Os bombeiros estranham a demora dos resultados e na serra ainda há quem aguarde pelo pagamento dos prejuízos.
Seis meses depois do grande incêndio que queimou a serra da Arada, nos concelhos de S. Pedro do Sul e Arouca ainda não é conhecido o relatório que o primeiro-ministro mandou abrir para apurar o que correu mal com o combate ao incêndio.
Durante sete dias as chamas queimaram a Arada, primeiro em Arouca e depois em S. Pedro do Sul. O presidente da Câmara de São Pedro do Sul lamentou a falta de meios para combater as chamas, o primeiro-ministro visitou o local e determinou a abertura de um inquérito, feito pelo Ministério da Administração Interna. Seis meses depois "não há conclusões", afirma o Comandante dos Bombeiros de Santa Cruz da Trapa. Francisco Lima lamenta que "não haja lições a aprender com o fogo".
O Presidente da Junta de Freguesia de Candal, que nunca foi ouvido, também critica a demora, "e isto apesar da intervenção do Presidente da República, governo e deputados". Mas "mais que o relatório", José Carlos quer "respostas para quem perdeu as casas, cujos prejuízos continuam por ressarcir".
O incêndio deixou um rasto de destruição e a autarquia de Arouca estimou em 120 milhões de euros os prejuízos de um fogo que queimou 12 mil hectares de eucalipto e cinco mil de pinheiro que arderam e os custos em novas plantações.
Ouvido pela TSF o Ministério da Administração Interna confirma que o relatório ainda decorre e que o processo está nas mãos da Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI). Já sobre a existência de prejuízos por colmatar, o gabinete de Constança Urbano de Sousa não faz comentários.
Fonte: TSF

Sem comentários:
Enviar um comentário