Quatro horas, 270 bombeiros, 80 viaturas, 4 meios aéreos: o que foi preciso para dominar o incêndio de Cascais - VIDA DE BOMBEIRO

______________________________________________________________________

________________________________________________________________

________________________________________________________________

________________________________________________________________

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Quatro horas, 270 bombeiros, 80 viaturas, 4 meios aéreos: o que foi preciso para dominar o incêndio de Cascais


O alarme soou quando faltavam poucos minutos para as 15h. Um incêndio deflagrava em Alcabideche, concelho de Cascais, numa zona de mato. Quatro horas e algum alarme depois - os rodapés das televisões anunciavam a existência de casas em risco -, a Proteção Civil assegurava que o incêndio estava “totalmente dominado”.

Três bombeiros sofreram ferimentos ligeiros: dois por inalação de fumo e outro fraturou a tíbia. Este último faz parte da cooperação de bombeiros de Paço de Arcos e foi transportado para o Hospital de Cascais.

As chamas começaram às 14h45 entre o canil municipal de Cascais e a localidade de Murches. Para o local deslocaram-se bombeiros de todo o distrito de Lisboa e da zona oeste: 277 operacionais, 80 viaturas e quatro meios aéreos estiveram no combate às chamas.

Algumas habitações chegaram a estar ameaçadas pelo incêndio, mas a situação foi rapidamente controlada. Às 18h, as casas já não estavam em perigo e o incêndio mantinha-se intensamente ativo apenas na zona florestal, com duas frentes: uma em Murches e outra em direção à Malveira e Autódromo do Estoril. Como medida de precaução, o trânsito foi condicionado na A5 e na A16, no nó de Alcabideche.

Depois de quatro horas no combate às chamas, com o vento a não ajudar, a Proteção Civil avançou ao Expresso pelas 19h que o incêndio estava totalmente dominado - no entanto, ainda existiam algumas aéreas com chama. Os quatro meios aéreos foram dispensados sensivelmente por essa hora.

Nos próximos dias, a GNR vai investigar o caso para compreender a origem do fogo e calcular a área ardida.

Fonte: Expresso