ENB "Reformulação do Modelo" em Marcha - VIDA DE BOMBEIRO

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quarta-feira, 7 de abril de 2021

ENB "Reformulação do Modelo" em Marcha

 


Vítor Reis sucede a José Ferreira que durante oito anos assumiu a presidência da Escola Nacional de Bombeiros (ENB). A mudança surge, conforme assinala o Ministério da Administração Interna (MAI) "num momento em que se inicia o estudo do futuro modelo formativo" de uma instituição que a tutela pretende reformar, conforme, aliás, ficou expresso no conselho de ministros do passado dia 22 de março.


Vítor Reis foi, entre 2013 e 2019, vogal da direção da ENB, função que suspendeu para assumir a de adjunto no gabinete da secretária de Estado da Administração Interna, Patrícia Gaspar. A escolha da tutela não será propriamente surpreendente, constitui antes um desafio para quem, na verdade, conhece bem a instituição.


Na cerimónia de tomada de posse, também, dos membros da mesa da assembleia geral e do conselho fiscal para os próximos três anos, Vitor Reis deixou palavras de apreço e admiração ao seu antecessor, com quem aliás trabalhou, mas focou a sua intervenção no futuro assegurando que “esta equipa, profunda conhecedora da realidade do setor, colocará todo o seu empenho e motivação na missão que lhe é conferida, dando continuidade ao trabalho desenvolvido, mas em simultâneo, preparando a mudança que se espera venha a ocorrer”.


O novo presidente da ENB fez ainda a apresentação do plano de ação, a implementar a “curto prazo”, assente em cinco pontos-chave, sendo que o primeiro é a “qualificação profissional de bombeiro” obtida “a partir de um referencial de formação único, embora com dois percursos distintos”.


Aspetos como a comunicação, a simplificação de procedimentos, a acessibilidade, a atualização permanente, a valorização da atividade e a proximidade com os bombeiros são objetivos traçados pelo recém-empossado que defende “uma escola que vá ao encontro das expetativas das gerações atuais e futuras, que promova a aprendizagem em ambientes inovadores e com estratégias motivadoras”.


A secretária de Estado da Administração Interna, Patrícia Gaspar, presidiu à cerimónia de tomada de posse dos novos órgãos sociais da Escola Nacional de Bombeiros, na qual estive também presente, Jaime Marta Soares, presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses.


A completar 26 anos de existência, a ENB é uma entidade privada sem fins lucrativos detida, em partes iguais, pela Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) e a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC). No desempenho da missão maior de garantir a formação técnica, nas várias valências, aos bombeiros e restantes agentes de proteção civil, a instituição descentralizou-se, sendo que, para além das instalações de Sintra, onde está sediada, disponibiliza, também, com os polos da Lousã e de São João da Madeira.


Recorde-se que o anúncio de reforma do modelo de ensino e formação surge em 2017 a reboque dos trágicos incêndios, quando a preparação dos bombeiros serviu para camuflar responsabilidades de outros. Mais de três anos depois, um grupo de trabalho criado pelo governo, apura "o modelo de governança e de organização" e a oferta de ensino e formação profissionais nas áreas dos bombeiros e da proteção civil, em articulação com a oferta de ensino superior. As conclusões – leia-se as “propostas específicas” – devem ser apresentadas até 30 de setembro.


As mudanças aprovadas em conselho de ministros, indicam o caminho de uma mudança de paradigma que permita “fomentar o conhecimento e a formação técnica dos elementos dos corpos de bombeiros, dos restantes agentes de proteção civil e das entidades que compõem o sistema de proteção civil”, o que implica a criação de um “verdadeiro centro de qualificação” que integre, simultaneamente, uma escola de formação profissional e uma outra de nível superior. Também foi já anunciada a parceria com instituições do ensino politécnico que permitam a atribuição de licenciaturas.


Sofia Ribeiro in LBP

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