Liga dos Bombeiros satisfeita com retorno à organização distrital e a comando único - VIDA DE BOMBEIRO

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sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Liga dos Bombeiros satisfeita com retorno à organização distrital e a comando único

 


O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) mostrou-se, esta sexta-feira, satisfeito com o regresso da organização administrativa da proteção civil por distritos, como era antes de passarem a ter um desenho coincidente com as comunidades intermunicipais.


"A Liga foi sempre contra que a proteção civil, e por arrastamento os bombeiros, fossem a experiência que se quer fazer. E o que está hoje previsto em termos de Sistema de Proteção Civil e na Lei de Base da Proteção Civil é continente, regiões autónomas, distritos e municípios. E é isso que deve corresponder, porque todos os outros agentes de proteção civil assim estão", afirmou António Nunes.


O presidente da LBP, que falava aos jornalistas à entrada da primeira reunião do ano do conselho executivo da Liga, defendeu que "em alguns locais essa sub-regionalização pode ter trazido vantagens para os bombeiros e para a população, mas noutros não trouxeram". "A título de exemplo, o distrito de Viseu está partido por quatro sub-regiões. Não faz sentido nenhum", defendeu.


Para a LBP, "importa a questão da resposta e de que os bombeiros têm a sua identidade, têm a sua história, estão habituados a trabalhar em conjunto, como é o caso do distrito de Castelo Branco, onde nós estamos".


António Nunes considerou também positiva a intenção do Governo de criar um comando único, uma reivindicação já com alguns anos. "Há hoje uma certeza sobre essa matéria: os bombeiros querem ser comandados por bombeiros e é natural que um comandante de bombeiros queira ter uma carreira. Aquilo que nós queremos é que entre os comandantes de bombeiros haja comandantes distritais bombeiros; entre os comandantes distritais bombeiros haja comandantes de agrupamento de bombeiros ou comandantes regionais de bombeiros; e entre os comandantes regionais de bombeiros, haja um segundo-comandante nacional e um comandante nacional", explicou.


Proteção Civil é "muito mais do que bombeiros"


O presidente da LBP disse que este anseio se prende com o facto de a proteção civil ser "muito mais do que bombeiros. A proteção civil é informação à população, é resiliência dos territórios, é prevenção, é elaboração de planos de emergência, é logística, é reconstrução, é reparação. Portanto, tem o seu papel".


Lembrou ainda que há na lei orgânica da proteção civil, "um artigo que diz que os bombeiros devem ter o seu orçamento autónomo dentro da proteção civil. E até há uma direção nacional de bombeiros que é autónoma das outras direções da proteção civil", no entanto lamentou que a lei esteja "ainda por cumprir".


António Nunes reuniu hoje o conselho executivo da liga, de forma descentralizada, no Fundão. "Fazemos as reuniões de forma descentralizada, mas, acima de tudo, queremos dar um voto de confiança aos bombeiros voluntários do Fundão pela sua forma de colaborar com as suas populações", sublinhou.


Lembrou no entanto que no concelho vizinho da Covilhã há um vazio de comando, após a demissão do comandante interino, Ricardo Vilhena, e dos seus adjuntos. Neste caso, António Nunes deixou recados duas palavras: "Já houve outros corpos de bombeiros que atravessaram crises, mas conseguiram sempre pôr à frente o serviço à população". Reconheceu que "é preciso resolver o problema e defendeu que "há uma entidade tutelar dos corpos bombeiros, que se chama Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil" (ANEPC). "É bom que [a ANEPC] também faça o seu papel e não se olhe só para a Liga dos Bombeiros Portugueses para resolver todos os problemas", alertou.


JN

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