O presidente da Liga dos Bombeiros, negou ter sido criada uma task-force para agilizar o envio de ambulâncias à margem do sistema integrado de emergência médica do INEM. António Nunes frisou ainda que "a Proteção Civil não tem rigorosamente nada a ver" com a situação.
O presidente da Liga dos Bombeiros, António Nunes, negou esta segunda-feira que tenha sido criado algo à margem do sistema integrado de emergência médica com a criação de uma task-force para agilizar o envio de ambulâncias.
Em declarações aos jornalistas, em Carnaxide, e antes de entrar para uma reunião com a Proteção Civil (que abriu um processo de averiguações à iniciativa), António Nunes explicou o processo que levou à criação da task-force.
Tudo começou, disse, após a "semana terrível" que agora transitou onde "o atraso da chegada das ambulâncias pode ter contribuído para três fatalidades".
Perante a situação, um conjunto de comandantes dos bombeiros, contactou a Liga no sentido de "verificar se não era mais aconselhável juntar essas ambulâncias num local".
A ideia era evitar que o INEM fizesse "seis, sete, oito, nove chamadas" sem conseguir "obter essa ambulância".
"O INEM todos os dias telefona para os corpos de bombeiros a pedir mais ambulâncias do que aquelas que estão protocoladas e os bombeiros respondem individualmente", explicou. "Perante os factos graves da semana passada, e depois de uma reunião que a Liga teve com o senhor presidente do INEM, na sede da Liga dos Bombeiros, decidiu-se concentrar os meios que podiam estar nos oito corpos de bombeiros num único local".
Local esse que foi fornecido pela Liga, que tratou também do apoio logístico da operação.
Assim sendo, o INEM "atribuiu um número de telefone para que as chamadas pudessem ser feitas para um único número e com essa situação nós economizamos tempo".
Ao todo, António Nunes afirmou que esta task-force foi contactada 16 vezes para responder a emergências médicas: "Salvámos vidas".
No domingo, recorde-se, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) adiantou à agência Lusa que vai abrir um processo de averiguações, que terá "em consideração vários fatores, nomeadamente o facto de a operação marginalmente criada estar sob o comando de um elemento do quadro de honra, o que legalmente não é permitido".
A Proteção Civil considera que o reforço de ambulâncias criado pela LBP "parece violar os princípios e os pressupostos do sistema integrado de proteção e socorro, bem como as competências da ANEPC", salientando que se afigura "como um sistema paralelo, sem qualquer enquadramento legal".
O presidente da Liga dos Bombeiros revelou ainda só ter tido conhecimento da polémica através dos órgãos de comunicação social, não tendo, por isso, sido contactado previamente pela ANEPC para esclarecer a situação.
"Eu lamento toda esta polémica que não faz sentido nenhum", afirmou. "Nós não andamos num sistema paralelo como está a ser afirmado. Nós rigorosamente cumprimos os pedidos que o INEM fez".
António Nunes foi mais longe, considerando que "a Proteção Civil não tem rigorosamente nada a ver com o sistema integrado de emergência médica" e que, por isso, não se deveria estar a pronunciar sobre a situação: "Essa responsabilidade é do INEM".
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