Quartel dos Bombeiros da Feira vai ter obras mas ainda faltam viaturas essenciais - VIDA DE BOMBEIRO

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sexta-feira, 6 de maio de 2022

Quartel dos Bombeiros da Feira vai ter obras mas ainda faltam viaturas essenciais

 


A direção dos Bombeiros Voluntários de Santa Maria da Feira vai realizar obras de 110 mil euros no quartel, visando substituir fibrocimento e assegurar mais eficiência energética, mas revelou esta quinta-feira ainda precisar de "viaturas essenciais" ao seu contexto operacional.

 

Com 101 anos de atividade e um corpo ativo de cerca de 70 elementos, 40% dos quais do sexo feminino, essa corporação do distrito de Aveiro reconhece que a empreitada no edifício construído na década de 90 é a sua principal prioridade, mas, em paralelo, vem desenvolvendo esforços no sentido de reunir receitas para três veículos em falta.


Tiago Heitor é o presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros da Feira e, em declarações à Lusa, explica porque é que essas "são duas preocupações simultâneas que a corporação tem sempre".


Começando pela reabilitação do quartel, trata-se de uma empreitada envolvendo vários empreiteiros e diferentes obras, como, por um lado, a substituição da placa com amianto do edifício principal e, por outro, vários trabalhos destinados a melhorar o desempenho térmico do imóvel, como a reparação do telhado, a mudança das caixilharias, a aplicação de capoto externo e a impermeabilização de varandas.


"A empreitada vai custar à volta de 110 mil euros, mais IVA, e será paga em 50% por receitas próprias dos Bombeiros e, no restante, pela Câmara Municipal da Feira", adianta Tiago Heitor.


Quanto a prazos de execução, se as diferentes empresas envolvidas puderem executar a obra em simultâneo, essa deverá ficar concluída em 90 dias. "Se não der para trabalharem todas ao mesmo tempo, demorará, na pior das hipóteses, uns seis meses", equaciona o presidente da associação.


Já no que se refere às viaturas em falta, a dificuldade é que são três e, no conjunto, implicam um investimento na ordem dos 900.000 euros, que a corporação "não tem como suportar sozinha".


O comandante Jorge Coelho adianta: "Precisamos de uma ambulância de socorro e, sobretudo, de uma viatura-escada ou plataforma, na ordem dos 800.000 euros, porque não temos nenhuma adequada nas três corporações do concelho da Feira e o território tem registado um crescimento imobiliário e industrial tão grande nos últimos anos que esse equipamento se tornou essencial".


Tiago Heitor acrescenta à lista ainda uma viatura-tanque de 12 mil litros e tração às seis rodas, para substituir a que integra a frota da corporação "desde 1973", mas reconhece que o veículo com aquela que também é conhecida como escada Magirus é mais importante no atual panorama urbano da Feira.


Fonte: Correio da Manhã

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