Quase três meses depois do grave despiste no combate às chamas, no qual correu risco de vida, Pedro Bastos conta à SIC Notícias como tudo aconteceu e de que forma encara o futuro. Apesar das limitações físicas, o bombeiro de Arouca admite que mantém o objetivo de voltar ao quartel e à atividade que o move: "Ajudar o próximo".
Pedro Bastos, bombeiro de Arouca, tem 54 anos e sabe que não vai recuperar totalmente dos ferimentos que sofreu a 19 de agosto. A viatura em que seguia, durante o combate a um incêndio, caiu por uma encosta e capotou várias vezes. Esteve semanas em coma, foi submetido a várias cirurgias e teve de reaprender gestos tão básicos como beber água ou levantar os braços. Hoje, continua em recuperação, mas não perdeu de vista o objetivo: regressar ao quartel e ao voluntariado.
A ligação aos bombeiros começou muito antes de vestir a farda. O pai também foi bombeiro e acabou por despertar nele o interesse pela corporação. Mas a decisão de seguir esse caminho ganhou um significado próprio.
"Encontrei nos bombeiros uma forma de ajudar o próximo. É isso que me move, a minha forma de contribuir para a sociedade de forma desinteressada", explica.
Uma escolha que, sublinha, nunca encarou como uma profissão. "Não lhe chamo profissão, mas uma forma de ajudar a sociedade." Uma missão que implica riscos constantes, mesmo quando estes nem sempre são visíveis.
"Cada vez que saímos para uma ocorrência estamos conscientes de que estamos sujeitos a riscos", reconhece.

Sem comentários:
Enviar um comentário