Acidente com Canadair: Três Horas para Pousar a 300 Metros das Vítimas - VIDA DE BOMBEIRO

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domingo, 9 de agosto de 2020

Acidente com Canadair: Três Horas para Pousar a 300 Metros das Vítimas


O resgate aéreo das vítimas do acidente com um Canadair perto de Ponte da Barca, que estava numa operação de combate às chamas no Gerês, ocorreu somente três horas após serem ativados os dois meios de emergência médica helitransportada.

À falta de uma aeronave adaptada ao socorro aéreo em zonas montanhosas, falha apontada à Proteção Civil há vários anos, o héli do INEM só chegou ao local às 14.28 horas, quando a queda do avião se deu às 11.19 horas, e ainda teve de pousar a 300 metros dos operacionais que estavam num terreno que já fica do lado espanhol do Gerês.

Tendo em conta que as vítimas, entre elas Jorge Jardim - o piloto que faleceu junto da aeronave -, terão conseguido sair pelo próprio pé do Canadair após o embate, apurou o JN junto de elementos das equipas de socorro, o compasso de espera poderá ter sido decisivo. Mesmo contando com o facto de o INEM ter feito chegar antes ao local operacionais de Arcos de Valdevez e Viana do Castelo.

Para a Associação de Bombeiros e Agentes de Proteção Civil - Fénix, que há um mês alertou para a necessidade de uma resposta de resgate aéreo nesta zona do país, "o desfecho desta ocorrência podia ter sido diferente". "Alertámos para três casos, desde 26 de maio, em que o salvamento não foi assegurado corretamente. Num deles, a 6 de junho, o helicóptero da Força Aérea nem chegou ao local e a vítima foi tirada de Cidadelhe de forma muito pouco ortodoxa. Esta é a prova de que o sistema de Proteção Civil está esgotado, porque mantém desde 2015 falhas desta dimensão", apontou ao JN Carlos Silva, líder da Fénix.

A Força Aérea terá ativado para esta ocorrência, pelas 11.50 horas, duas aeronaves da Base do Montijo mas foram desmobilizadas. O JN questionou sem sucesso a Força Aérea e a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC). O JN também não conseguiu apurar o motivo para as três horas, entre a ativação do héli do INEM e o pouso, tendo em conta que a aeronave não contará com uma autonomia no ar de tanto tempo.

Fonte: JN

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