Família do Treinador Nuno Alpiarça Leva INEM a Tribunal - VIDA DE BOMBEIRO

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sábado, 2 de maio de 2020

Família do Treinador Nuno Alpiarça Leva INEM a Tribunal

A família de Nuno Alpiarça, antigo atleta e treinador do Sporting que morreu vítima de doença súbita, na quinta-feira, vai recorrer à justiça. Ao que a Renascença apurou, os familiares consideram que houve demora no socorro por parte do Instituto Nacional de Emergência Médica.

Passaram duas horas, desde a chamada para o INEM, até Nuno Alpiarça, de 53 anos, chegar ao Hospital de Santa Maria, em Lisboa. Acabou por morrer de paragem cardiorrespiratória. Inês Cruz, atleta da Juventude Vidigalense, estava no local e estranhou o procedimento da emergência médica.

"Apesar de termos feito várias questões para tentar perceber o porquê da demora de levarem logo para o hospital, tendo em conta que, nestas situações, uma reação rápida pode ser essencial, nunca nos disseram nada. Mesmo estando presente a mulher do Nuno, nunca quiseram explicar a situação nem o que poderíamos fazer", relata à Renascença.

Inês Cruz lembra que, quando o INEM chegou ao local, Nuno Alpiarça estava consciente e a falar. "Deixaram-no durante bastante tempo deitado no chão, sendo que ele estava a rebolar para um lado e para o outro, a queixar-se de que não conseguia respirar bem. Contudo, estava consciente e conseguia perceber o que se estava a passar.

Questionados, "várias vezes", porque razão não levavam Nuno Alpiarça para o hospital, os paramédicos do INEM terão respondido que "não tinham autoridade" para fazer o transporte.

"Indicaram-nos só que, se fossem para o hospital, seria para o Santa Maria. Aguardámos durante cerca de meia hora para que uma equipa de médicos do INEM chegasse", conta.

Viagem para o Santa Maria já em situação crítica

A atleta acrescenta que Nuno já rumou ao hospital numa situação crítica, quase duas horas depois da chamada para o INEM.

"Apesar de se ter ligado para o 112 ainda antes das 10h20, a ambulância com o Nuno apenas seguiu para o hospital pouco antes das 12h50, numa altura em que nos disseram que ele já estava inconsciente e que a situação não era nada favorável."

À Renascença, o INEM justifica a demora no socorro por uma sucessão de circunstâncias: o relato feito ao 112 não terá permitido perceber a gravidade da situação; começou por ser enviada uma viatura médica sem meios de emergência e reanimação; e, depois, foi preciso esperar pela VMER.

O INEM explica que o doente acabou por entrar em paragem cardiorrespiratória, mas que recebeu no local os mesmos cuidados que receberia no hospital. Explicações que não convencem a família, que vai, então, avançar para os tribunais.

Fonte: Renascença

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