Comando da Proteção Civil Aponta Mão Criminosa nos Incêndios - VIDA DE BOMBEIRO

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terça-feira, 11 de agosto de 2015

Comando da Proteção Civil Aponta Mão Criminosa nos Incêndios


As causas naturais não explicam tudo na procura de causas para os incêndios florestais dos últimos dias. A convicção é do comandante operacional nacional do Comando de Operações de Socorro da Proteção Civil. Entrevistado esta madrugada pela Antena 1, José Manuel Moura mostrou-se convencido de que “há também alguma mão criminosa”.

“Veja-se o que aconteceu em Mangualde, com cinco, seis incêndios à volta da cidade, o que tem acontecido na Covilhã com uma recorrência diária, em Viana do Castelo. Ao fim de resolvermos um incêndio, temos três. Resolvemos esses três, temos seis”, apontou o responsável pelo Comando de Operações Nacional de Socorro da Proteção Civil.

Ouvido pelo jornalista da rádio pública Luís Soares, José Manuel Moura acentuou a ideia de que “não é normal” haver registo de ignições “a todas as 24 horas do dia”. Para sublinhar que “o problema dos incêndios florestais em Portugal não é o combate”. Depois da escalada do número de incêndios desde o último fim de semana, o comandante operacional nacional está agora a contar com a ajuda do clima. 

“Há um desagravamento já significativo amanhã [esta terça-feira]. Ainda não será o suficiente para evitar algumas situações, ou para nos ajudar a resolver algumas situações. A partir de quarta-feira, aí sim, temos um desagravamento mais acentuado e esperamos voltar a uma situação de normalidade para o mês de agosto, como vinha a acontecer até ao passado dia 6”, afirmou. 

Questionado sobre a estratégia a adotar para pôr cobro às maiores frentes do combate aos incêndios, José Manuel Moura quis salientar que essa é uma “responsabilidade de cada comandante das operações de socorro”. “A grande obrigação do Comando Nacional é dotar cada teatro de operações com os meios necessários para que cada comandante de operações possa resolver o problema”, rematou. 

Três incêndios dominados 

Ao amanhecer desta terça-feira havia ainda uma dúzia de incêndios ativos. A maior parte dos 774 operacionais e 247 meios envolvidos nos diferentes teatros de operações concentrava-se no combate às chamas em Vila Nova de Cerveira, a lavrar desde sábado. 

Pelas 6h00, 391 operacionais, apoiados por 126 veículos, moviam um combate sem tréguas ao incêndio na freguesia de Candemil e Gondor, no concelho de Vila Nova de Cerveira, distrito de Viana do Castelo. À mesma hora, o incêndio em Aldeias e Mangualde da Serra, no concelho de Gouveia, distrito da Guarda, mantinha três frentes ativas e mobilizava 196 operacionais, com o apoio de 64 veículos. 

Cento e oitenta e sete bombeiros, apoiados por 57 veículos, combatiam o mesmo número de frentes ativas em Canelas e Espiunca, em Arouca, distrito de Aveiro. Cerca das 8h30, o número de incêndios ativos caíra já para nove. Os fogos de Monção, Mangualde e Penacova foram dados como dominados durante a madrugada. Foi também restabelecida a circulação na linha férrea da Beira Alta, cortada na segunda-feira por causa do incêndio em Cubos, Mangualde. 

Fonte: RTP