“Foi o Possível”, mas o Impossível é o que Querem Fazer com as Instituições Que Mais Socorro e Auxilio Prestam às Suas Populações - VIDA DE BOMBEIRO

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terça-feira, 5 de outubro de 2021

“Foi o Possível”, mas o Impossível é o que Querem Fazer com as Instituições Que Mais Socorro e Auxilio Prestam às Suas Populações

 


Lamento o facto de tomar conhecimento pela comunicação social sobre a assinatura de uma renegociação de protocolo com o INEM, sem que os parceiros e associados tivessem qualquer opinião, manifestação e/ou sugestão de melhoria.


Mais uma vez, citando as palavras no documento “Foi o possível”, mas o impossível é o que querem fazer com as Instituições que mais socorro e auxilio prestam às suas populações.


O protocolo existente é ruinoso, mas aquele que querem aplicar só melhora um “pouco”, é completamente insuficiente e, só pouco beneficia aqueles que menos atividade e intervenção têm no socorro pré-hospitalar.


Este protocolo vai sugerir que sejam dispensados os recursos a esta função e que seja efetuado só o possível, neste caso o mínimo.


A título de exemplo, um Corpo de Bombeiros, que tem mais de 600 Emergências Médicas por Mês, vai ser comparticipado de igual forma por um Corpo de Bombeiros que faz 30 Emergências Médicas, com 4000,00€/Mensais.


Saliento ainda que, um Corpo de Bombeiros que tenha um valor elevado, >300 emergências médicas, tem no mínimo de ter no seu quadro profissional 12 Elementos. 4.000,00€ é suficiente para garantir a exigida profissionalização? CERTAMENTE QUE NÂO!


Este protocolo é para ser celebrado para funcionamento de 8 Horas Diárias, de Segunda a Sexta Feira?


Relativamente aos Consumíveis, 4,15€/Saída, mas basta uma situação de (PCR), por exemplo, umas Pás para o DAE tem um custo de 36.50€/Unidade + IVA! Quem vai financiar? Vão continuar a ser as Associações Humanitárias? Ou por falta de recursos financeiros ou subsidiação não devem ser utilizados?


Como é possível ser taxado 0,50€/Km “ABSC RESERVA, para serviços superiores aos 20km, valor este inferior “0,51€”  ao regulado no transporte de doentes não urgentes, tabela esta negociada há mais de 15 anos atrás!


Continuamos a regredir e muito, tendo em conta que um dos fatores preponderantes nos custos são os combustíveis, que estão ao preço mais alto do últimos 15 Anos.


Continuamos a não exigir a formação que é obrigatória dos nossos tripulantes, sendo que os Corpos de Bombeiros têm de assumir a 100% as despesas para terem os seus profissionais com a respetiva formação adequada, obrigando a contratar empresas para esse efeito, por falta de capacidade das entidades responsáveis por ministrar essa formação.


No mínimo os Bombeiros devem exigir como valor de referencia , o valor gasto por um base do INEM, para continuar a responder às necessidades de socorro.


Saliento que se nada for feito, poderá colocar em  causa a sustentabilidade e o socorro às populações, nas grandes cidades com muita atividade, e não só!


Reconheço que as negociações não são fáceis e que equipa envolvida nas mesmas é muito experiente, mas ficam muito aquém das expectativas, com a noção completa do abismo futuro de todo Pré-Hospitalar.


Como estamos a poucos dias de um novo executivo para a Liga dos Bombeiros Portugueses, reconheço que este assunto deveria ser tomado e discutido de maneira diferente e a sua decisão devia ser elaborada pelo futuros órgãos do executivo.


Espero que este assunto seja discutido e que esteja bem patente na campanha dos dois candidatos ao referido Órgão, para bem do futuro dos Bombeiros em Portugal, e para bem das Populações!


Gilberto Gonçalves

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