Primeiro teste ao Land Rover Defender: ícone actualizou-se e quer dominar - VIDA DE BOMBEIRO

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terça-feira, 28 de julho de 2020

Primeiro teste ao Land Rover Defender: ícone actualizou-se e quer dominar


Substituir um modelo que esteve em produção durante 67 anos era uma tarefa hercúlea e a Land Rover sabia-o. Mas ainda assim, a marca britânica assumiu esta responsabilidade e trouxe o Defender para o séc. XXI.

A forma do Defender original é uma das mais reconhecidas na indústria automóvel, pelo que não é fácil olhar para este novo modelo e reconhecê-lo já como tal. Seria muito mais fácil criar um Defender igual ao original mas com elementos modernos, mas a Land Rover não quis ir pela via mais fácil e apresentou-nos um modelo com identidade própria, com acabamentos robustos e com linhas muito simples.

Se olharmos com atenção, percebemos que o perfil é facilmente reconhecível, apesar da forma ser inovadora e de nos transmitir uma sensação de robustez, detalhe que assenta que nem uma luva num automóvel que carrega em si décadas e décadas de aventuras fora de estrada.

"O novo Defender respeita o seu passado, mas não é limitado por este. Este é um novo Defender para uma Nova Era. A sua personalidade única é realçada pelo perfil distinto e proporções equilibradas, o que o torna extremamente desejável e muito capaz: um 4x4 visualmente atraente que conjuga a sua integridade de design e engenharia com um compromisso inabalável", afirmou Gerry McGovern, Chief Design Officer da Land Rover, durante a apresentação do modelo.

A imagem continua a ser bastante impactante, sobretudo porque está associada a um "corpo" atlético com proporções verdadeiramente impressionantes: 5,02 metros de comprimento (com a roda de reserva), 2,10 metros de largura e 1,97 metros de comprimento.
Outra das novidades são os vários pontos em comum com a restante gama Land Rover, ainda que a marca tenha feito um esforço para manter a essência do modelo original.

O enorme portão traseiro de abertura lateral é exemplo disso mesmo.

Dentro do habitáculo, um notório salto ao nível do conforto, da insonorizarão sonora e claro, da tecnologia. Mas no geral, o interior é muito funcional e simples, tal como no Defender original. Destacam-se os parafusos à vista e os painéis das portas expostos.

Existem espaços de arrumação espalhados por toda a carroçaria e a enorme consola central esconde um compartimento de refrigeração que ganha ainda mais importância durante os dias de mais calor.

Como seria de esperar, o novo Defender chega com as mais recentes soluções tecnológicas da marca de Solihull. Incorpora um ecrã táctil da nova geração com o sistema de informação e entretenimento Pivi Pro e um painel de instrumentos digital. Os sistemas multimédia da Jaguar Land Rover já eram uma referência na indústria, mas nesta sua última actualização conseguiram ir ainda mais longe. A organização visual é fantástica e a leitura dos grafismos é óptima.

Mas vamos ao que mais interessa, o comportamento em estrada… e fora dela! A boa notícia é que agora, e ao contrário do que acontecia com o Defender original, a direcção deixou de ser dura, passámos a ter espaço para os cotovelos e deixámos de andar espremidos contra os painéis das portas.
As exigências actuais são bem diferentes do que eram no passado, pelo que pedir um Defender igual ao original seria sempre um exercício utópico. Para bem de todos, a Land Rover respondeu com uma proposta mais refinada do que nunca, que aprendeu a ser um "estradista" e a comportar-se fora do mato.

Ao volante: um Defender refinado? Sim...

A posição de condução é bastante elevada e sentimos sempre que estamos aos comandos de um automóvel enorme. Mas ao contrário do que acontecia com o modelo original, este novo Defender está muito melhor preparado para "atacar" os desafios diários, sobretudo na "selva" urbana. Continua a ser um automóvel de proporções gigantescas e é muito fácil estar ao nível de carrinhas de mercadorias quando paramos num sinal, por exemplo. Porém, este Defender não só é muito mais fácil de conduzir como se faz valer dos mais recentes sistemas de auxílio às manobras, como a câmara traseira, por exemplo, que torna qualquer estacionamento mais apertado menos assustador.

Mas a maior diferença é mesmo no comportamento em estrada, com este Defender a revelar-se um automóvel preciso, estável e muito confortável. Quando atacamos uma curva de forma mais violenta, continuamos a sentir a carroçaria a puxar ligeiramente para fora, mas nada que chegue a ser um incómodo, até porque não estamos num automóvel de cariz propriamente desportivo… ou dinâmico.
Porém, este novo Defender dá muito boa conta de si em estrada e atrevo-me a dizer que foi um dos capítulos onde mais evoluiu. Mas subindo a suspensão pneumática e alternando entre os modos do "Terrain Response 2", podemos atacar qualquer troço de TT com confiança. Aqui, o motor a gasolina de 3.0 litros com 400 cv da versão que testámos, a P400, sobressai e mostra uma eficácia impressionante.

É fora de estrada que o Defender se sente como "peixe na água", subindo e descendo montes sem se recusar a nada e sem acusar qualquer "cansaço". Pode ter ganho uma imagem mais "premium", mais alinhada com a restante gama da marca, mas os atributos de todo-o-terreno "puro e duro" continuam todos cá.

Os 400 cv impressionam
O Defender 110 pesa quase 2.5 toneladas, mas na versão P400, com 400 cv e 550 Nm, é capaz de acelerar dos 0 aos 100 km/h em apenas 6,1 segundos, convidando-nos mesmo a andar rápido - a velocidade máxima está fixada nos 191 km/h, apesar do porte atlético considerável. A primeira vez que pisamos o pedal direito a fundo sentimos uma sensação que tem tanto de desnecessária como de fantástica. Não é suposto um Defender ter todo este "poder de fogo" e estou seguro que muitos dos clientes que o vão comprar nunca chegarão a tirar o proveito deste poderoso bloco de seis cilindros, mas que é impressionante, lá isso é!

Esta motorização conta ainda com o auxílio de um sistema eléctrico "mild-hybrid" de 48 V que faz as vezes de um motor de arranque/gerador. Entra ao serviço durante o "pára-arranca" da cidade e ajuda o motor a combustão durante as acelerações. E isso sente-se.
Disponível apenas com tracção integral, como tem de ser, este Defender conta ainda com uma caixa de velocidade automática de 8 relações feita pela ZF. Tem ainda redutoras e vários modos de condução disponíveis.

Mais capaz do que nunca
Fora de estrada o Defender não só se mostra à altura do nome que carrega como se revela mais capaz do que nunca para atacar desafios mais radicais. A culpa é, em parte, da fantástica suspensão pneumática, que nos permite subir a suspensão e, por consequência, a altura ao solo. Os ângulos mostram bem aquilo que este Defender é capaz: 38 graus de ataque, 28 graus de passagem ventral e 40 graus de ângulo de saída. O modo "Wade" permite ultrapassar valas de água com até 900 mm de profundidade.

Vale a pena?
Mais versátil do que nunca e tão robusto como sempre, o novo Defender pode não ter a imagem que muitos queriam, mas é, por culpa dos argumentos mecânicos e tecnológicos que exibe, uma proposta que vem para deixar marca e que quer dominar.

Está longe de ser barato, como os 107.935 euros da versão ensaiada bem mostram, mas esse é o preço a pagar por um dos automóveis mais capazes da actualidade fora de estrada. Mas porque os tempos e as exigências são outras, a Land Rover teve a capacidade de perceber que ser um TT "puro-e-duro", como o Defender original, não chegava. Como tal, deu-lhe acabamentos de primeira, deixou-o muito mais confortável e fez dele um automóvel muito capaz em estrada.

Tudo somado, este novo Defender é um automóvel muito versátil, repleto de tecnologia e equipado com os mais recentes sistemas de ajuda à condução do Jaguar Land Rover. E sim, o preço é elevado, mas semelhante ao Defender só existe outro automóvel no mercado nacional, o Mercedes-Benz Classe G, que arranca nos 168.599 euros.

Ficha Técnica

Motor: 3.0 com 6 cilindros em linha
Cilindrada: 2996 cc
Potência Máxima: 400 cv (às 5500 rpm)
Binário Máximo: 550 Nm (2000 - 5000 rpm)
Velocidade Máxima: 191 km/h
0-100 km/h: 6,1 s
Consumo Médio: 11,4 l/100 km
Emissões CO2: 259 gr/km

Preço desde: 90.557 euros

+ Versatilidade: O Defender mantém as competências todo-o-terreno que lhe deram o nome, mas está mais refinado, muito melhor em estrada e capaz de assumir o papel de familiar.

- Preço: versão ensaiada incluía "mordomias" como jantes de 20’’ (2842€) ou tejadilho de abrir panorâmico (2086€) e isso fez o preço disparar para lá dos 100 mil euros

Fonte: Aquela Máquina

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