“Época de incêndios – valham-nos os bombeiros”, por Duarte Marques - VIDA DE BOMBEIRO

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sábado, 1 de junho de 2019

“Época de incêndios – valham-nos os bombeiros”, por Duarte Marques


Depois das tragédias dos incêndios de 2017, o equivalente ao 11 de Setembro nos EUA, é inaceitável que cheguemos esta fase do ano, a fase 3 do dispositivo de combate a incêndios, e que o dispositivo de meios aéreos esteja atrasado. Se nem tudo podemos fazer, porque a natureza é incontrolável ou porque a reforma do território demora anos a concretizar, a obrigação do Governo e de todos nós é fazer tudo o que está ao nosso alcance para minimizar os riscos e os impactos dos fogos.

Pelo terceiro ano consecutivo, o Governo atrasou-se a lançar os concursos para a contratação de meios aéreos. No início da fase 2, a 15 de maio, era suposto estarem disponíveis 36 meios aéreos, mas pelo menos 18 estavam em falta. O Governo deveria ter lançado esses concursos a meio de 2018 e só o fez no início de 2019. Em 2017 e em 2018 foi a mesma coisa. Mais uma vez, o Governo atrasou-se, foi incompetente e mau gestor. Não é admissível que depois de uma tragédia como as de 2017 ainda continuemos a facilitar.

Rezemos todos os dias para que não existam fogos de grande dimensão nestes dias que são tão quentes pois, se eles acontecerem, há pelo menos 18 meios aéreos que não estão onde deveriam estar.

Não podemos contar com o governo para garantir a segurança dos portugueses, resta-nos confiar no empenho, profissionalismo e brio dos milhares de bombeiros e sapadores portugueses que procuram compensar toda a incompetência das mais diversas entidades. Confiamos a nossa segurança aos bombeiros, aos sapadores, à GNR e aos restantes elementos da proteção civil, municipal e distrital, apesar da incompetência do Ministério da Administração Interna e do Governo.

Apesar de toda a propaganda e das diversas agências e cargos criados, à excepção do distrito de Santarém e não por mérito do Governo, os bombeiros continuam a combater os fogos sem meios tecnológicos de apoio à decisão operacional, sem novos equipamentos, sem novo investimento e sem um plano de utilização de máquinas de rasto. Apesar de tudo isto, é a estes mesmos bombeiros, homens e mulheres que lutam por nós, que o Governo deve 35 milhões de euros.

Fonte: Medio Tejo

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