Desmotivação, Revolta e Mau Ambiente nos Bombeiros de Tomar - VIDA DE BOMBEIRO

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quinta-feira, 26 de novembro de 2020

Desmotivação, Revolta e Mau Ambiente nos Bombeiros de Tomar

 


Continuam a chegar-nos relatos de graves problemas na corporação de bombeiros de Tomar. A desmotivação é geral, os conflitos acontecem de forma recorrente, o comandante não se entende com o 2º comandante e o mau ambiente é uma realidade que provocado a saída de alguns elementos.


Um bombeiro, que pediu o anonimato com medo de represálias, enviou-nos um email a dar conta destes e de outros problemas que envolvem também a câmara uma vez que a corporação é municipal. O pelouro é da responsabilidade da presidente Anabela Freitas que também é alvo de críticas pela forma como gere os bombeiros.


Facto é que nos últimos dias pelo menos três bombeiros pediram transferência para a corporação de Ferreira do Zêzere e outros, assim que reúnem as condições, pedem a entrada no quadro de reserva.


 “Desde já começo por explicar que nos Bombeiros Municipais de Tomar fazem serviço bombeiros profissionais/sapadores, todos eles com vínculo à câmara municipal e bombeiros voluntários, sem qualquer tipo de vínculo com a Câmara Municipal.


Como é de conhecimento geral há uma falta relevante de operacionais nos bombeiros. Apesar de se encontrarem em processo de formação 6 novos bombeiros sapadores, esse número é muito escasso.


Para não haver despesa da parte da Câmara de Tomar, as noites, domingos e feriados são assegurados por Bombeiros Voluntários que, em tempos, recebiam uma gratificação pelo serviço efetuado e que, desde fevereiro de 2019, e depois de uma inspeção à câmara municipal por culpa exatamente da Câmara, que tinha um acordo com o CCD da Câmara afim de efetuar o pagamento dessas gratificações através do CCD, o que era ilegal. Quando essas gratificações eram efetuadas pela Associação dos Bombeiros de Tomar não tinha nada de ilegal.


Desta forma, os Bombeiros Voluntários de Tomar encontram se sem qualquer tipo de incentivo (dão almoço e jantar aos domingos e feriados desde que a pandemia de Covid-19 se tornou mais grave) para continuar a fazer os seus serviços. O que acontece é que muitos dos voluntários deixaram de efetuar serviços faltando aos mesmos, alguns pediram transferência para outros corpos de bombeiros ou mesmo exoneração, e da parte da Câmara e do comando dos Bombeiros o que recebem é um não e em algumas vezes nem resposta têm.


A Presidente da Câmara tem uma ditadura implementada dentro dos bombeiros de Tomar e quer mandar na vida pessoal dos bombeiros voluntários, e quem não está de acordo com ela é um alvo a abater.


Era bom que a população soubesse qual a razão para a demora ou virem outros bombeiros de concelhos vizinhos fazerem o serviço urgentes que os bombeiros de Tomar têm a obrigação de fazer, sem falar nos serviços não urgentes como as consultas e tratamentos nomeadamente oncológicos que por ordem da Presidente foram para se deixar de fazer, porque esses serviços eram feitos 90% pelos voluntários que nesse serviços recebiam uma gratificação por cada serviço efetuado.


O lema desta Presidente é acabar com os bombeiros voluntários, mas também não abre mãos deles. Só para dar um exemplo, cada serviço que um bombeiro voluntário faz quando é acionado pelo INEM é pago a câmara, mas a câmara ao bombeiro voluntário que faz o serviço não lhe dá nada, muito pelo contrário. É uma vergonha como esta Presidente trata os bombeiros voluntários. Mais um exemplo, um bombeiro voluntário vai fazer uma noite sem nada em troca, um bombeiro profissional/sapador vai fazer uma noite e mete horas, a Câmara, recebe nunca menos de 60€ por noite. Não admira que a maior parte dos bombeiros voluntários andem revoltados e desanimados”.


                                            Um bombeiro da corporação de Tomar


Fonte: Tomar na Rede

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