Assalariados VS EIP,s - VIDA DE BOMBEIRO

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sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Assalariados VS EIP,s


Governo recuou em tudo ? Não me parece , pois apenas a Direção Nacional com autonomia e fora da Anpc ficou aceite, o Comando nada decidido, pese embora o Presidente da Liga tenha afirmado aos media que estando resolvida a questão da DN, o Comando faria todo o sentido e seria de fácil aceitação por parte do Governo, o cartão social do bombeiro estava aceite, ok, mas desconhece-se o conteúdo, não percebi, será que aceitam que se imprima o cartão? Mas com que conteúdos? 

Depois logo se vê, creio ser tudo isto muito vago, resta-nos aguardar e confiar na capacidade negocial da Liga, mas atenção que isto pode não ser suficiente, o que vou vendo por aí são presentes envenenados e medidas que me deixam desconfiado sobre a sua intencionalidade, exemplo EIP´s, senão vejamos as incongruências do Protocolo para a criação das mesmas e o seu significado para as Entidades Detentoras, a ANPC financia em 50% os custos dessa equipa, o Município financia os restantes 50% para uma cobertura de 8h diárias, as outras 16h, mais os sábados ,domingos e feriados ficam à responsabilidade das Associações, que ficam *obrigadas a ter um Piquete de assalariados e voluntários a substituir a EIP financiada, sendo eles uma EIP financiada pela Associação, operacionais com as mesmas valências e capacidade dos outros, todos eles são funcionários das Associações, mas os da EIP são segundo o ministro profissionais, mas qual é a diferença entre eles e os outros assalariados? 

Eles são apenas os que estão prontos mais rapidamente para intervenção inicial, pois não querendo dar palpites na parte operacional, diz-me a experiência e vivência do meio, que um qualquer incêndio urbano, mesmo que pequeno envolve muito mais do que uma EIP de 5 elementos, são situações que envolvem 12, 15 e até 20 ou mais bombeiros, sendo os outros assalariados sem estatuto profissional reconhecido, como vai o Governo diferencia-los?

São todos, incluindo os das EIP´s, bombeiros profissionais assalariados nas Associações, penso que as EIP´s, podem ser uma ajuda tremenda na proteção civil, nem mais nem menos que todos os outros, mas e será que com 617 euros de ordenado se consegue cativar alguém para preenche-las? 

É que sr. ministro todos os assalariados das ED ganham mais do que isso, ganham na ordem dos 700 euros, ficam as Associações com a responsabilidade de pagar a diferença, mais esta que somando à verba que nos é imputada para cumprir o Protocolo EIP, é de cerca de 140.000 euros, dos quais entre 30 e 50.000 euros podem ser resolvidos com voluntariado, por ironia do destino dado pelos ditos assalariados, que semanalmente vão fazendo 1 piquete gratuito, razão pela qual excelentes profissionais tem estatuto de voluntários e como voluntários são confundidos como se de amadores se tratassem, daí falarem tanto na profissionalização, sem perceberem que é isso que estes voluntários são, grandes e experientes profissionais, hoje fico por aqui, mas vou voltar com o assunto EIP, com o assunto assalariados/profissionais e não deixarei de trazer aqui discussão e debate sobre o financiamento da Proteção Civil, em relação aos bombeiros...abraço.

Zé da Fisga

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