Polémica no Início da Vacinação dos Bombeiros do Distrito de Beja - VIDA DE BOMBEIRO

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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

Polémica no Início da Vacinação dos Bombeiros do Distrito de Beja

 


Cento e quarenta de um total de 290 operacionais de 13 Corpos de Bombeiros do distrito de Beja começaram, esta quinta-feira de manhã, a ser vacinados contra a covid-19 pelos serviços de saúde do Hospital José Joaquim Fernandes (HJJF), em Beja. As corporações, com exceção das duas do concelho de Odemira, fazem parte na área de ação da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA). Os outros 150 operacionais serão vacinados no decurso da próxima semana.


O processo fica marcado pela retirada da lista de vacinação 28 elementos do total de operacionais a que o Corpo de Bombeiros de Moura tinha direito. A questão prende-se com o facto de 28 elementos da corporação terem sido vacinados, no passado dia 23 de janeiro, "com sobras" do Centro de Saúde local, tal como o JN revelou.


No setor de vacinação covid-19 do HJJF, estão preparadas três salas, que recebem duas pessoas de cada vez, para a inoculação dos bombeiros com a vacina da AstraZeneca, que chega em frascos de dez doses. Antes do início da inoculação dos bombeiros, uma enfermeira explicou o processo de vacinação, possíveis reações e medidas e medicação a tomar em caso de alguma reação alérgica.


João Godinho e Pedro Ramos, dos Bombeiros Voluntários de Beja, foram os dois primeiros operacionais a serem inoculados e, depois de terem recebido a vacina, foi feito o registo informático, tendo ficado a saber que a segunda toma só vai ocorrer no próximo dia 6 de maio.


"Sinto-me bem e mais à vontade e protegido para desempenhar as minhas funções. Como bombeiro considero ser tarde, deveríamos ter sido dos primeiros", disse ao JN, João Godinho, já na sala de recobro.


Indigitado pelo grupo de comandantes e devidamente autorizado pelo CDOS de Beja, Pedro Barahoana, comandante dos Bombeiros Voluntários de Beja (BVB), lamentou que o processo só tivesse começado na última semana. Barahoana desfiou um rol de crítica, começando pelo timing da vacinação que "deveria ter começado há dois meses" e pelo facto de só existirem "vacinas para metade dos efetivos", lamentando que tenham "empurrado" para as corporações a escolha dos vacinados.


O comandante dos BVB recordou dois pormenores que considerou como muito importantes: "85% do trabalho dos bombeiros está relacionado com a emergência pré-hospitalar e o transporte de doentes e 90% do trabalho do INEM é feito pelas corporações", rematou. Pedro Barahoana terminou com uma pergunta: "como cumprimos tudo isto com cinquenta por cento do efetivo vacinado?".


Sobre a retirada da lista de 28 elementos dos Bombeiros Voluntários de Moura (BVM), pelo facto de terem sido vacinados 28 operacionais com as "sobras" do Centro de Saúde da cidade, Conceição Margalha, presidente da ULSBA, revelou ao JN que a decisão relativamente às vacinas não é da ULSBA. "A instituição recebe as doses e faz a sua administração", explica. Visivelmente agastado, o comandante dos BVM, Carlos Encarnação, disse que ainda ia falar com o comando dos CDOS "para ter uma avaliação mais correta da situação".


Fonte: JN

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