SIRESP falhou "pontualmente", mas estações móveis colmataram "problema" - VIDA DE BOMBEIRO

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sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

SIRESP falhou "pontualmente", mas estações móveis colmataram "problema"

 


O comandante nacional de emergência e proteção Civil admitiu hoje falhas pontuais na rede SIRESP na sequência da tempestade Kristin, mas garantiu que foram colmatadas com o recurso a estações móveis.


"Nós tivemos pontualmente falhas na rede SIRESP" [Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal], reconheceu Mário Silvestre, numa conferência de imprensa na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide, Oeiras.


Segundo adiantou, o "trabalho muito próximo com a Siresp e a NOS" permitiu à Proteção Civil identificar os locais de maior dificuldade de comunicações e, através de estações móveis, "colmatar o problema".


"Obviamente que uma estação móvel não tem a mesma capacidade do que uma estação fixa", referiu o comandante nacional de emergência e proteção civil, ao salientar que "algumas delas foram arrancadas pela base" durante a passagem da depressão por Portugal continental.


Mário Silvestre realçou ainda que, na manhã a seguir à tempestade, no distrito de Leiria, um dos mais afetados, a única rede que funcionava era a do SIRESP, uma vez que todas as outras estavam em baixo.


"Todas as comunicações que temos feito com o distrito de Leiria e com os outros distritos mais afetados têm mantido uma base SIRESP constante", referiu Mário Silvestre, para quem "não tem sido por falta das comunicações entre os agentes" que a Proteção Civil que tem tido maiores dificuldades nas suas operações.


Na conferência de imprensa, adiantou ainda que todos os pedidos de geradores que chegaram ao comando nacional "estão supridos através dos diversos agentes de Proteção Civil" que têm estes meios, equipamentos que estão já a ser realocados, tendo em conta que várias zonas atingidas já recuperaram a energia elétrica da rede.


"Estamos a gerir as necessidades de acordo com a procura que nos chega diretamente dos diversos teatros de operações ou dos diversos locais com essas necessidades", afirmou.


A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.


Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.


Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.


O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.


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