A Direcção dos Bombeiros de Vila Verde aguarda a entrega do relatório ao inquérito instaurado pelo Comandante do Corpo Activo, Alberto Lomba, ao “caso Márcia Costa”. Em declarações ao jornal “O Vilaverdense”, o presidente da direcção, Carlos Braga, mostra-se «surpreso» com a notícia sobre a decisão do comandante em relação ao assunto. «Ainda não recebi qualquer relatório e a decisão será apenas tomada logo que a direcção tome uma posição sobre o assunto», esclarece. Na sua óptica, «o caso não está encerrado. A direcção aguarda uma comunicação oficial do comandante e, depois disso, decidirá».
Sobre as tensões e mal-estar no seio do corpo activo – e da ameaça de entrega das fardas por parte dos subscritores do abaixo-assinado que “exigia” o afastamento da Coordenadora da Formação Contínua do CB, Márcia Costa, Carlos Braga pede «calma e alguma paciência» aos subscritores. «Sei que são homens e mulheres que servem os bombeiros com muito brio e contamos com eles», assinala.
Quanto ao assunto central, Carlos Braga assegura que «não está encerrado. Quando toda a direcção conhecer o relatório, emitirá uma posição». O dirigente diz que se sentiu «na obrigação de esclarecer cabalmente o assunto, para tranquilizar todas as partes».
Garante que as próximas horas serão decisivas quanto ao desfecho desta matéria.
RELATÓRIO
Recorde-se que o jornal “O Vilaverdense” avançou na passada sexta-feira com a informação de que o “Comandante dos bombeiros mantém coordenadora de formação no cargo”.
Tal como havíamos noticiado, em resposta a um abaixo-assinado que pedia a demissão de Márcia Costa do cargo alegando um conjunto de factores, entre eles, benefício no número de horas e a forma como a formação é conduzida, Alberto Lomba explica que «não houve favorecimento de horas e exceptuando os funcionários da casa e alguns casos de pessoas que não têm emprego, a Srª Coordenadora foi das que mais horas de voluntariado fez como o provam os documentos oficiais». Segundo ainda o mesmo relatório a que o jornal “O Vilaverdense” teve acesso em 1ª mão, «não se pode falar em corpo activo quando a maioria dos assinantes pertence à reserva e não exerce qualquer tipo de função no quartel».
Ainda relativamente ao alargamento das horas de instrução que segundo o abaixo-assinado foi feito, «para favorecer o pessoal do TAS», o relatório prova que «grande parte deles teria caído no quadro de reserva se esse alargamento não tivesse acontecido». Alguns deles quase que conseguiram duplicar ou triplicar as horas de instrução saindo assim favorecidos na avaliação de desempenho «porque, de outra forma, já não pertenceriam ao corpo activo».
Fonte: O Vilaverdense
