Não nos Comam por Parvos - VIDA DE BOMBEIRO

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quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Não nos Comam por Parvos


Há coisas na vida mais importantes e outras nem tanto. Mas há circunstâncias em que elas ocorrem em que, mesmo que a sua importância seja relativa, importa advertir, seja quem for, para que não nos tentem comer por parvos.

Em circunstâncias normais fazer uma formatura, mais uma ou menos uma, não é problema nem é importante. Importante é se, a propósito disso, nos tentam mais vez passar a perna. E nesta situação em concreto, como se passou em Monchique, só se dará importância, em primeiro lugar, pelos contornos da dita história a cheirarem a esturro e, em segundo lugar, por ter sido uma manifesta falta de respeito aos bombeiros.

Em todas as histórias há sempre alguém a pôr-se em bicos de pé, a por à frente a chamada feira das vaidades antes do respeito que é devido e merecido pelos outros.

No caso de Monchique e quando, curiosamente, bem perto havia bombeiros presentes e disponíveis, que pouco depois iriam desmobilizar, foi justificado que os bombeiros não estariam presentes porque estavam a trabalhar.

Fica até agora por se saber quem teve a ideia do que se passou. Passa que se tratou de uma iniciativa espontânea em que a formatura nasceu do nada, como se eu e tantos de vós acreditássemos que gente altamente organizada e disciplinada tivesse a veleidade de espontaneidades e de formar do nada por vontade própria. Repito: não façam de nós parvos.

Em devido tempo a LBP, dando corpo e expressão ao protesto dos bombeiros, veio lembrar, mais uma vez, que os bombeiros são, de longe, o principal parceiro da proteção civil e que, por exemplo, a cumprir-se a percentagem entre bombeiros e outras forças, teriam que estar 95 bombeiros na formatura para cada um dos restantes parceiros que lá estiveram. No terreno é assim que se passa. Qual a razão para que também não ocorra nas formaturas?

Como costuma dizer o padre da minha freguesia, a missa ainda vai a santos e, por isso, contem com os bombeiros para trabalhar mas, com a mesma gana, para defenderem a sua instituição, a sua cultura, a sua forma de estar na vida.

A nossa força está nas competências e capacidades que nos são reconhecidas mas também no respeito com que nos devem tratar. Palmadinha nas costas e novas situações como a que ocorreu em Monchique é que não. 

LBP

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