Eduardo Cabrita diz que capacidade no combate aos fogos "é plena" - VIDA DE BOMBEIRO

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terça-feira, 28 de julho de 2020

Eduardo Cabrita diz que capacidade no combate aos fogos "é plena"


O ministro da Administração Interna disse esta segunda-feira que a capacidade no combate dos incêndios "é plena", revelando que a resposta no ataque inicial tem permitido que cerca de 95% das ocorrências sejam eliminadas na primeira hora.

Questionado sobre o impacto da pandemia da covid-19 na prevenção e combate dos incêndios florestais, o ministro Eduardo Cabrita realçou a forma como "o dispositivo respondeu notavelmente neste fim de semana, num quadro de grande exigência".

"Tivemos todos os dias mais de 120 incêndios por dia, cerca de uma dezena em cada dia assumindo uma dimensão significativa, sobretudo o incêndio de Oleiros, Proença-a-Nova e Sertã com um potencial de risco elevadíssimo", avançou o titular da pasta da Administração Interna, à margem de reunião de acompanhamento da estratégia de prevenção e controlo da covid-19 na Área Metropolitana de Lisboa.

No domingo, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, admitiu que a pandemia afetou a prevenção dos incêndios, tornando as condições de combate "difíceis", sobretudo por se tratar de um verão muito quente.

"A capacidade de resposta é plena, temos tido uma resposta no ataque inicial que permite que cerca de 95% das ocorrências sejam eliminadas na primeira hora, numa capacidade de resposta ampliada", afirmou o ministro da Administração Interna, destacando a resposta no incêndio de Oleiros, Proença-a-Nova e Sertã, que deflagrou na tarde de sábado e foi dominado ao início da manhã desta segunda-feira.

Sobre este incêndio, Eduardo Cabrita disse que a capacidade de resposta permitiu superar as expectativas da "avaliação muito rigorosa" que estava a ser feita, em que se previa a mobilização do dispositivo até terça ou quarta-feira.

Neste âmbito, o governante enalteceu a capacidade demonstrada pelos operacionais, com a articulação de todas as entidades, designadamente bombeiros voluntários, bombeiros profissionais, Guarda Nacional Republicana (GNR), Forças Armadas e estruturas de proteção civil municipal.

Sobre o combate dos incêndios, o ministro da Administração Interna voltou a lamentar "os acidentes que têm afetado quase exclusivamente operacionais", considerando que são "casos dramáticos", em que se contabiliza a morte de três bombeiros durante este ano, inclusive um jovem de 21 anos no incêndio deste fim de semana em Oleiros, que alastrou aos concelhos vizinhos de Proença-a-Nova e Sertã, também no distrito de Castelo Branco.

Relativamente à descoordenação de meios no combate ao incêndio de Oleiros, Proença-a-Nova e Sertã, Eduardo Cabrita referiu que, no contacto próximo com os três presidentes de câmara das áreas envolvidas, o que foi testemunhado é "uma exemplar coordenação de forças".

"Só isso permitiu, num incêndio de grande dimensão e com um potencial catastrófico elevadíssimo, uma resposta que permitiu manter as prioridades estratégicas - salvaguarda da vida humana, segurança de bens e estabelecimento de uma estratégia -, o que permitiu, com sucesso, levar a que o incêndio fosse considerado dominado", declarou o ministro da Administração Interna.

Sem ter ainda a medição final da área ardida neste incêndio, o governante lembrou as palavras do comandante no terreno que avançou que poderá ter afetado "pelo menos seis mil hectares".

"Só a boa coordenação da resposta de todos os agentes - nacionais, bombeiros locais e estruturas de proteção civil municipal -- permitiu, neste caso, aquilo que consideramos um bom resultado", reforçou Eduardo Cabrita, recordando as condições difíceis em que o incêndio de Oleiros, Proença-a-Nova e Sertã foi combatido, inclusive "fenómenos eruptivos muito significativos".

Além da "dimensão tão grande" deste incêndio, o ministro indicou a "conjugação plena dos fatores de risco", com temperaturas muito elevadas que chegaram a atingir 43 graus celsius, com ventos superiores a 65 quilómetros/hora e com níveis muito baixos de humidade, cerca de 20% de humidade relativa.

"Neste contexto, a resposta ao incêndio torna-se muito complexa e é compreensível a preocupação das populações", frisou.

Fonte: JN

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