INEM Setúbal em Risco de Ficar Sem Instalações - VIDA DE BOMBEIRO

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quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

INEM Setúbal em Risco de Ficar Sem Instalações

A unidade de emergência médica de Setúbal procura soluções até ao fim do mês, caso contrário fica sem instalações para operacionalizar a equipa e a frota

O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) recebeu uma proposta do Centro Hospitalar de Setúbal (CHS), para que as instalações ocupadas pela sua unidade de Setúbal, na EN10, próximo ao Hospital da Luz, passem a ser alvo de uma renda mensal no valor de 5 mil euros.

Segundo alega fonte do INEM Setúbal “caso não seja possível cumprir este valor a equipa tem de mudar de instalações, tendo o CHS colocado por e-mail a hipótese de corte de água e luz a partir de Fevereiro, se o INEM não aceitar o valor exigido”.

E se não surgirem outras soluções, o INEM Setúbal coloca mesmo a possibilidade de ter contentores devidamente equipados num terreno, para que, a partir daí, possa operacionalizar a equipa e manter os seus veículos (ambulâncias e moto). “Esta hipótese é a última alternativa. Uma vez que seria necessário arranjar um espaço e instalar as infraestruturas. O que demora tempo. Ou seja, impossível de concretizar até ao final do mês de Janeiro”.

Uma solução que não é única no país, porque o serviço de Olhão, na falta de instalações, recorreu aos mesmos moldes.

Para já fica o espanto sobre o valor proposto. “Não só por ser, no nosso entender, demasiado elevado, tendo em conta as condições das instalações em causa, mas também porque em nenhum ponto do país o INEM paga renda pelos espaços cedidos, nos equipamentos da Saúde. As contrapartidas são habitualmente outras, como apoio à manutenção”.

Sem segurança

O INEM Setúbal divide instalações com a Unidade de Transição de Psiquiatria (Hospital de Dia) do CHS desde 2015. Data em que deixou o espaço onde estava alocado, no campus do Hospital São Bernardo, junto à entrada principal.

“Na época, por sugestão da direcção do Centro Hospitalar, fomos dividir instalações com o Hospital de Dia onde havia um anexo livre, porque o espaço que ocupávamos precisava ser utilizado para outros fins”, comenta fonte do INEM em entrevista a O SETUBALENSE.

“Neste acordo as nossas viaturas, assim como parte da equipa, passariam para aquele espaço, à excepção da VMER [Viatura Médica de Emergência e Reanimação] e do médico e enfermeiro que obrigatoriamente têm de permanecer em serviço, dentro das instalações do Hospital de São Bernardo. E não seria cobrado qualquer valor de aluguer”.

A cargo do INEM Setúbal ficaria apenas a manutenção do espaço, com o pagamento de despesas correntes como água e luz. “Uma situação que apenas estaria contemplada caso viesse a ser assinado o acordo para a cedência das instalações”. Acordo este que nunca chegou a ser assinado.

Sem este acordo, durante o último ano, “as condições de utilização e segurança foram-se degradando e não há qualquer apoio do CHS”, afirma a mesma fonte.

Entre as situações que levam a estava consideração está a “necessidade de reparar e mudar luminárias. Despesa que o Centro Hospitalar disse não ser possível assumir”.

E o mais grave: a falta de segurança. “A determinado momento a equipa de vigilância contratada pelo CHS deixou de fazer serviço nestas instalações, o que tem resultado em assaltos às instalações do Centro de Dia e às viaturas do funcionários do INEM”.

No local, O Setubalense pode confirmar que não existe mesmo qualquer barreira de segurança, sendo possível a qualquer pessoa entrar e circular sem que seja requerida identificação.

O INEM Setúbal desconhece se o Centro Hospitalar tem previsto algum projecto para aquele espaço “ou se a proposta apresentada é apenas uma questão de rentabilização, até porque de momento nada mais foi explicado”.

O jornal O Setubalense contactou o Centro Hospitalar de Setúbal, que já garantiu estar disponível para apresentar declarações, o mais breve possível, a partir desta semana.

Até ao fecho desta edição o Ministério da Saúde também não remeteu quaisquer declarações ao jornal sobre a falta de instalações para esta unidade do INEM, sendo que este não é um caso único no país.

Fonte: Diário da Região

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