Bombeiros Castro Verde: Uma Escola para Pequenos Bombeiros - VIDA DE BOMBEIRO

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sexta-feira, 13 de abril de 2018

Bombeiros Castro Verde: Uma Escola para Pequenos Bombeiros

Em Castro Verde, os Bombeiros Voluntários têm a escola de Infantes e Cadetes para as crianças aprenderem a importância do voluntariado e do trabalho dos bombeiros.

“Vocês têm que ficar nos vossos sítios e vamos hastear a bandeira e treinar para que tudo corra bem”. O bombeiro Candeias ensina os miúdos a fazerem a formatura.

São crianças e jovens desde os 6 aos 17 anos, todos vestidos com as suas fardas vermelhas e as botas pretas, réplica fiel das que são usadas pelos bombeiros seniores. Todos eles frequentam a Escola de Infantes e Cadetes dos Bombeiros Voluntários de Castro Verde.

Por estes dias, ensaiam a sua participação nas comemorações do 25 de Abril que se estão a aproximar. “Nós vamos ficar em sentido a bater continência”, diz o bombeiro.

As crianças lá vão treinando os passos e a continência, mas de vez em quando as coisas não correm bem. “Não se riam que eu não acho graça nenhuma”, diz o bombeiro sénior.

Treinam e treinam aquilo a que os Bombeiros chamam a “Ordem Unida”. Passo para cá, passo para lá, continência bem feita. O bombeiro Vítor Silva observa os miúdos. É um dos formadores que a seguir lhes vai dar outros ensinamentos. A ideia é que de bem cedo as crianças possam aderir ao voluntariado e perceber o papel dos bombeiros. “A pedido das escolas começámos a ir falar sobre suporte básico de vida e começámos a ver que as crianças aprendem muito rapidamente e fica-lhes lá o bichinho”.

E assim começou a Escola de Infantes e Cadetes há cerca de 6 meses. O comandante da corporação, Vítor Antunes, espera que este esforço dê frutos e algum dos miúdos fique com a vontade de se tornar bombeiro quando crescer. “Se no fim, quando chegarem aos 18 anos, meia dúzia deles ficarem, já ficamos muito satisfeitos”.

Esta escola já é frequentada por 59 crianças, número superior aos próprios bombeiros da corporação de Castro Verde, que não são mais de 37. Muitas das crianças dizem querer ser bombeiros quando chegarem a adultos, como o Guilherme, 14 anos ou a Nina que tem um tio bombeiro e decidiu seguir-lhe os passos. “Tenho muito orgulho nele”, conta.

A Luna, 8 anos, acha muito importante o trabalho dos bombeiros. “Apagam os incêndios, ajudam as pessoas e salvam vidas”. E tanto ela como Beatriz já apreenderam muito desde que frequentam esta escola. “Já aprendi suporte básico de vida, como prevenir incêndios florestais…”

O entusiasmo é muito, tanto de miúdos como dos pais. Por isso, já há crianças em lista de espera para frequentarem a escola.

Fonte: TSF

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