“Task-force”: Comandante da corporação de Odemira apelida de “Liga de Amigos” a Liga de Bombeiros. - VIDA DE BOMBEIRO

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terça-feira, 13 de janeiro de 2026

“Task-force”: Comandante da corporação de Odemira apelida de “Liga de Amigos” a Liga de Bombeiros.

 


A “task-force” de emergência pré-hospitalar, criada e sediada na sede da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) para operar no passado fim-de-semana na Grande Lisboa, mereceu duras críticas do comandante dos Bombeiros Voluntários de Odemira (BVO), à direção liderada por António Nunes.


Na sexta-feira, a LBP anunciou a criação de uma “task-force” de quatro ambulâncias dos bombeiros da Ajuda, Cabo Ruivo, Camarate e Cascais para socorro pré-hospitalar, sediadas na sede, para operar em regime de ambulâncias adicionais, das 8 às 20 horas.


Numa publicação nas redes sociais, Luís Oliveira, começa por questionar se “o problema do socorro em Portugal ficou resolvido num só dia e se o território português se resume a Lisboa” e, lembra que “há certas zonas do território que estão a mais de 100km das unidades hospitalares” que deveriam ter tido o mesmo tratamento de reforço de meios.


Bombeiros há 35 anos, 9 dos quais como comandante do Corpo de Voluntários da “Vila do Rio Mira”, não é homem de se furtar a dar opinião sobre o que acha incorreto e apontou o dedo à Liga: “continua-se a dividir para reinar”, e vai mais longe ao sustentar que “temos uma Liga de Amigos e não uma Liga de Bombeiros”, remata.


Luís Oliveira lembra o caso do concelho de Odemira, pela sua extensão e os diferentes tipos de socorro aos doentes, que a corporação faz transporte para três hospitais. O do Sudoeste Alentejano, a unidade de referência em Santiago do Cacém a 75 quilómetros, do Barlavento Algarvio, em Portimão a 90 quilómetros e o de Beja a 100 quilómetros.


O operacional lamenta que para a criação da “task-force” não tenham consultados os bombeiros a nível nacional e, aponta para o facto daquela ter sido sediada na liga “para o show-off”, defendendo que deveriam ter sido criadas e implementadas “nas bases de apoio logístico da Autoridade de Proteção Civil que serve para reunir os meios para combate a incêndios”, resumiu.


Questionado sobre se António Nunes e a sua direção deveriam sair, Luís Oliveira lembra que recentemente “houve eleições e não se apresentaram alternativas”, mas, defende que o Conselho Executivo da LBP “deveria ouvir mais os bombeiros da província, porque Portugal não é só Lisboa”, concluiu.


Contatado pelo Lidador Notícias, o presidente da LPB respondeu via watts-app, que relativamente à criação da “task-force”, “sobre esse assunto, foi deliberado pelo Conselho Executivo dar o assunto por encerrado”, rematou.


Comandante dos bombeiros de Odemira recusou “esmolas” do Governo


Em 31 de agosto do ano passado, Luís Oliveira não poupou nas críticas ao Governo, a propósito da decisão de aumentar em 25% o valor pago aos operacionais envolvidos no Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) 2025 e, respondeu “não muito obrigado”.


O comandante dos BVO sustentou que o Executivo estava a dar “esmolas” em vez de valorizar a classe, recordando à ministra da Administração Interna que “enquanto uns foram combater os incêndios para o Centro e Norte, outros ficaram a garantir o socorro e a combater incêndios nas suas áreas de atuação, integrados no mesmo dispositivo daqueles que foram”, rematou.


Teixeira Correia

Lidador Noticias

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