O Papel da Comunicação Social - VIDA DE BOMBEIRO

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segunda-feira, 4 de abril de 2016

O Papel da Comunicação Social


Todos sabemos que num teatro de operações (TO) nem sempre é fácil à comunicação social cumprir a sua missão. Em primeiro lugar, pelas contingências próprias de cada situação. Em segundo lugar, eventualmente, pela falta de informação regular para poderem ir alimentando os respetivos meios de comunicação. Em terceiro lugar, pelas contingências que ditarão que nem sempre os jornalistas presentes serão os mais habilitados e conhecedores das dinâmicas do socorro e da intervenção e funcionamento dos bombeiros. Tudo isso poderá inevitavelmente condicionar o tipo e a qualidade de informação divulgada.

Quando algumas destas situações falham prevalece um vazio que facilmente é ocupado por questões que são exacerbadas e que, independentemente do contexto e gravidade, não deixam de facto de ser marginais ou acessórias para o momento.

No caso do incêndio ocorrido no edifício “Atrium”, em Cascais, a dado momento, nalguns órgãos de comunicação social, e quando ainda se desenrolavam as operações de socorro aos moradores e combate ao incêndio em várias frentes, as manchetes passaram a ser os eventuais roubos que alguns moradores estavam a referenciar. 

A ênfase dada a esse facto, (no final só entraram duas queixas na PSP), fazia crer estarmos perante uma situação mais importante que o próprio sinistro e que, afinal, não viria a ter as proporções que estavam a ser propaladas. Mas, porventura, devido à terceira causa atrás apontada, os vivos colhidos “a granel” nas imediações passaram a ocupar um lugar mais importante que o próprio sinistro. 

Ninguém, pelos vistos, estava interessado em perceber e divulgar as circunstâncias em que decorria a intervenção dos bombeiros, o rico e complexidade da mesma, e das outras forças ou, até, as condições em que o próprio edifício se encontrava no momento do sinistro. Tal situação só não desmoralizou os bombeiros que estavam no TO porque, na altura, tinham mais que fazer. Mas não deixou que fazer doer quando lhes contaram o sucedido posteriormente.

LBP

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