Qual é a Lógica de os Bombeiros Serem Voluntários? - VIDA DE BOMBEIRO

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segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Qual é a Lógica de os Bombeiros Serem Voluntários?


Desculpem-me a franqueza, mas não quero viver mais num país onde o Estado, através das autarquias, paga festas com cantores pimba, mas não garante a segurança das vidas e dos bens dos seus contribuintes

Ser bombeiro voluntário é um ato de altruísmo que admiro imenso. É preciso ter coragem, vontade de ajudar, prescindir de tempo com a família e até mesmo de alguma vida profissional. Há poucas coisas tão nobres como escolher, voluntariamente, arriscar a vida em prol dos outros, em nome dos bens e das vidas dos nossos concidadãos.

Posto isto, ninguém duvida que ser bombeiro voluntário é um ato de nobreza. No entanto, um país exigir a estas pessoas que tenham este trabalho a título voluntário é desumano e degradante. Principalmente quando vivemos num país com dez milhões de habitantes em que existem perto de 700 mil funcionários públicos, ou seja, qualquer coisa como 15% da população empregada.

Um neo-keynesiano, como aqueles que nos governam, diria que existe uma série de funções e obrigações que devem ser asseguradas pelo Estado e que, este, quanto mais interventivo e assistencialista, melhor.

Um liberal, como eu, diria que o Estado deve servir para regular o mercado livre e para defender a vida e a propriedade privada dos seus cidadãos. No entanto, em ambos os casos, penso que todos concordamos que as funções prestadas pelos bombeiros voluntários de todo o país deveriam ser completamente asseguradas e pagas pelos nossos impostos.

Desculpem-me a franqueza, mas eu não quero viver mais num país onde o Estado, através das autarquias, paga festas com cantores pimba, mas não garante a segurança das vidas e dos bens dos seus contribuintes. É uma questão de prioridades e não há prioridade maior na vida de uma pessoa do que garantir a sua integridade física, o bem-estar da sua família e a defesa dos seus bens.

A profissionalização total das corporações de bombeiros devia fazer parte de um pacto de regime entre os partidos do arco de governação. Já gente suficiente morreu nos últimos anos, já demasiada floresta foi perdida e já demasiados bem foram destruídos para que se continue a adiar aquilo que, por uma questão de bom senso, é absolutamente inadiável. Está na hora de fazer um debate sério em torno deste assunto, sem aproveitamentos e sem politiquices.

João Gomes de Almeida 
ionline.pt

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