INEM corrige procedimentos após acionamento dos bombeiros errados nas Taipas - VIDA DE BOMBEIRO

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quarta-feira, 19 de agosto de 2026

INEM corrige procedimentos após acionamento dos bombeiros errados nas Taipas

 


Instituto identificou os motivos que levaram ao acionamento dos Bombeiros de Guimarães para uma paragem cardiorrespiratória, mas não revela quais foram. Homem de 48 anos acabou por morrer.


O INEM identificou e corrigiu os procedimentos operacionais que levaram ao acionamento dos Bombeiros Voluntários de Guimarães para uma ocorrência de paragem cardiorrespiratória nas Taipas, em julho, em vez da corporação local. O instituto, contudo, não revela qual a razão que esteve na origem da decisão, segundo a Lusa.


O caso aconteceu a 11 de julho, na área de atuação dos Bombeiros Voluntários de Caldas das Taipas. A vítima, um homem de 48 anos, encontrava-se em paragem cardiorrespiratória e acabou por morrer.


Os Bombeiros das Taipas tinham meios disponíveis e encontravam-se a uma distância que permitiria, segundo os dados divulgados na altura, chegar ao local em três a cinco minutos. Já os Bombeiros de Guimarães estavam a cerca de nove quilómetros da ocorrência, com um tempo estimado de chegada próximo dos 14 minutos.


A 12 de julho, o INEM anunciou que iria averiguar as razões pelas quais a corporação das Taipas não tinha sido acionada.


Concluída a análise interna, o instituto diz ter identificado "os motivos operacionais que determinaram o não acionamento dos Bombeiros Voluntários de Caldas das Taipas". As conclusões foram comunicadas ao Ministério da Saúde, mas os motivos concretos não foram divulgados.


O INEM considera que, num sistema que gere mais de 1,6 milhões de chamadas por ano, podem ocorrer pontualmente situações que exigem "a correção ou o aperfeiçoamento de procedimentos operacionais".


Apesar de reconhecer que os Bombeiros das Taipas estavam geograficamente mais próximos, o INEM afirma que o acionamento dos Bombeiros de Guimarães "não condicionou a assistência pré-hospitalar prestada face à situação clínica do utente".


A resposta do instituto surge depois de o caso ter gerado críticas e dúvidas sobre os critérios de acionamento dos meios de socorro numa ocorrência em que a rapidez da resposta é determinante.


JN

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