Continua a Polémica em Torno dos Bombeiros de Baltar - VIDA DE BOMBEIRO

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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

Continua a Polémica em Torno dos Bombeiros de Baltar


A polémica que se tem vivido em torno dos Bombeiros de Baltar parece não ter fim, com várias acusações manifestadas nas redes socias.

Dulce Sousa, escreve na sua página pessoal do Facebook o seguinte:

Em defesa da honra e bom nome dos Bombeiros da extinta Equipa de Intervenção Permanente (EIP) dos Bombeiros de Baltar.

Mais uma vez somos confrontados com declarações do Sr Presidente da Direção dos Bombeiros de Baltar, José Alberto, que não refletem a verdade.

É de lamentar que vá para uma Reunião da Câmara afirmar a existência de conflitos laborais para justificar sua decisão de extinguir a EIP, quando a justificação apresentada foi a de não haver capacidade financeira para assumir o aumento de vencimento que foi definido entre Ministério de Administração Interna, Associação Nacional de Municípios e Liga de Bombeiros Portugueses, aumento que passou a ser transferido pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil a partir do momento que passou a produzir efeitos.

É de lamentar que afirme que:

- os elementos que constituíam a EIP não queriam trabalhar que "Eles acham que o transporte de doentes, doenças súbitas entre outros serviços não é trabalho da EIP", pois como bem sabe as funções da EIP estão bem definidas por legislação e proíbe o transporte de doentes por parte da EIP, pois o transporte de doentes a que se refere é o transporte de doentes não urgentes (hemodialise, fisioterapia, etc.).

- os elementos da EIP não concorreram ao concurso aberto para 5 elementos, pois na reunião realizada em dezembro em que informou o fim da EIP e a não renovação do contrato, não tendo sido colocada a hipótese de permanecerem na Associação com outro vinculo, tendo ficado claro que não nos queria.

- abriu concurso para admissão de 5 elementos, o que demonstra que com a sua decisão a Associação tenha perdido cerca de 3000 € por mês da ANEPC, tendo passado a ser a Associação a assumir esse encargo.

Quanto ao abaixo assinado é uma questão do Corpo Ativo e não da EIP, pelo que não se entende porque é referido.

Isto não é Política, isto é a verdade.

Já Manuel Pinho vai mais longe, escrevendo também na sua página pessoal o seguinte:

A NOSSA AÇÃO | CHEGA - Paredes | JUNTOS POR PAREDES

TODA A VERDADE SOBRE AS EQUIPAS DE INTERVENÇÃO PERMANENTE DOS BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS NO CONCELHO DE PAREDES

REUNIÃO DE Câmara Municipal de Paredes DO DIA 23 DE JANEIRO

A minha intervenção:
"Seguidamente, Manuel Pinho, referiu-se às EIP’s e referiu que, em 2018, foi solicitado ao ministro Eduardo Cabrita mais Equipas de Intervenção Permanente para o Concelho realçando que as mesmas eram essenciais. Destacou que em meados de 2019 foram aprovadas mais 3 EIP’s abrindo a possibilidade para que todas as corporações do Concelho possam ter uma EIP. Lembrou que, tal como resulta do acordo entre o Governo
e a autarquia, esta é responsável pelo pagamento de 50% do valor do custo das EIP’s. Questionou o Senhor Presidente da Câmara Municipal sobre: Se a Câmara Municipal vai ou não vai pagar o valor de 50% de cada EIP criada pelas corporações? Se sim, qual o reflexo desse pagamento, reduzindo ou não a verba dos subsídios das corporações os quais foram aumentados em cerca de 20% por este Executivo? Se não, como fica a responsabilidade legal e moral da autarquia, tendo em conta o compromisso assumido para com o Governo, as próprias corporações e, por último, na salvaguarda dos interesses dos paredenses?

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Intervenção de José Alberto Sousa, Presidente dos Bombeiros Voluntários de Baltar e dirigente do PS Paredes
"José Alberto Sousa - Abordou a questão relacionada com as EIP’s, e referiu que o seu financiamento foi combinado com a Câmara Municipal e Associações de Bombeiros. Revelou que, devido à existência de 5 corporações, ficou definido que quem quisesse ter uma EIP, teria que o fazer através do subsídio de 30 mil euros que dava para a pagar. Salientou que este procedimento foi assumido pela Câmara Municipal e pelos Bombeiros de Baltar que, ao contrário do que foi divulgado, se debateu com um conflito laboral transformado num conflito político. Esclareceu que, após o término dos contratos a termo certo que existiam com a EIP, foi aberto um concurso para admissão de cinco assalariados para os bombeiros ao qual não concorreu ninguém da EIP. Acrescentou que este foi um concurso para execução de todos os serviços, dado que é entendimento que o transporte de doentes e situações de doenças súbitas não é serviço de bombeiros, dado que estes existem apenas para situações de incêndio e acidentes. Revelou que este concurso esteve aberto até 11 de janeiro e foi extensivo a elementos da EIP, sendo que, houve bombeiros de fora a concorrer uma vez que as pessoas que lá estavam não quiseram trabalhar. Adiantou que, em termos de financiamento, tudo foi acordado e cumprido com a Câmara Municipal. Agradeceu ao Executivo Municipal o apoio concedido aos Bombeiros de Baltar para as obras de requalificação do seu quartel.

***

Resposta do Presidente da Câmara, Alexandre Almeida:
" Relativamente às EIP’s referiu que o esclarecimento prestado pelo anterior orador, que é presidente de uma corporação de bombeiros, foi deveras elucidativo quanto ao que se passou. Observou que o valor que é pago anualmente aos Bombeiros, serve para pagar a EIP, tal como foi acordado com todas as corporações pelo que se congratulava com o facto de haver EIP’s em todas as corporações de Bombeiros."

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Tanta pompa e circunstância, para se chegar à conclusão de que, afinal, o apoio da autarquia aos bombeiros para as EIP's não existe.

ALEXANDRE ALMEIDA DÁ COM UMA MÃO E TIRA COM A OUTRA

PAREDES MERECE MAIS E MELHOR

Já a pagina Bombeiros e Proteção Civil de Paredes, aborda o caso da seguinte forma:

Um assunto da maior importância, importante para quem? Para todos nós, a todos nós diz respeito.

Uma Associação Humanitária de Bombeiros em que, o seu Presidente da Direcção usa como arma de arremesso os Bombeiros para conseguir manter o seu prestígiado cargo (Sim porque pode e é, muitas vezes um trampolim para agarrar novos tachos), não é digno do lugar que ocupa a demasiado tempo, continua a vir lavar roupa suja para a comunicação social, mas ao mesmo tempo não tem coragem de enfrentar os Bombeiros cara a cara.

Na minha opinião só tem uma opção a DEMISSÃO, não tem condições para continuar à frente de uma tão nobre e prestigiada instituição como a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Baltar.


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