Pandemia Não Trava a Atividade Operacional - VIDA DE BOMBEIRO

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sábado, 18 de abril de 2020

Pandemia Não Trava a Atividade Operacional


Apesar de 98 bombeiros infetados com Covid-19, a "esmagadora maioria" dos quartéis do País está a funcionar a 100 porcento, garantiu, no parlamento, a secretária de Estado da Administração Interna.

"Temos apenas dois corpos de bombeiros cuja capacidade se encontra entre os 50% e os 75% e temos, neste momento, 98 bombeiros positivos para a Covid-19”, disse Patrícia Gaspar, em resposta ao deputado do PCP João Dias, que questionou a governante sobre a “catástrofe financeira” enfrentada pelo setor devido à pandemia. Patrícia Gaspar admitiu, contudo, redução das fontes de receita fruto da diminuição do número de serviços de transporte de doentes urgentes e não urgentes.

A secretária de Estado adiantou que a situação levou já a tutela “antecipar a próxima tranche de pagamento do Programa de Cooperação Permanente (PPC)) que é devido às associações, numa tentativa de minimizar o impacto” da pandemia da Covid-19, e “dar aqui um conforto financeiro”, a instituições de todo o País.

“Já conseguimos, inclusive, antecipar o pagamento que era devido para o mês de maio, que já está pago, para que possamos, de alguma forma”, declarou a governante.

No parlamento, o Governo antecipou que está a preparar um projeto de decreto-lei, envolvendo distintas áreas governativas, “para garantir que se consegue criar instrumentos de apoio muito diretos aquilo que é a atuação dos corpos de bombeiros e gestão das entidades detentoras”.

Refira-se que a Liga de Bombeiros Portugueses em nome do setor, mas também federações distritais e instituições de Norte a Sul País, não silenciam uma crise que parece ser transversal. O rombo nas receitas, em alguns casos superior a 70 porcento, está já a empurrar bombeiros para o lay-off, sem que dirigentes e operacionais possam vislumbrar a “tal” luz ao fundo do túnel.

O problema agrava-se com a confrangedora falta de equipamentos de proteção individual (EPI)  que estabelece novas prioridades - leia-se gastos - para que as mulheres e os homens que,  na primeira linha, combatem a pandemia, possam prosseguir a sua missão. 

Mais uma vez, defende o setor, os bombeiros estão a pagar para salvar.

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