Bombeiros de Aveiro mantêm-se indisponíveis para dispositivo especial - VIDA DE BOMBEIRO

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segunda-feira, 12 de março de 2018

Bombeiros de Aveiro mantêm-se indisponíveis para dispositivo especial


Os Bombeiros do distrito de Aveiro continuam indisponíveis para participar no Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais (DECIF) de 2018, considerando que até ao momento não existem respostas governamentais concretas às reivindicações da Liga dos Bombeiros Portugueses.

Segundo uma nota da Federação dos Bombeiros do Distrito de Aveiro, divulgada hoje, o assunto voltou a estar em discussão numa reunião daquele organismo realizada no passado sábado, tendo sido deliberado manter a mesma posição de "não dar disponibilidade para DEFIC 2018".

A decisão já terá sido dada a conhecer à Autoridade Nacional de Proteção Civil através do Comandante Operacional Distrital de Aveiro.

A mesma nota, assinada pelo presidente em regime de substituição, Carlos Coelho, refere que a Federação vai voltar a reunir-se em 07 de abril para nova deliberação.

No passado mês de fevereiro, 24 das 25 corporações de bombeiros do distrito de Aveiro manifestaram a sua "não disponibilidade" para integrar o dispositivo que garante uma mais rápida disponibilidade de bombeiros no período crítico de incêndios florestais.

Na altura, os bombeiros do distrito de Aveiro diziam estar "cansados de serem maltratados, desconsiderados perante situações limite de vida ou morte" e consideravam que não estavam reunidas "condições mínimas" para a participação no DECIF de 2018.

Em causa estão as medidas do Relatório da Comissão Técnica Independente da Assembleia da República que os Bombeiros do distrito de Aveiro dizem estar a ser implementadas "à revelia e sem qualquer espécie de contacto com os Bombeiros portugueses".

A Liga dos Bombeiros Portugueses deu um prazo até 28 de fevereiro para obter do Governo uma clarificação sobre o papel dos corpos de bombeiros na política nacional de proteção civil e nas alegadas reformas a implementar.

Entre várias questões, os Bombeiros criticam o facto de o Governo ter anunciado a intenção de "esbanjar" dinheiro a equipar a Força Especial de Bombeiros e a GNR, com equipamentos modernos e eficazes, numa altura em que ainda não foram pagas as despesas decorrentes dos incêndios de outubro de 2017 nem tão pouco os danos nos equipamentos e viaturas danificadas ao serviço da ANPC.

Entretanto, o deputado do PSD Amadeu Albergaria dirigiu uma pergunta ao Ministério de Administração Interna, questionando-o sobre se tem "conhecimento desta tomada de posição da Federação dos Bombeiros do Distrito de Aveiro, o que pretende fazer para resolver os problemas apontados e se pode garantir a segurança dos cidadãos do distrito de Aveiro na próxima época de incêndios".

"A confirmar-se a tomada de posição, em causa está a não disponibilidade das corporações para integrarem o dispositivo que garante uma mais rápida disponibilidade de bombeiros no período crítico de incêndios florestais, pondo em causa a segurança das populações", refere o deputado, citado num documento da distrital de Aveiro do PSD.

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