129 associados dos Bombeiros Voluntários de Cete subscreveram um abaixo-assinado a exigir a realização de uma Assembleia-Geral extraordinária, com um único ponto de ordem: destituição da direção.
O documento foi entregue ao presidente da Assembleia-Geral, Saúl André Ferreira, no dia 26 de janeiro e, posteriormente, remetido por este à direção que, segundo os estatutos, tem a obrigatoriedade de marcar a reunião magna. Mas, passados mais de 15 dias, ainda não o fez. “Contactei a direção para que fosse marcada a Assembleia-Geral, mas não me cederam a lista dos sócios e não me deixaram verificar as assinaturas do documento. Disseram-me que seriam eles a fazer esse trabalho”, refere Saúl André Ferreira.
O mesmo responsável sustenta que foi informado que “só na próxima semana é que haveria uma resposta ao pedido de marcação da Assembleia-Geral”. “Mas, se se mantiver este impasse, terei de pedir ao Tribunal que marque a reunião. Vou esperar até ao final desta semana”, acrescenta.
Contactado pelo JN, o presidente dos Bombeiros de Cete, Celso Moreira, é parco em palavras e diz apenas que “a direção está a analisar toda a documentação para agir em conformidade”.
Recorde-se que, em 20 de janeiro, 31 bombeiros (a direção confirma apenas 23) entregaram os capacetes e pediram a passagem ao Quadro de Reserva. Este protesto, que leva a que os voluntários não prestem qualquer tipo de serviço na instituição, foi explicado com críticas ao comandante José Luís Silva e aos diretores. Estes negaram todas as acusações e justificaram a posição assumida pelos bombeiros com “motivações políticas e sede de poder”.
Entretanto, esta semana, também foi marcada uma reunião entre o comando e dez dos 31 contestatários, naquela que foi a primeira tentativa de conciliação após a entrega dos capacetes.
Fonte: JN

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