Maioria dos comandantes dos bombeiros do distrito de Viseu recusam vacina até todos os operacionais estarem vacinados - VIDA DE BOMBEIRO

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sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

Maioria dos comandantes dos bombeiros do distrito de Viseu recusam vacina até todos os operacionais estarem vacinados

 


A Federação de Bombeiros do Distrito de Viseu anunciou, esta quinta-feira, que a maioria dos comandantes dos bombeiros do distrito vai recusar, em forma de protesto, ser vacinada até que todos os seus operacionais se encontrem vacinados na totalidade.


De acordo com um comunicado assinado pela direção, a federação refere que, "perante informação recebida através da ANEPC e consequente Processo de Vacinação da COVID-19 nos Corpos de Bombeiros, encontra-se definido que numa primeira fase será efetuada a vacinação de 50% do efetivo, suportando-se nos dados existentes no Recenseamento Nacional de Bombeiros Portugueses, que assenta nos critérios de prioridade determinados pela ANEPC".


Contudo, a federação indica que, além de considerar "todos os seus operacionais importantes no desempenho da sua missão, independentemente do seu vínculo ou função", desconhece-se a data e/ou previsão para quando os restantes 50% do efetivo serão vacinados e que, "mesmo sendo considerado nesta primeira fase de vacinação 50% do efetivo, para além de considerada tardia, se considera injusta a par de outros intervenientes no Sistema Integrado de Emergência Médica (SIEM) e não só, que foram vacinados na totalidade, com falta de algum rigor e clareza".


Aponta ainda que a definição de grupos de vacinação irá "criar situações de instabilidade interna nos Corpos de Bombeiros, quando se diferencia elementos que desempenham a mesma função e com a mesma operacionalidade" e que, "desde o início da pandemia, os comandantes tentaram manter a motivação dos seus operacionais, que, no início, se depararam com falta de equipamentos de proteção individual (EPI´s), a desinformação e implementando planos de contingência rigorosos para garantir a todo o momento a operacionalidade dos seus Corpos de Bombeiros".


Deste modo, "como forma de repúdio e protesto" a uma decisão que consideram "injusta, para quem desde a primeira hora se encontra exposto ao risco de contágio, transportando a todo o momento doentes COVID-19, de forma incessante e que até hoje estiveram na linha da frente na luta contra a pandemia", a maioria dos comandantes do distrito de Viseu, "como forma de afirmação deste protesto, preocupação, descontentamento e em solidariedade com os seus bombeiros e bombeiras não incluídos na primeira fase de vacinação", recusam-se a ser vacinados, até que todos os seus operacionais se encontrarem vacinados na totalidade.


A direção da federação, "considerando que um dos critérios indicados nesta primeira fase, seria incluir um elemento de comando", assume a não inclusão nessa prioridade, à exceção de elementos que, pela natureza do seu serviço operacional e/ou profissional, cumulativamente desempenham funções afetos à emergência pré-hospitalar ou Transporte de Doentes Não Urgentes (TDNU).


"Aguardamos, assim, que seja indicada com clareza uma data para que todos os bombeiros e bombeiras estejam vacinados na totalidade, sendo que cada um dos comandantes aguardará até que o seu último operacional esteja vacinado", conclui o comunicado.


Fonte: Jornal A Verdade 

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