Bombeiros de Sacavém. Ambulâncias retidas demasiado tempo e testes à Covid pagos do próprio bolso - VIDA DE BOMBEIRO

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sábado, 23 de janeiro de 2021

Bombeiros de Sacavém. Ambulâncias retidas demasiado tempo e testes à Covid pagos do próprio bolso

 


Os bombeiros de Sacavém receberam, esta tarde, a visita do candidato João Ferreira, e apresentaram uma lista de queixas, sobre o que está a limitar o funcionamento do quartel e da prestação de socorro. A começar pela retenção das ambulâncias no Hospital de Santa Maria. Só hoje estiveram retidas duas ambulâncias durante toda a manhã, mais de cinco horas nesta unidade hospitalar, colocando em causa a capacidade desta corporação de bombeiros de prestar outro tipo de socorro.


A direção lamenta ainda que tenha de pagar do próprio bolso os testes que estão a ser feitos aos bombeiros e que a vacina tarde em chegar a uma força que se queixa de ser o parente pobre da proteção civil.


As ambulâncias dos bombeiros continuam a ficar retidas no Hospital de Santa Maria em Lisboa, como conta Jorge Jorge, comandante dos bombeiros de Sacavém e se pode ouvir no áudio desta notícia. "Uma ambulância está lá desde as nove e meia e outra desde as dez. Ultimamente tem sido assim, infelizmente", diz.


Esta retenção das ambulâncias coloca em causa o socorro prestado pelos bombeiros acrescenta o comandante da corporação, dizendo que "vão equipas para substituir" porque estão relativamente perto de Lisboa. "Se houver agora um acidente vemo-nos aflitos, porque está tudo virado para a Covid, mas nem tudo é Covid", conta.


Rui Pina é o Presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros de Sacavém e conta que outro problema tem sido o das testagens à tripulação. "Estão complicadas porque não tem havido testagens com sistematização", isto porque "têm sido feitas a custos da nossa associação, para defesa dos bombeiros e das suas famílias", acrescenta, dando conta que 3 bombeiros estão positivos e 10 em isolamento profilático.


Ainda assim, a principal preocupação continua a ser o financiamento dos bombeiros.


Os bombeiros voluntários de Sacavém têm dúvidas quanto à promessa de virem a ser vacinados em fevereiro e queixam-se que são o parente pobre da proteção civil.


Tem havido uma quebra significativa nas fontes de receita próprias. Os ordenados ainda estão em dia, mas temem o pior e dizem que estão a "sustentar o Estado no socorro das pessoas".


O candidato João Ferreira considera que se justificava a existência de um quadro financeiro que assegurasse o financiamento dos bombeiros. "Creio que aquilo que se justificava era, tendo em conta o papel das associações por todo o país, era estabelecer um quadro no plano financeiro que assegurasse uma percentagem considerável do financiamento destas instituições, para não as deixar nesta permanente instabilidade e na dependência de protocolos", diz.


Fonte: TSF

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