Meios Aéreos Custam 38 Milhões - VIDA DE BOMBEIRO

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quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Meios Aéreos Custam 38 Milhões


Comandantes operacionais queixam-se de falta de meios, escassos e atrasados, no ano em que o Estado voltou a investir forte no combate ao fogo pelo ar.

Alguns dos comandantes operacionais que nos últimos dias coordenaram os trabalhos de combate aos incêndios florestais queixam-se de que os meios aéreos mobilizados para o teatro das operações são poucos e muitas vezes chegam atrasados, quando o incêndio já está fora de controlo e com grandes dimensões. 

Isto no ano em que o Estado voltou a investir muito no dispositivo de combate aos incêndios – os aviões e ‘helis’ deverão custar este ano ao erário público cerca de 38,1 milhões de euros. Há incêndios em que devido à falta de acesso por terra apenas se consegue chegar à frente de fogo pelo ar. Foi o que aconteceu ontem na serra da Estrela, onde chegaram a estar em simultâneo quatro aviões e dois helicópteros (ver peça secundária). 

De acordo com dados da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), a maior parte dos meios, 41 aeronaves, são locados a privados: 25 helicópteros ligeiros, oito médios, seis aviões anfíbios médios e dois pesados. Só a entidades privadas o Estado vai pagar este ano 24,7 milhões euros. Os contratos foram todos celebrados por concurso público, e garantem a tripulação, a manutenção e o combustível. Ontem voltou a ser um dia complicado para milhares de bombeiros que foram mobilizados para combater mais de duas centenas de incêndios florestais. Segundo a Proteção Civil, até às 21h00 cerca de quatro mil operacionais de todas as zonas do País estiveram no terreno. 

Os fogos que mobilizaram mais meios foram os da serra da Estrela (430 operacionais) e os de Mangualde, onde se mantiveram 300 homens nas operações de vigilância e de rescaldo. Para hoje e nos próximos dias está prevista uma baixa de temperatura e subida dos níveis de humidade: o que será uma grande ajuda para os já muito cansados bombeiros.

Fonte: CM