concluiu-se que não existem matérias pendentes por regularizar, à exceção da revisão do acordo de empresa". De acordo com os responsáveis diretivos dos BVC,  nessa mesma reunião, o sindicato comprometeu-se a formalizar o pedido dos elementos que segundo eles necessitavam para a elaboração de uma proposta, "pedido esse que, até à presente data, ainda não foi remetido à direção".


O elenco diretivo daquela Associação Humanitária lamenta "que determinadas ações e estratégias adotadas possam colocar em causa, no espaço público, o bom nome e a credibilidade de uma Instituição com quase 151 anos de história ao serviço da comunidade".


De acordo com a direção, todos os assuntos têm sido encaminhados para as entidades competentes, através das vias próprias, confiando "que os factos serão devidamente apurados e esclarecidos em tempo oportuno", afirma.


Depois a resposta direta às criticas que publicamente têm sido feitas á direção


"Fomos acusados de promover um clima de divisão e falta de diálogo, mas o senhor Porta Voz desse pequeno grupo, não referiu que a Direção através sempre do diálogo cumpriu sempre com o respeito que tivemos, temos e teremos das questões operacionais e só nos direcionamos para as nossas responsabilidades de Gestão e Administração, porque questões de liderança e comando deveriam ser responsáveis os elementos de Comando.


Acusando o porta-voz do grupo de bombeiros de omitir várias informações, os responsáveis diretivos referem que o mesmo não referiu que a direção solicitou informações relevantes para a boa administração e gestão, "e sempre o comando nos negou", referindo quer verbalmente quer por escrito, “ isso é com o comando”.


"O tempo veio dar razão à direção, quando teve conhecimento através da atuação de elementos de investigação, mas disto esse grupo não fala. Porque será??", questiona.


Acrescenta ainda que "não informou os autarcas e a população em geral que estes órgãos sociais receberam esta Associação em 2012 com graves situações de relações que existiam; com situação financeira preocupante".


Da situação encontrada em 2012, a direção destaca ainda o facto de não ter informado os autarcas nem a população em geral que estes órgãos sociais receberam em 2012 um quartel que nem licença de utilização tinha.


O documento sublinha ainda que o porta-voz do grupo bombeiros que agora criticam a direção "não informou a população em geral que neste corpo de bombeiros não existia nenhuma equipa de Intervenção Permanente e hoje temos quatro, e só não nos candidatamos à 5a EIP não por culpa nossa".


Em relação aos fundos patrimoniais, a direção diz ainda que também não foi informado que que os atuais órgãos sociais receberam esta associação, com fundos em 2012 no montante de 1.221 468,48€ que se conseguiram desde 1875, e que em 2025 são de 2.676 720,23 €.


Quanto às falhas de comunicação entre a gestão e o corpo operacional "esse porta-voz, que foi elemento de Comando devia saber que a comunicação ao corpo operacional tem que ser feito pelo comando e não pela direção" e acrescenta "esse representante quando refere “ o limite de quem sabe o valor da sua vida e não aceita que ela seja gerida por mãos que não honram a nossa farda”, não informou a população e os autarcas do que é que ele devia ter feito e não fez junto das famílias mais afetadas no acidente em que morreu um dos nossos operacionais e de um outro que ainda se encontra internado em vias de recuperação". Quanto à acusação, será tratada nos termos e procedimentos a que se reserva a direção.


No comunicado, a equipa liderada por Joaquim Matias assume que relativamente ao sindicato existe um ponto de concordância " revisão do acordo de empresa”, e "só ainda não avançou, porque o sindicato ficou na última reunião com a direção de apresentar uma proposta à Associação, o que ainda não fez".


Outras das críticas feitas à direção nas relações laborais é o não pagamento de subsídio de turno "ele é pago aos operadores de central religiosamente, mas aos elementos das Equipas de Intervenção Permanente não lhes é pago, porque há um acordo em documento escrito e assinado por todos os elementos que aceitavam receber 120,00€ por mês em vez desse subsídio de turno". O pagamento do serviço extraordinário "é pago integralmente, mas só depois de devidamente justificado pelos serviços, porque até temos um caso de reivindicação de determinadas verbas que não foram pagas em 2009, antes até de esta Direção ter assumido a responsabilidade que assumiu", salienta.


A direção dos BVC promete continuar a ter "uma gestão rigorosa... apesar de sabermos que há alguns que gostariam que geríssemos esta Grande Instituição de uma forma não responsável".


No final do comunicado, o elenco diretivo diz  não entender "porque é que não falaram de elementos já constituídos arguidos...?? E que por acaso não são elementos dos órgãos sociais. Porque será?", pergunta.


Aos associados e à população em geral, fica a garantia "quando esta direção constatar que é o problema, saberá qual a porta da saída. O nosso mandato termina em 2028 e somos pessoas de bem e não hesitaremos em continuar a defender os interesses desta Instituição, com todo o respeito e seriedade com que sempre o fizemos!", conclui.

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