Técnicos de Emergência Pré-hospitalar Reúnem-se Hoje com o Governo - VIDA DE BOMBEIRO

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segunda-feira, 14 de novembro de 2022

Técnicos de Emergência Pré-hospitalar Reúnem-se Hoje com o Governo

 


Os técnicos de emergência pré-hospitalar, que estão desde a semana passada em greve ao trabalho extraordinário, reúnem-se hoje com o Governo tendo em vista a revisão do índice remuneratório.


Em declarações à Lusa, o presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH), Rui Lázaro, disse que estes profissionais estão "cansados de não verem a sua profissão valorizada e o seu trabalho reconhecido".


O responsável diz que os profissionais admitem levantar a greve ao trabalho extraordinário "se virem revisto de imediato e refletido no Orçamento do Estado o índice remuneratório, para níveis minimamente aceitáveis, ao nível das outras carreiras que operam na emergência médica e no INEM".


"A outra carreira que está no INEM com funções em tudo idênticas às nossas é a carreira de enfermagem, que irá para valores acima dos 1.300 euros. Portanto, abaixo de valores destes não interessará aceitar aos técnicos de emergência pré-hospitalar", exemplificou.


Na semana passada, o Governo negociou com diversos sindicatos dos enfermeiros o descongelamento da progressão salarial, com o pagamento de retroativos a janeiro deste ano, num universo que abrange cerca de 20 mil destes profissionais de saúde.


Segundo explicou, na altura, o secretário de Estado da Saúde, estes 20 mil enfermeiros "terão uma subida de uma ou de duas posições remuneratórias".


Este reposicionamento -- explicou Ricardo Mestre - representa um esforço orçamental por parte do Governo de cerca de 72 milhões de euros este ano, valor que subirá para cerca de 80 milhões nos anos seguintes.


Em declarações à agência Lusa a propósito desta reunião, agendada para as 11:00, o ministro Manuel Pizarro disse que o Governo está empenhado numa estratégia negocial com todos os profissionais da área da saúde, acrescentando: "Veremos como corre esse diálogo, mas estou confiante em que pelo menos o ambiente se desanuviará e as relações melhorarão".


Fonte: Lusa

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