A Morte Evitável - VIDA DE BOMBEIRO

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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

A Morte Evitável

 


A morte é algo inevitável, quando normalmente envelhecemos e terminamos este ciclo de vida, no entanto existem muitas situações em que a morte é precoce e desta forma pode ser evitável, para isso é necessário que cada um faça o que lhe compete, ou pelo menos assim deveria ser, mas infelizmente não é o que acontece neste sistema em que vivesse-se para a imagem com baixos resultados naquilo que realmente deveria ser, senão vejamos:


Em mais de 4000 doentes com possível enfarte, aparece logo uma entidade dizer que encaminhou cerca de 700 para a via verde coronária, gostaria mais que este numero fosse superior, é preciso saber porque razão os outros 75% de doentes não tiveram acesso a este cuidado , basta consultar as estatísticas da DGS para descobrirmos que somente 25% dos doentes chegam a esta Via verde ,via o tal SIEM.


Agora aparece nas notícias que um número de intervenções em situações de PCR aumentou, mas ninguém diz em quantas destas foram as vitimas sujeitas a manobras de reanimação, também ninguém diz como está a implementação do SBV nas escolas medida que foi anunciada a alguns anos, e a verdade é que não existe. 


Agora assistimos a morte de uma criança por hemorragia, situação que noutro país poderia ter um desfecho que não a sua morte, em Portugal, tal não é possível, porque os procedimentos a realizar pelas equipas de emergência provocam urticaria a determinadas classes profissionais, em que olhando aos cuidados como se de uma quinta se tratasse, deixa-se doentes todos os dias morrer, alias semelhança do que foi proferido num julgamento de uma providência cautelar por um Sr. Dr., em que preferia que doente morresse a que técnico que administrasse glucagon, que apesar de eticamente e deontologicamente ser reprovável, os donos do quintal la o protegeram e nada aconteceu;


Verificamos também que aqueles que deveriam zelar pela vida de um doente, nada fazem como aconteceu a um doente num exame, que possivelmente fez uma resposta anafilática e nada fizeram;


Teoricamente existe um Programa Nacional de Desfibrilhação Automática Externa, sendo Portugal o único país do mundo que possui uma legislação que criminaliza a existência destes equipamentos, obrigando a um licenciamento que somente serve os interesses de alguns, principalmente daqueles que dão os donos disto tudo, e assim se vai morrendo.


Teoricamente temos um rede de ambulâncias, no entanto, com raríssimas exceções o que temos é carrinhas com uma maca lá dentro, com maca, oxigénio umas talas, remetendo-nos para os anos 70, que a evolução das ambulâncias é que estas já possuíam oxigénio e capacidade de imobilização, uma vez que possuíam talas, ou seja, podemos concluir que o que mudou nestas décadas todas, foi a imagem é que o conceito de ambulância esta acente nas luzinhas, cor e pouco mais, voltando-se ao conceito, pelo menos defendidos por alguns Boys de que o que é preciso é chegar depressa ao hospital, agravado por uma formação de técnicos que nos coloca na cauda de tudo«, não só ao nível da Europa, mas do mundo, somente comprável com países sem sistema, não sendo a culpa dos técnicos, mas porque os lobies de forma a manterem os seus interesses, impedem que este evoluam de desta forma que se melhora-se o socorro, e assim vamos andando;


E a pandemia, que nos assola, em que por dia, temos o equivalente a 2x os incêndios de 2017, e como o que aconteceu nestes a desorganização, mais uma vez levou a mortes, que como todas algumas seriam evitáveis, se fossem investigadas, principalmente aquelas que ocorreram fora dos hospitais, ou nas ambulâncias a portas destes, perante as suas tripulações que limitadas nas suas ações nada puderam fazer,   muita tinta se gastaria, mas dá trabalho, assim, aceites como uma consequência inevitável, mas que na prática resultam de um sistema estagnado que a muito não serve ninguém e perdurará, alias, brevemente estas mortes serão esquecidas, face a melhoria que finalmente parece surgir.


Chegou o tempo em que todos devem refletir sobre durante quanto tempo temos de aceitar como inevitável, mortes, que poderiam em alguns casos serem evitáveis, mas para isso é preciso coragem para mudar, mexer nos interesses instalado, e realmente pensarmos nos benefícios para os outros e para a população.


Ou seja, é necessário e urgente investir…


Nelson Teixeira Batista 

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