Força Aérea não assume comando dos meios aéreos de combate aos incêndios - VIDA DE BOMBEIRO

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quarta-feira, 4 de abril de 2018

Força Aérea não assume comando dos meios aéreos de combate aos incêndios


O chefe do Estado-Maior da Força Aérea afirmou, esta terça-feira, que o ramo terá este ano uma "ligação reforçada" no apoio à Proteção Civil no combate aos incêndios, mas sem o comando e controlo dos meios.

Questionado pela Lusa, o general Manuel Rolo precisou que este ano a Força Aérea vai ter "mais proximidade, uma ligação mais reforçada ao lado operacional e de logística" no apoio mas não assumirá em 2018 o comando e controlo ou a gestão dos meios aéreos de combate a incêndios.

"A gestão dos meios aéreos ainda caberá este ano à Autoridade Nacional de Proteção Civil", frisou o general, à margem de uma cerimónia no ministério da Defesa.

O papel do ramo no apoio à Autoridade Nacional de Proteção Civil será este ano "semelhante ao do ano passado", em missões de vigilância e reconhecimento e coordenação dos seus meios aéreos, com as aeronaves P-3 e C-295, acrescentou.

A Força Aérea disponibiliza ainda todos os anos equipas de militares empenhados em missões de vigilância.

No passado dia 24, o ministro da Defesa Nacional, Azeredo Lopes, já tinha afirmado que será "mais razoável pensar" que a transferência do comando e gestão do combate aos incêndios florestais ocorrerá "sobretudo a partir de 2019".

O ministro falava aos jornalistas após questionado sobre os resultados do grupo de trabalho entre os ministérios da Administração Interna e da Defesa para definir o modelo da capacidade de comando e gestão centralizada dos meios aéreos do Estado na Força Aérea.

O governante destacou que a Força Aérea esteve envolvida, desde o início, "na redefinição do modelo" e que "o grupo de trabalho sobre os meios aéreos concluiu no prazo aquilo que se tinha proposto fazer".

"Agora, do que se trata é verificar qual é o conjunto de propostas que constam desse documento e depois extrair daí as devidas ilações, prever investimentos, prever, no fundo, a reorganização do modelo de gestão, justamente à luz daquele que passará a ser o papel protagonista da Força Aérea na dimensão de comando e na dimensão de gestão", acrescentou.

Entre um pacote de medidas relacionadas com a prevenção e combate a incêndios florestais, o primeiro-ministro anunciou no dia 21 de outubro do ano passado que a Força Aérea "ficará com a gestão e operação dos meios aéreos de combate aos incêndios florestais".

A 10 de novembro, no parlamento, o secretário de Estado da Defesa Nacional, Marcos Perestrello já tinha afirmado que "não existe a perspetiva de no ano de 2018 vir a existir operação da FAP no combate direto aos incêndios".

"A avaliação que se está a fazer é qual ao tipo de operação que a Força Aérea poderá fazer na gestão centralizada e nas operações de comando e controlo", disse, na altura.

JN

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