Beja: Bombeiros do Distrito em “Pé de Guerra” Contra Comandos da Proteção Civil - VIDA DE BOMBEIRO

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sábado, 19 de setembro de 2020

Beja: Bombeiros do Distrito em “Pé de Guerra” Contra Comandos da Proteção Civil

 


Os comandantes dos bombeiros de Beja sentem-se marginalizados por não terem sido chamados para os grandes fogos do Algarve, em julho, e Proença-a-Nova, esta semana e boicotam comando. Pediram reunião com o comandante nacional da Proteção Civil.


Os comandantes dos 15 Corpos de Bombeiros do Distrito de Beja estão em “pé de guerra” contra o comandos distrital e nacional da Proteção Civil, pelo facto de nenhum Grupo de Reforço de Incêndios Florestais (GRIF) daquelas corporações não terem sido mobilizados para os incêndios de São Marcos da Serra (Silves), em 6 de julho e do passado fim-de-semana em Proença-a-Nova (Castelo Branco).


Desde terça-feira que os comandantes estão a boicotar informações que deveriam enviar para o Comandante Distrital de Operações de Socorro (CODIS) de Beja, Tenente-coronel Vítor Cabrita, nomeadamente, as escalas de gestão diária de meios humanos e materiais para os GRIF e o mapa da situação de operacionalidade dos respetivos Corpos de Bombeiros.


Fonte dos “soldados da paz” assegurou ao Lidador Notícias (LN) que “desde o incêndio do Algarve que o CODIS não reúne com os comandantes, quando antes o fazia todas as semanas”, acrescentando que após o dia 1 de agosto, “houve uma reunião de comandantes em Ferreira do Alentejo e o CODIS participou a nosso convite. Foi questionado sobre o incêndio do Algarve, mas não obtivemos respostas”, resumiu.


Esta situação resultado do facto de o CODIS não estar ao lado das corporações num diferendo com o Comandante Nacional Operacional da Proteção Civil (CONAC), General Duarte Costa, em que os bombeiros se sentem “marginalizados e ignorados” na ativação para combater aqueles dois incêndios. A juntar a esta situação está o facto de no dia 1 de agosto durante o funeral do bombeiro Carlos Carvalho, em Vila Alva (Cuba), o CONAC não ter cumprimentado os quinze comandantes das corporações do distrito.


Após o incêndio em São Marcos da Serra, em que existiam corporações do distrito a menos de uma dezena de quilómetros do sinistro, em que foram mobilizadas meios de Leiria, a Federação de Bombeiros (FBDB) veio a público afirmar que “não aceitamos a falta de cooperação institucional do comandante Operacional Nacional da ANEPC”.


Dois meses depois a situação voltou a repetir-se no incêndio de Proença-a-Nova, em que os bombeiros de Beja voltaram a sentir-se marginalizados por não terem sido chamados a participar no combate às chamas. Ao LN, António Piteira, vice-presidente da FBDB, justificou que “os 750 bombeiros do distrito de Beja estão indignados por não terem sido chamados para o fogo de Proença-a-Nova”, acusando que após o fogo no Algarve, o CONAC “reagiu de uma forma arrogante e voltou a manifestá-lo com esta atitude”, rematou.


Segundo apurou o LN também Miguel Cruz, Comandante do Agrupamento Distrital Sul (CADIS), uma chefia intermédia responsável pela gestão operacional das corporações de Lisboa, Setúbal, Évora e Beja, é visado nas lamentações das corporações alentejanas uma vez que “nos últimos dois anos não reuniu connosco”, garantiu fonte dos bombeiros.


Considerando que “este clima de guerrilha em nada serve a operacionalidade das corporações e o serviço a prestar aos cidadãos”, os quinze comandantes enviaram ao final da tarde de quarta-feira, ao General Duarte Costa, comandante nacional, “um pedido de audição urgente” que junte os três comandantes, o nacional (CONAC), regional (CADIS) e distrital (CODIS).


O LN questionou o comando distrital e nacional da Proteção civil e o Ministério da Administração Interna sobre a situação, mas ninguém se mostrou disponível para prestar esclarecimentos.


Fonte: Lidador Noticias

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