Sapadores de Viana Vão Protestar Todos os Dias Junto à Câmara Após Cartazes Vandalizados - VIDA DE BOMBEIRO

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terça-feira, 10 de agosto de 2021

Sapadores de Viana Vão Protestar Todos os Dias Junto à Câmara Após Cartazes Vandalizados

 


Elementos dos Bombeiros Sapadores de Viana do Castelo vão protestar diariamente à porta da Câmara Municipal contra o assédio laboral que afirmam existir na corporação. O protesto começou já esta segunda-feira após terem sido vandalizados cartazes na cidade em que são denunciadas práticas de assédio laboral.


No total já foram roubados oito cartazes e vandalizados dos cartazes e um ‘outdoor’, diz a O MINHO fonte sindical, segundo a qual um dos cartazes foi derrubado por um carro que passou por cima dele.


Os bombeiros que denunciam o assédio laboral e moral do comandante, António Cruz, consideram que este ‘ataque’ aos cartazes é uma ação concertada e propositada com o intuito de ‘abafar’ as denúncias.


Por isso, e para tornar o protesto mais visível, a partir desta segunda-feira e por tempo indeterminado, entre as 10:00 e as 12:00, manifestar-se-ão em frente à Câmara de Viana do Castelo.


Como O MINHO noticiou, o Sindicato Trabalhadores da Administração Local (STAL) anunciou, em março passado, uma ação em tribunal contra o Comandante dos Bombeiros Sapadores de Viana do Castelo, por “práticas que consubstanciam verdadeiros atos de discriminação e assédio moral e laboral”.


“Os trabalhadores, Bombeiros Sapadores, associados do STAL, solicitaram o apoio do sindicato para intentarem junto dos tribunais uma ação coletiva por assédio moral e laboral, que será instaurada nos próximos dias”, explicou na altura a coordenadora, Ludovina Sousa.


A Lusa contactou o comandante dos Sapadores, António Cruz, mas não obteve reação às acusações do STAL.


Segundo o sindicato, “os trabalhadores decidiram dar luz verde à denúncia pública desta situação, que se tornou insustentável e que prejudica, irremediavelmente, o bom funcionamento do Corpo de Bombeiros, que se deseja estável a bem do serviço público”.


Além da ação em tribunal “ficou ainda decidido denunciar à Inspeção Geral de Finanças os sucessivos incumprimentos por parte do Comandante, enquanto superior hierárquico, do processo avaliativo dos trabalhadores”.


Segundo a sindicalista, “desde meados de 2015, altura em que António Cruz assumiu o comando do Corpo de Bombeiros Municipais de Viana, que os trabalhadores são vítimas do autoritarismo e abuso de poder”.


“Foram feitas inúmeras diligências, junto do Presidente da Câmara, no sentido de alertar para a gravidade da situação sem, no entanto, ter havido qualquer atitude por parte da autarquia”, refere a coordenadora do STAL.


Segundo Ludovina Sousa, aquela situação já foi “denunciada por diversas vezes” pela direção regional do STAL de Viana do Castelo, “quer em reuniões com o executivo camarário, quer por via de comunicações escritas, sem que da parte da autarquia, até hoje e que seja do conhecimento dos interessados, tenha sido tomada qualquer atitude, no sentido até de averiguação dos factos”.


“Cansados do clima de instabilidade e mal-estar, e medo até, que se instalou no seio da companhia, esses elementos/Bombeiros, num total de 31, entregaram, no dia 11, um abaixo-assinado dirigido ao presidente da Câmara, em que denunciam a situação que se vive no interior do Corpo de Bombeiros, provocada pelas atitudes ditatoriais, discriminatórias e persecutórias do Comandante e exigem que se ponha cobro às situações descritas”.


No documento, exigem “a imediata retirada de confiança operacional ao Comandante, e a receção de todos os signatários em tempo útil, para de viva-voz lhe darem conta dos factos concretos vivenciados por cada um e da gravidade da situação”.


Desde então, os Bombeiros Sapadores de Viana têm feito várias ações de protesto e reivindicam uma resposta da Câmara, a qual até agora tem defendido o comandante.


Com 242 anos de existência, os antigos Bombeiros Municipais de Viana do Castelo passaram, em 2019, a designar-se Companhia de Bombeiros Sapadores.


A decisão foi tomada, por unanimidade pela Câmara de Viana do Castelo, dando cumprimento ao Decreto-Lei Nº 86/2019.


Fonte: O Minho

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