Instituto identificou os motivos que levaram ao acionamento dos Bombeiros de Guimarães para uma paragem cardiorrespiratória, mas não revela quais foram. Homem de 48 anos acabou por morrer.
O INEM identificou e corrigiu os procedimentos operacionais que levaram ao acionamento dos Bombeiros Voluntários de Guimarães para uma ocorrência de paragem cardiorrespiratória nas Taipas, em julho, em vez da corporação local. O instituto, contudo, não revela qual a razão que esteve na origem da decisão, segundo a Lusa.
O caso aconteceu a 11 de julho, na área de atuação dos Bombeiros Voluntários de Caldas das Taipas. A vítima, um homem de 48 anos, encontrava-se em paragem cardiorrespiratória e acabou por morrer.
Os Bombeiros das Taipas tinham meios disponíveis e encontravam-se a uma distância que permitiria, segundo os dados divulgados na altura, chegar ao local em três a cinco minutos. Já os Bombeiros de Guimarães estavam a cerca de nove quilómetros da ocorrência, com um tempo estimado de chegada próximo dos 14 minutos.
A 12 de julho, o INEM anunciou que iria averiguar as razões pelas quais a corporação das Taipas não tinha sido acionada.
Concluída a análise interna, o instituto diz ter identificado "os motivos operacionais que determinaram o não acionamento dos Bombeiros Voluntários de Caldas das Taipas". As conclusões foram comunicadas ao Ministério da Saúde, mas os motivos concretos não foram divulgados.
O INEM considera que, num sistema que gere mais de 1,6 milhões de chamadas por ano, podem ocorrer pontualmente situações que exigem "a correção ou o aperfeiçoamento de procedimentos operacionais".
Apesar de reconhecer que os Bombeiros das Taipas estavam geograficamente mais próximos, o INEM afirma que o acionamento dos Bombeiros de Guimarães "não condicionou a assistência pré-hospitalar prestada face à situação clínica do utente".
A resposta do instituto surge depois de o caso ter gerado críticas e dúvidas sobre os critérios de acionamento dos meios de socorro numa ocorrência em que a rapidez da resposta é determinante.
JN
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