Incêndios: Cerca de Mil Aldeias com Planos de Evacuação Testados - VIDA DE BOMBEIRO

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sábado, 9 de junho de 2018

Incêndios: Cerca de Mil Aldeias com Planos de Evacuação Testados


Secretário de Estado da Proteção Civil fala numa “dinâmica fantástica” da parte da população. Questionado na Manhã da Renascença, José Artur Neves responde também à polémica do valor dos helicópteros.

Cerca de mil das seis mil aldeias identificadas nas zonas de risco de incêndio já têm planos de evacuação aprovados e testados. E “é um trabalho que vai ter de continuar”, garante o secretário de Estado da Proteção Civil.

“Sentimos que está a haver uma dinâmica fantástica, a exemplo daquela que aconteceu com a prevenção e as limpezas. No início, muitos diziam que era impossível limpar aquilo que não se limpou nos últimos 15/20 anos, mas foi possível limpar muito. Hoje podemos dizer, se calhar, que se fez muito mais do que aquilo que nós imaginávamos”, afirma.

Mas podemos dizer que está tudo pronto para a próxima época de incêndios? José Artur Neves diz que o Governo está a trabalhar nisso. No que respeita à prevenção junto das populações, “tudo estamos a fazer para que os cidadãos, em particular os que vivem em aldeias isoladas e com envolventes florestais de alta densidade, se saibam comportar perante o fogo”.

Esta sexta-feira, há novos exercícios para testar a capacidade de evacuação de aldeias. No Piódão, concelho de Arganil, o desafio é retirar as pessoas da aldeia e ainda os 40 alunos da secundária local que participam numa visita de estudo e são apanhados por este hipotético incêndio.

Na lista das localidades prioritárias em termos de planos de segurança constam cerca de 190 nomes. Seis mil são de aldeias.

É verdade que os meios aéreos foram muito caros?

De acordo com uma notícia divulgada pelo “Expresso” no último fim de semana, os meios aéreos adquiridos para o combate aos incêndios vão ficar 47%. O Governo apressou-se a desmentir, no próprio sábado (dia 2) e hoje o secretário de Estado da Proteção Civil explica melhor.

Em causa estão 28 helicópteros, dos quais “oito são helicópteros médios, com mais capacidade de transporte de água – cerca de 47% mais de água – em que o balde leva mais 350 litros do que o balde do helicóptero ligeiro”, começa por dizer.

“Além disso, esse helicóptero médio transporta mais três homens do que o helicóptero ligeiro, ou seja, a brigada helitransportada é de oito homens, quando o ligeiro [que sãos os outros helicópteros adquiridos] leva cinco homens e isso acrescenta muito ao dispositivo”, continua.

“Mas, mesmo assim, se compararmos esses 28 helicópteros incorporando os oito médios, o valor de adjudicação ficou 9,3% abaixo do melhor preço que tínhamos para os 28 helicópteros ligeiros e 21,3% menos do que as propostas mais altas desses 28 helicópteros ligeiros”, conclui José Artur Neves.

Segundo o semanário, os helicópteros adjudicados na semana passada por ajuste direto ficaram 47% mais caros que o preço que o Estado contava gastar.

A ausência de respostas para o valor previsto terá levado o Governo a rever o montante, tendo aberto novo concurso, com um valor-base de 7,85 milhões de euros por cada um dos dois anos (antes eram quase 6,4 milhões). “O valor elevado das propostas apresentadas levou o Governo a avançar para o ajuste direto”, escreve ainda o “Expresso”.

Fonte: Renascença

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