Cristas Diz que Diferendo com Bombeiros é "Mais Um Caso de Incompetência" - VIDA DE BOMBEIRO

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segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Cristas Diz que Diferendo com Bombeiros é "Mais Um Caso de Incompetência"


A líder do CDS-PP, Assunção Cristas, considerou, esta segunda-feira, que o diferendo entre o governo e os bombeiros é "mais um caso de incompetência" e é "muito preocupante".

"Este é mais um caso em que o governo mostra incompetência, incapacidade e arrogância, o que depois dificulta muito a vida e encontrar as soluções para o nosso país", sustentou Assunção Cristas à margem da participação num debate do Parlamento dos Jovens, realizado no Colégio Conciliar Maria Imaculada (CCMI), em Leiria.

A presidente do CDS-PP considerou ainda "muito preocupante" a falta de entendimento entre as duas partes, reforçando que a "falta de diálogo mostra a incompetência do governo a gerir um diálogo que seja fluído e que vá ao encontro das respostas que são necessárias".

A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) informou que deixa de participar no dispositivo coordenado pela Autoridade Nacional de Proteção Civil de combate a incêndios em 2019.

O presidente da Liga, Jaime Marta Soares, criticou ainda o ministro por "não ter tomado em conta as propostas que foram feitas pelos bombeiros" e lamentou que o Governo queira fazer uma reforma da Proteção Civil "ignorando" o seu parceiro mais importante. A LBP reclama uma direção nacional autónoma e independente de bombeiros.

CDS quer ouvir Liga, ANPC e ministro no parlamento

O CDS-PP vai pedir a audição, no parlamento, do ministro da Administração Interna, Liga dos Bombeiros e Autoridade Nacional da Proteção Civil (ANPC) para tentar esclarecer o conflito do Governo com os bombeiros.

A posição foi expressa pelo deputado centrista Telmo Correia, no parlamento, após um fim de semana de conflito público entre o Governo e os bombeiros, que deixaram de participar na estrutura da ANPC, em rutura com o executivo contra os diplomas aprovados pelo sobre as estruturas de comando.

Além da Liga dos Bombeiros, o CDS quer que a Comissão de Assuntos Constitucionais oiça também a ANPC para que "esclareça que riscos efetivamente resultam ou não desta situação".

Eduardo Cabrita será questionado pelo CDS para "esclarecer se tem ou não capacidade de diálogo" para resolver um problema. "Este Governo demonstra uma arrogância e uma incapacidade de diálogo muito grande", acusou.

Telmo Correia enquadrou este protesto numa atitude do Governo que "parece ter um problema em geral com estruturas de soberania e com a proteção dos portugueses", dando o exemplo dos conflitos na PSP, GNR ou ainda nos serviços prisionais.

O ministro da Administração Interna tem já prevista uma audição, regimental, em 08 de janeiro de 2019, na comissão parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias.

O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, Jaime Marta Soares, anunciou no sábado que os bombeiros deixavam de participar na estrutura da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), o que motivou uma reação acusatória do ministro da tutela, Eduardo Cabrita, que classificou a decisão como "absolutamente irresponsável".

Este conflito já levou o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, para que todos os intervenientes evitem afirmações públicas que dificultem o diálogo neste "domínio muito sensível" da Proteção Civil.

Durante cerca de uma hora, Assunção Cristas explicou aos alunos do CCMI como funciona o Parlamento e qual a importância da política, dos deputados e das eleições.

Respondendo a uma das perguntas sobre a exploração de petróleo no país, a líder do CDS-PP admitiu que "não se deve negar à partida" algo que não se conhece. "É preciso verificar o que temos, estudar e comparar com as alternativas. Podemos perceber que não vale a pena ou entender que os riscos ambientais podem ser minimizados e estes recursos [exploração de petróleo] pode ter uma sustentabilidade para o país e contribuir para reforçar o estado social."

Assunção Cristas aproveitou ainda para passar uma mensagem de "consciencialização" do meio ambiente, alertando os jovens para a necessidade de "cada um fazer a sua parte".

"Podemos pensar que sozinhos não fazemos a diferença, mas também fazemos a diferença. O grande mote é pensar globalmente - sabemos que são desafios de todo o mundo -, mas temos de pensar que a ação tem de ser local e aí podemos fazer a diferença", acrescentou.

Fonte: JN

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