INEM Em Estado Crítico - VIDA DE BOMBEIRO

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segunda-feira, 28 de maio de 2018

INEM Em Estado Crítico


Bases degradadas, viaturas sem manutenção, equipamentos desadequados, fármacos em falta ou escassez de profissionais são sintomas identificados na emergência pré-hospitalar, revelados por uma reportagem do Expresso. Entre janeiro e março, 17% das emergências não foram atendidas por médicos. Ordem dos Médicos exige mudanças. “A alternativa será continuar a assistir a mortes evitáveis”.

Os profissionais de saúde que saem à rua para salvar quem está em perigo de vida necessitam agora que cuidem deles. Dos técnicos aos médicos com mais competências, o diagnóstico é o mesmo: o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) não está a cumprir devidamente a sua missão de prestar socorro a quem mais precisa, revela uma reportagem deste fim de semana do Expresso.

Ao instituto são apontadas deficiências em todas as áreas. Bases que não são condignas, viaturas nos limites de segurança, material desadequado para cuidados de emergência no exterior, medicamentos não repostos atempadamente, escalas com mínimos, falhas na assistência ou autismo na comunicação. E quem critica diz-se prejudicado, razão pela qual os testemunhos ao Expresso foram feitos sob anonimato.

“Não há condições de higiene nem de segurança. Lavamos os pratos nas casas de banho, descansamos em dois cadeirões oferecidos, e já rotos, porque o INEM não deu camas para descansarmos no período noturno”, denuncia um técnico de emergência pré-hospitalar da região de Lisboa. Os problemas são de conforto e prejudicam o trabalho diário, mas são relegados para um plano inferior pelos profissionais face às falhas graves que garantem existir em todo o país assim que saem do ‘desconforto’ da base.

“As ambulâncias de suporte imediato de vida (SIV), com técnico e enfermeiro, na sua maioria, não passariam na inspeção. Os pneus estão gastos, a direção tem folgas, os amortecedores estão totalmente danificados e, mesmo assim, temos de fazer uma condução a grande velocidade”, denuncia o técnico da capital. A norte é quase o mesmo: “Temos ambulâncias com mais de dez anos e 400 mil quilómetros. Já me aconteceu trocar três vezes de SIV num turno”, conta um enfermeiro.

O prognóstico é oficial, mas reservado: no primeiro trimestre do ano, o INEM não conseguiu enviar um médico para assistir 6700 pessoas em estado muito grave, 17% do total de pedidos emergentes no trimestre.

Os meios mais sofisticados não estavam disponíveis. Se nada for feito, quando o ano terminar poderão ser 26.400 vítimas, a população de Lamego ou de Tavira, sem o socorro adequado. A Ordem dos Médicos (OM) está alarmada e exige tratamento imediato e intensivo.

Fonte: Expresso

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